Brasil

Cruzeiro passou susto no Brasileirão mas terminou o ano com objetivos conquistados

O Cruzeiro lutou contra o rebaixamento até a penúltima rodada do Campeonato Brasileiro, mas conseguiu se livrar e ainda abocanhou vaga na Copa Sul-Americana

Principal objetivo do Cruzeiro na temporada, o Campeonato Brasileiro levou muito sofrimento ao torcedor celeste em 2023. Vindo da segunda divisão após três anos longe da elite, o clube celeste chegou para a competição com o objetivo de se manter na Série A do Brasileirão, mas a missão foi, como disse o próprio Ronaldo Nazário, dono da SAF da Raposa, mais difícil do que se imaginava.

O Cruzeiro fez um Brasileirão ruim, de poucos gols e muita instabilidade, e brigou contra o rebaixamento até a penúltima rodada. Mas apesar dos sustos, o time celeste conseguiu se reconstruir na reta final da competição e, além da permanência, ainda garantiu seu retorno às competições internacionais abocanhando vaga na Copa Sul-Americana.

A Trivela traz a retrospectiva do Brasileirão do Cruzeiro, separando em quatro momentos, norteados pelos treinadores que estiveram à frente do clube:

  • Início arrasador com Pepa
  • Cruzeiro cai de rendimento e Pepa é demitido
  • Zé Ricardo dura pouco no cargo
  • Paulo Autuori e Seabra salvam ano

Início arrasador com Pepa

O Cruzeiro entrou no Campeonato Brasileiro ciente de que, com um elenco não tão forte, sofreria para se manter na elite. O péssimo Campeonato Mineiro pouco deixou de legado e Pepa teve menos de um mês para organizar a equipe que iria estrear na Série A. Após estrear com derrota para o Corinthians, mas sem jogar mal, o time celeste engrenou e conseguiu quatro vitórias em cinco jogos, se mantendo na parte de cima da tabela, até numa embrionária briga pela liderança.

E mais que “apenas” vencer, o Cruzeiro jogava bem. Perdia muitas chances de gol, é verdade, mas as apresentações eram boas e consistentes. Conforme o campeonato foi se desenrolando, os resultados passaram a piorar, apesar do time seguir criando muitas oportunidades. A má fase de atletas importantes do elenco também não ajudava.

Cruzeiro cai de rendimento e Pepa é demitido

O que parecia apenas o Cruzeiro “voltando ao normal”, sem deméritos, mas pontuando dentro das expectativas, sem um super rendimento, acabou se tornando um problemas quando os resultados passaram a não vir de forma alguma. O time celeste podia jogar bem, atuar mal, criar chances ou não, mas as vitórias nunca apareciam.

O clube passou a figurar na segunda metade da tabela, ainda não muito próximo do Z4, mas Pepa passou a ficar cada vez mais pressionado. Os reforços contratados no meio do ano não agregaram tanto, por diferentes fatores, e o Cruzeiro se complicou de vez. Após uma sequência negativa de apenas duas vitórias em 18 jogos, o português foi demitido. A diretoria celeste encontrou muita dificuldade para encontrar um substituto e acabou fechando com Zé Ricardo.

Zé Ricardo dura pouco no cargo

Contratado sob muita desconfiança por seu histórico como treinador, o fracasso de Zé Ricardo parecia questão de tempo. Apesar de ter alguns ótimos momentos, como a vitória na estreia por 3 a 0 sobre o Santos, o triunfo no primeiro clássico da história da Arena MRV, por 1 a 0, e a goleada de 3 a 0 em cima do Bahia, o Cruzeiro passou a jogar pior do que fazia quando comandado por Pepa e sofreu algumas derrotas pesadas, que acabaram minando o técnico da vez.

O limite foi a derrota por 1 a 0 para o Coritiba, vice-lanterna do Brasileirão na ocasião, que terminou em uma invasão de campo de torcedores organizados da Raposa que acompanhavam a partida na Vila Capanema, em Curitiba (PR). A situação se tornou uma batalha campal entre cruzeirenses e coxas-brancas e, no dia seguinte ao jogo, Zé Ricardo foi demitido, depois de apenas dois meses de trabalho.

Paulo Autuori e Seabra salvam ano

Com a demissão de Zé Ricardo, a diretoria do Cruzeiro decidiu apostar em uma solução caseira para comandar o time celeste nos seis últimos jogos do Campeonato Brasileiro. O diretor técnico do clube, Paulo Autuori, e o treinador do sub-20 celeste, Fernando Seabra, foram os escolhidos e fizeram um bom trabalho.

Autuori e Seabra focaram no psicológico do time, deram oportunidades para jogadores das categorias de base e aproveitaram o que vinha dando certo nos trabalhos anteriores. A melhora no rendimento da dupla Matheus Pereira e Bruno Rodrigues também ajudou e, após muitos sustos, o Cruzeiro alcançou o objetivo traçado, terminando o Brasileirão de 2024 na 14ª colocação.

Para se ter ideia, o Cruzeiro não foi derrotado com a dupla no comando do time. Foram duas vitórias e quatro empates que garantiram o time celeste na Série A e na Copa Sul-Americana de 2024.

Foto de Maic Costa

Maic Costa

Maic Costa é mineiro, formado em Jornalismo na UFOP, em 2019. Passou por Estado de Minas, Superesportes, Esporte News Mundo, Food Service News e Mais Minas, antes de se tornar setorista do Cruzeiro na Trivela.
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