Brasil

Atlético-MG teve um 2023 bem marcado por falta de oportunidade para jovens da base

Apesar de muitos terem mostrado qualidade e pedirem passagem, Atlético quase não deu oportunidades para seus jovens jogadores

Uma das maiores reclamações da torcida do Atlético-MG ano ano foi em relação a (não) utilização dos jovens da base do clube. Felipão foi quem mais sofreu com isso e em diversas vezes foi cobrado pela falta de minutos para a base. Inclusive, estudos chegaram a comprovar como o Galo não usa seus jovens. Em 2024, o clube promete mudar.

O Atlético passou a temporada se vangloriando que tinha no elenco principal cerca de sete jogadores das categorias de base. No entanto, não utilizou muito eles. Os crias, como são chamados, quase não entraram em campo. Muitos deles só entraram em um jogo e por poucos minutos. Dos que subiram para os profissionais em 2023, que mais teve minutos foi o atacante Issac, com apenas 102. Todos os outros receberam ainda menos minutos do que ele, algo que, por si só, já prova como não houve aproveitamento da base.

O baixo aproveitamento da base do Atlético em 2023:

  • Isaac: 102 minutos em 3 jogos
  • Alisson Santana: 45 minutos em 5 jogos
  • Vitor Gabriel: 45 minutos em 1 jogo
  • Paulo Vitor: 16 minutos em 1 jogo
  • Cadu: 12 minutos em 3 jogos
  • Rômulo: 0 minutos e 0 jogos

Entre esses jogadores que já fazem parte do time principal, quem mais chamou atenção foi Alisson Santana, que entrou em dois jogos com Felipão e foi muito bem. No entanto, sem muitas explicações, o jogador parou de receber oportunidades, mesmo tendo se mostrado preparado para atuar profissionalmente. O atacante Issac, que foi quem mais teve minutos, acabou voltando para o time sub-20 no meio da temporada, onde foi o artilheiro da categoria. Ele está em fim de contrato e, justamente pela falta de oportunidades, deve deixar o Galo e acertar com outro clube.

Além dos jogadores pouco utilizados em 2023 no time profissional, é preciso falar também de um assunto que marcou muito o ano do Atlético que é o jovem Iseppe. Joia da base atleticana, o meia de 17 anos fez uma temporada fenomenal no time sub-17 e encantou a torcida, que logo pediu para ele começar a atuar no time principal. No entanto, o clube e o técnico Felipão optaram por fazê-lo cumprir as etapas da base, passando pelo sub-20 e agora atuando na Copinha no início de 2024.

Vale destacar ainda que o ainda jovem Rubens foi muito utilizado no ano. No entanto, ele não entra mais nessa conta da utilização da base por já estar no time profissional há mais de um ano. Ele é outra cria do Galo, que ganhou muito espaço após a lesão de Arana, sendo improvisado na lateral-esquerda, e agora terminou o ano na sua posição original, como meia.

Como o Atlético-MG pode usar a base em 2024?

Para 2024, o Atlético tem a promessa de garantir mais minutos a seus jovens jogadores. Isso foi falado pelo presidente Sergio Coelho, pelo diretor de futebol Rodrigo Caetano e pelo gerente das categorias de base Erasmo Damiani. A ideia é fazer os jogadores da base estarem ainda mais inseridos no time principal. Vitor Gabriel, que é lateral da Seleção Sub-17 e vai disputar a Copinha, é apontado como um grande nome. O mesmo para Alisson, que já foi bem quando acionado, como citado. Rômulo pode ganhar uma chance também com a aposentadoria de Réver.

O Atlético não terá um alto investimento em 2024, e por isso é importante que ele cumpra com a promessa de usar mais a base, de dar reais oportunidades a seus jogadores. O Galo já perdeu recentemente Savinho, que mesmo apontado como uma grande promessas pelos especialistas, pouco atuou, e hoje brilha no líder do Campeonato Espanhol. O clube não pode se submeter a passar pela mesma coisa. É preciso perder o medo de revelar jogadores. Se um desses jovens entrar e jogar bem, ele precisa seguir ganhando cada vez mais minutos. E, claro, é necessário dar atenção especial a Iseppe, que também vai jogar a Copinha e, caso se destaque nesta competição, também tem que entrar no time principal pelo enorme potencial que ele demonstra ter.

Vale destacar que, nas categorias de base do sub-17 para baixo, o Atlético teve ótimos desempenhos, o que mostra a reformulação do setor atleticano nos últimos anos. Desde o sub-9, o Galo vem mostrando força e conquistando campeonatos não só no Brasil como também em outros países. O Sub-15, por exemplo, teve um ano de muitos títulos. Fora o fato de seis jogadores terem frequentado as Seleções Brasileiras de base.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick se formou em Jornalismo na PUC Minas em 2021. Antes da Trivela, passou por Esporte News Mundo, EstrelaBet e Hoje em Dia.
Botão Voltar ao topo