Brasil

Especulações à parte, Palmeiras, família e estafe de Estevão têm objetivos em comum para o jogador

O Palmeiras e as demais partes envolvidas não têm pressa, e entendem que procura pelo jogador só tende a aumentar

Desde o ano passado, muito antes de aparecer para o planeta no Mundial Sub-17 deste ano, o atacante Estevão já vinha recebendo sondagens, algumas até mesmo com valores atrelados. Mas, no Palmeiras, não há tanta preocupação quanto a uma negociação do jogador.

Primeiro, porque, mesmo se negociado, Estevão não pode atuar na Europa antes de abril de 2025, quando completa 18 anos. E, depois, porque a ideia do clube, da família e do estafe do jogador é que ele primeiro estreie no profissional, para só então ser negociado.

Não existe, por parte de qualquer das partes, urgência para realizar uma negociação. Desse modo, por mais volumosa que uma oferta seja, existe o entendimento de que ela será menor do que uma proposta depois de o jogador já ter passado um tempo trabalhando com Abel Ferreira.

O Palmeiras tem ótima relação com a família de Estevão e com seu agente André Cury. Não existe qualquer temor de uma rasteira ou uma negociação sem envolvimento e concordância de todos.

E a expectativa geral é que muitas propostas comecem a chegar à Academia de Futebol com o término do Mundial Sub-17, cuja final está agendada para 1º de dezembro, em Jacarta, na Indonésia.

Multa é só formalidade

A multa contratual de Estevão é de 50 milhões de euros, conforme apuração da Trivela. No fim de 2022, o Palmeiras chegou a negociar para fechar o valor em 60 milhões, mas as partes acordaram em diminuir 10 milhões do montante, no acordo que selaram em abril deste ano e que resultou no primeiro contrato profissional do atacante.

Ninguém dentre os envolvidos, no entanto, entende que uma negociação por ele ficará nesse patamar. Até porque, algumas das maiores potências da Europa, como PSG, Barcelona e Real Madrid, já sinalizaram ter interesse por ele.

A previsão é de que muito possivelmente haverá uma disputa pela contratação do fenômeno. Em 2022, o Palmeiras recusou, com tranquilidade, uma oferta de R$ 200 milhões pelo jogador, proveniente do PSG.

Se a preferência do jogador pesar, seu destino deve ser o Barcelona. É na equipe da Catalunha que o palmeirense tem vontade de atuar na Europa.

O Brasil está nas quartas de final do torneio, após ter batido o Equador, nas oitavas de final, por 3 a 1, na última segunda-feira (20). O adversário do Brasil será a Argentina, que venceu a Venezuela por 5 a 0, na terça-feira (21).

Com dois gols, Estevão foi o grande nome da classificação brasileira. O outro gol do Brasil no jogo foi anotado por Luighi, mais um jogador do Palmeiras.

Além da dupla, há um terceiro palmeirense no time titular. O zagueiro Vitor Reis, capitão da equipe, é mais um cria da Academia na equipe do técnico Phelipe Leal. Riquelme Filipi também faz parte do grupo.

Palmeiras tem planejamento para Estevão no clube traçado

Em princípio, o espelho do que vai acontecer com Estevão é o que foi traçado para o meia Luis Guilherme, que hoje é usado com frequência por Abel Ferreira no profissional.

Assim como aconteceu com o camisa 31 do profissional, a ideia é que Estevão seja inscrito para disputar a Copinha do ano que vem, quando o clube vai em busca do tricampeonato no torneio.

Inicialmente, Estevão será jogador do sub-20 na próxima temporada, e deve começar sua vida no profissional com um pé em cada barca, usado de modo esporádico.

Dependendo do desempenho dele na categoria de base e de sua evolução individual, ele pode, aos poucos, ir ganhando espaço com Abel Ferreira, inicialmente fazendo parte do elenco de apoio – chamado para compor treinamentos específicos, mas sem residência permanente no time de cima.

Neste ano, aliás, Estevão já participou de alguns treinos com o profissional. O que soma minutos na planilha que Abel e Vitor Castanheira mantêm com dados e histórico de todos os jogadores da base.

Mas aí entra o fator desequilibrante, que é a qualidade do jogador. Assim como com Endrick em 2022, a avaliação no Palmeiras é que há muito pouco que ele ainda possa aprender nas categorias de base. E que já está próxima, a hora em que só a vivência no time de cima dará a ele a rodagem necessária.

Essa decisão, contudo, é de Abel e mais ninguém

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023
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