Como foi o 2023 do Palmeiras? A Trivela te mostra e analisa em detalhes
O bicampeão brasileiro teve momentos de altos e baixos no ano, mas com Abel e Endrick como líderes do processo, por mais um ano, soube superar seus pares
Explicar o Palmeiras de 2023 é como descrever um épico. Drama, alegria, raiva, amor, personagens marcantes, plasticidade, momentos emocionantes e um final apoteótico fizeram da temporada que recém se encerrou uma das mais marcantes da história do clube.
A Trivela avaliou aspectos e momentos isolados da equipe na temporada para remontar este roteiro. E, com base no que encontrou, montou essa retrospectiva que conecta as partes para explicar o todo que fez o Palmeiras, por mais um ano, o clube mais vencedor do Brasil, bicampeão brasileiro.
Segurança, solidez e capacidade de mudança: Palmeiras soube se defender
Ainda que pilares como Gustavo Gómez e Murilo tenham oscilado mais do que o normal, a defesa do Palmeiras, mais uma vez, fez sua parte na construção das conquistas. E quando, preciso, Luan e Marcos Rocha surgiram fora de suas funções usuais, mas com a dedicação de sempre, para recolocar no rumo o que era necessário.
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Um ano de bem-sucedida reconstrução para o meio-campo
O Palmeiras começou o ano sem Danilo de “5” e sem Zé Rafael como “8”. Com a venda do primeiro para o Nottingam Forest, Zé foi recuado para a cabeça da área. De modo que, do nada, havia duas peças novas em funções chaves do time (Gabriel Menino virou titular).
Não foi fácil. Ainda mais quando Veiga perdeu o auxílio de Dudu na armação. Mas, na reta final do ano, Abel colocou o time no 3-5-2, Ríos entrou no lugar de um lesionado Menino e o setor se reequilibrou.
Ataque teve que mudar de rota, mas tinha Endrick para tal
O ataque do Palmeiras vinha bem até o fim de agosto. A se lamentar, apenas a falta de espaço para Endrick, que esquentava o banco. Mas então, Dudu se lesionou. E uma verdadeira revolução precisou acontecer para o time voltar a produzir na frente. Na hora mais aguda do ano, o Palmeiras teve em Endrick o grande nome de sua linha de frente e de seu time como um todo.
Abel, mais uma vez, mostrou estar muito acima de seus pares
Abel Ferreira errou mais em 2023 do que nas quatro outras temporadas em que esteve no Palmeiras. E, mesmo assim, por mais um ano, fez toda a diferença para o Palmeiras conquistar seus três troféus da temporada. O trabalho de Abel no Palmeiras teve problemas, mas achou as soluções quando o Botafogo deu brechas e conquistou o bicampeonato brasileiro.
Bastidores fizeram de tudo para atrapalhar o time, mas não conseguiram
Briga da diretoria com a torcida, da presidente com o conselho, de Abel com jornalistas, da comissão técnica com a CBF… E, mesmo assim, o time se alijou de todos esse imbróglio para conquistar três títulos . Imagina se houvesse paz no clube? Ou será que é justamente a efervescência o que empurra o Palmeiras?
Abel demorou, mas, na reta final, se rendeu a uma Cria da Academia
Depois da lesão de Dudu, Abel Ferreira demorou para encontrar, no próprio elenco, uma solução que já estava lá. Só que tais soluções eram jogadores das categorias de base. E Abel demorou para confiar no grau de maturidade dos jogadores. Quando confiou, enfim, não se arrependeu.



