Surpresas como Pulgar salvam o meio-campo do Flamengo da baixa de medalhões em 2023
Chileno é destaque ao lado de Arrascaeta, único grande símbolo recente que se salvou em ano de retrocessos para o setor no Flamengo
O 2023 do Flamengo foi repleto de altos e baixos, mas o meio-campo foi um dos setores que obteve os melhores destaques positivos. Com bons jogadores, gratas surpresas e Garotos do Ninho em boa fase, volantes e meias fizeram a diferença para que o Rubro-Negro conseguisse alguns, embora poucos, objetivos na frustrante temporada.
O setor, contudo, terminou o ano muito diferente do que começou. Medalhões como Thiago Maia e Everton Ribeiro caíram de produção e perderam espaço, enquanto Erick Pulgar, que ainda não tinha mostrado a que veio, foi o grande destaque positivo como primeiro volante. As chegadas de Gerson e Allan não agregaram o esperado internamente, e Arrascaeta, novamente, mostrou toda a sua categoria, mesmo incomodado por lesões.
Algumas jovens promessas também ganharam oportunidades e foram importantes para o Flamengo. Com a venda de João Gomes, o Rubro-Negro precisou de novas opções e viu em Igor Jesus, Matheus França, negociado no meio do ano e, em especial, Victor Hugo, as joias brutas que precisava. VH, inclusive, foi titular em mais de 30 partidas sob o comando de Jorge Sampaoli.

No fim, as trocas de treinadores minaram demais o desempenho do meio-campo. Por mais que os protagonistas tenham mudado tanto, os esquemas de Vítor Pereira, Sampaoli e Tite são muito diferentes e, por isso, o período de adaptação exigiu muito dos envolvidos no setor. Mesmo assim, a performance foi próxima do esperado e trouxe surpresas interessantes para o futuro.
Gringos voam e são destaques do Flamengo em 2023
Sem dúvida alguma, Arrascaeta e Pulgar foram os grandes protagonistas do meio-campo do Flamengo em 2023. O chileno com características mais defensivas, e o uruguaio chamando mais pelo lado do ataque. Se não fosse por eles, o setor teria uma avaliação muito menos positiva do que a escrita nesta matéria. Os dois participaram de 31 gols do Rubro-Negro na temporada.
Quando teve o papel de proteção da zaga, com apenas um armador, o Flamengo viveu seu melhor momento. Tite e Vítor Pereira, mais o brasileiro do que o português, conseguiram dar consistência em times de transição rápida, explorando as características de Pulgar. Destaque também para o jovem Victor Hugo, que se tornou 12º jogador na Era Sampaoli e mostrou que pode ser muito útil ao Rubro-Negro nos próximos anos.

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Medalhões perdem fôlego, e contratações não entregam o esperado
Os problemas do setor passaram muito pela falta de opções com confiança. De certa forma, o Flamengo teve uma dependência de Pulgar e Arrascaeta, em especial o chileno, que fez a engrenagem do Rubro-Negro andar da zaga ao ataque. Sem eles, as comissões técnicas se viraram para Thiago Maia e Everton Ribeiro, mas não receberam o esperado da dupla. O volante, em especial, foi o jogador que mais atuou em 2023 e teve atuações terríveis, algo que resume bem o ano do time.
As contratações para o setor também não surtiram o efeito esperado. Não é que Gerson teve um ano ruim, mas também não foi aquele jogador que a torcida se acostumou a ver entre 2019 e 2020. Allan chegou justamente para suprir essa dependência em Pulgar, mas acabou se lesionando antes da Copa do Brasil e praticamente não atuou. A ausência de mais reforços minou voos mais altos para o meio-campo em 2023.
O que esperar do meio-campo do Flamengo em 2024?
As expectativas para o meio-campo do Flamengo são boas. O retorno de Allan deve surtir bom efeito entre os volantes, especialmente no fator da competição sadia por um lugar ao lado de Erick Pulgar. Thiago Maia é outro que precisa dar resposta rápida se quiser permanecer com chances. O departamento de futebol ainda busca a contratação de mais um jogador para a posição.

Na parte mais ofensiva, Gerson, Arrascaeta e Everton Ribeiro estarão no comando. O camisa 7 ainda tem situação indefinida, mas, se ficar, Tite pretende utilizá-lo como armador. O Flamengo também prepara a chegada do uruguaio Nicolás De La Cruz para o setor, aumentando a gama de opções para o comandante. Foi com ele que o meio-campo ficou mais sólido, ou seja, é de se animar para 2024.



