Copa do Mundo

Com Neymar, o que a lista da convocação do Brasil para a Copa deixa de respostas (e dúvidas)

Lista de 26 convocados traz luz a alguns questionamentos, mas ainda deixa mais pontos de interrogação

A expectativa do torcedor brasileiro acabou. Carlo Ancelotti anunciou seus 26 convocados que disputarão a Copa do Mundo de 2026 pela seleção brasileira no próximo mês. O Mundial será disputado nos Estados Unidos, Canadá e México entre 11 de junho e 19 de julho.

A convocação final trouxe certezas para muitas dúvidas que existiam, mas não quer dizer que esses questionamentos acabaram. A Trivela lista as confirmações que a lista trouxe e mais perguntas que ficam abertas para o Mundial. Confira aqui a lista de favoritos a ganhar a Copa.

Convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026

  • Goleiros: Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe) e Weverton (Grêmio);
  • Defensores: Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Danilo (Flamengo), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Leo Pereira (Flamengo), Marquinhos (PSG) e Wesley (Roma);
  • Meio-campistas: Bruno Guimarães (Newcastle), Casemiro (Manchester United), Danilo Santos (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad) e Lucas Paquetá (Flamengo);
  • Atacantes: Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth) e Vini Jr (Real Madrid)

Quais certezas Ancelotti apontou na convocação para a Copa do Mundo

Casemiro, Alisson e Marquinhos ganham apoio de Neymar na liderança do grupo

A presença de Neymar não será só pelo aspecto técnico. O craque brasileiro, pela primeira vez chamado por Ancelotti, também reforça as lideranças de um grupo com muita gente que ainda não tem o mesmo peso com a camisa amarelinha.

Junto dele, Alisson, Casemiro e Marquinhos devem ser esses nomes que chamam a responsabilidade nos momentos sensíveis. Thiago Silva, cotado para a convocação, poderia ajudar nessa área, mas não foi chamado.

Ibañez cumprirá função de Militão

Fora da Copa por um grave problema na coxa, Éder Militão era um titular garantido como lateral-direito pela confiança que deixou em Ancelotti durante os tempos que o italiano treinava o Real Madrid. O técnico da Seleção, porém, precisou recorrer a um nome pouco conhecido da torcida para exercer essa função.

O também zagueiro Roger Ibañez, do Al Ahli, deixou boa impressão exercendo a função de Militão na vitória sobre a Croácia, em amistoso na última Data Fifa. O defensor ex-Fluminense e Roma conseguiu garantir sua presença na Copa com apenas um chamado de Carletto e tem vantagem sobre Wesley, seu concorrente, por suas características defensivas.

Igor Thiago será o nove para momentos de defesas fechadas e bola na área

A confirmação de Igor Thiago, escolhido como o camisa 9 típico por Ancelotti, que considerava Pedro, do Flamengo, e Igor Jesus, do Nottingham Forest, dá a indicação de como o atacante que soma 22 gols na Premier League será usado.

Ele não será titular — a posição pode ser de Matheus Cunha, Vinicius Júnior, improvisado, ou até de Endrick –, mas deve sair do banco de reservas para entrar em contextos de jogos contra defesas muito fechadas e provavelmente atrás do placar, momentos de muita bola na área e abafa para tentar marcar.

Igor Thiago em jogo do Brentford
Igor Thiago em jogo do Brentford (Foto: IMAGO / Propaganda Photo)

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Quais dúvidas a seleção brasileira ainda tem

Neymar é reserva de Matheus Cunha ou do ‘centroavante’?

Neymar jamais jogou sob o comando de Ancelotti, o que, naturalmente, gera a dúvida de como ele pode ser usado. No Santos, ele tem total liberdade, surgindo muito tempo como um meia esquerda, mas que, sem bola, joga como um atacante em um 4-4-2.

O técnico italiano tem dois caminhos para utilizá-lo. Primeiro, como reserva de Matheus Cunha — caso ele seja um meia, como tem sido no ciclo –, como um camisa 10 atrás de um atacante centralizado, com liberdade para recuar e apoiar os volantes e também aparecer para finalizar na entrada ou dentro da área.

O outro caminho, para poupar ainda mais o craque santista no momento defensivo, seria ele como falso nove, junto de Cunha, mais próximo do gol, mas ainda com a possibilidade de flutuar para outros setores. Essa opção foi citada pelo e deve ser a utilizada por ele se optar pelo experiente jogador.

Qual será a condição física de Alisson?

Já são dois meses de Alisson sem atuar pelo Liverpool. Fora da Data Fifa de março, o arqueiro está lesionado na coxa, seu quarto problema físico só nesta temporada, segundo o site “Transfermarkt” — nos últimos três anos foram 11 lesões diferentes.

O goleiro, titular do gol do Brasil desde 2015 e presente nas duas últimas Copas, irá para seu terceiro Mundial, mas não se sabe em qual condição. Claro que Ancelotti jamais levaria um jogador em quem não confia fisicamente.

A questão é que, se houver uma nova lesão do experiente arqueiro, o substituto não passa confiança. Ederson, em péssimo momento no Fenerbahçe, foi titular contra a França em março e não empolgou nem pelo jogo com os pés, sua maior valência. Weverton, do Grêmio, agrega experiência, mas não deve jogar.

Alisson, goleiro da seleção brasileira
Alisson, goleiro da seleção brasileira (Foto: Eurasia Images / Just Pictures / Imago)

Luiz Henrique ou Gabriel Martinelli titular no ataque

As ausências de Estêvão e Rodrygo, também titulares que estão fora da Copa do Mundo por lesão, trazem incertezas ao ataque da seleção. Atualmente, são garantidos Matheus Cunha, como um camisa 10, Vinicius Júnior, de ponta esquerda ou falso nove, e Raphinha, em uma das duas pontas, no ataque inicial do Brasil.

Caso Ancelotti opte pela estrutura sem um camisa nove típico, como Vini Jr contra a França, a posição de Raphinha ditará quem será o quarto elemento no ataque. Se o jogador do Barcelona entrar pela direita, sua posição de origem, Gabriel Martinelli é o dono da ponta esquerda. Se for pelo corredor canhoto, como tem feito na Catalunha, Luiz Henrique, que brilha na Seleção saindo do banco, ganha a posição.

O técnico italiano dará indícios dessas questões nos dois amistosos preparatórios para a competição, contra Panamá e Egito, mas as respostas reais começarão a ser vistas em 13 de junho, com a estreia no Mundial, contra Marrocos.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius AmorimRedator

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.

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