Mundo

Uzbequistão é a zebra das oitavas do Mundial Sub-17 e vai enfrentar a França, que se safou nos pênaltis

Com golaço de falta, o Uzbequistão venceu a Inglaterra e vai enfrentar a França, que sofreu contra Senegal, nas quartas de final da Copa do Mundo Sub-17

As quartas de final da Copa do Mundo Sub-17 estão definidas. Na manhã desta quarta-feira (22), foram realizados os últimos dois jogos das oitavas do torneio realizado na Indonésia. Primeiro, o Uzbequistão protagonizou a primeira e até aqui única zebra no mata-mata desta edição ao vencer a Inglaterra por 2 a 1, com direito a um golaço de falta. Na sequência, a França sofreu contra Senegal e precisou garantir sua classificação após um empate em 0 a 0 na disputa por pênaltis, onde levou a melhor por 5 a 3. As últimas duas classificadas se enfrentam no sábado (25).

Golaço de falta elimina a campeã de 2017

A Inglaterra entrou em campo nesta quarta-feira diante do Uzbequistão pelo Mundial Sub-17 como grande favorita para ir às quartas de final. Campeões do torneio em 2017, os Three Lions terminaram na primeira posição do Grupo C e enfrentariam uma equipe que avançou ao mata-mata como uma das melhores terceiras colocadas na fase de grupos. A realidade, no entanto, foi bem diferente da expectativa. Com grande atuação do goleiro Muhammadyusuf Sobirov, mais um gol de Amirbek Saidov e um golaço de falta de Lazizbek Mirzayev, a seleção uzbeque venceu por 2 a 1 e garantiu um país asiático nas quartas de final da Copa do Mundo.

Com apenas quatro minutos de partida, Saidov já colocou o Uzbequistão em vantagem no placar. Depois de Mirzayev receber grande enfiada de bola na área e exigir boa defesa do goleiro Tommy Setford, a bola subiu demais e sobrou na pequena área, onde o camisa 9 subiu mais alto que a marcação e cabeceou para rede.

Foi o quarto gol de Saidov nesta Copa do Mundo Sub-17. Além de ser o artilheiro do Uzbequistão, o atacante também empatou com o japonês Rento Takaoka e o brasileiro Kauã Elias na segunda posição na lista de goleadores do torneio. O argentino Augustín Ruberto, autor de cinco gols, é quem lidera.

Atrás no marcador, a Inglaterra se lançou ao ataque em busca do empate. Após meia-hora de insistência, a equipe comandada por Ryan Garry conseguiu o que queria e afastou, momentaneamente, a zebra. Joel Ndala, jogador do Manchester City e que marcou contra o Brasil na fase de grupos, recebeu passe em profundidade de Chris Grigg, invadiu a área e tocou com categoria na saída de Sobirov para deixar tudo igual, ainda aos 35 minutos da primeira etapa.

Antes do intervalo, Muhammadyusuf Sobirov foi exigido duas vezes em chutes de Matty Warhurst, um deles quase da pequena área após grande jogada pela esquerda de Ndala. No início do segundo tempo, o goleiro fez outras duas grandes intervenções, a melhor delas em um lance cara a cara com Grigg. As defesas foram fundamentais para o Uzbequistão, que se manteve vivo e retomou a vantagem no placar aos 21 minutos. Mirzayev cobrou falta da entrada da área com muita qualidade e acertou o ângulo direito de Setford, que nada pôde fazer.

A Inglaterra ainda carimbou a trave esquerda de Sobirov em um chute colocado de longa distância de Ndala, mas foi a única vez que levou perigo na reta final do confronto. Com a vitória, o Uzbequistão igualou sua melhor campanha da história das Copas do Mundo Sub-17 e avançou às quartas de final.

França se classifica nos pênaltis

A próxima adversária do Uzbequistão também será uma seleção europeia. Logo depois da classificação uzbeque, França e Senegal se enfrentaram pela última vaga no Mundial Sub-17. Vice-campeões europeus da categoria neste ano e campeões em 2022, Le Bleus sofreram demais e por muito pouco não saíram derrotados no tempo normal, mas seguraram o empate sem gols e triunfaram na disputa por pênaltis.

O primeiro tempo foi de pouquíssimas oportunidades para ambos os lados. A melhor chegada antes do intervalo foi um chute de Ismail Bouneb da entrada da área no meio do gol que Serigne Diouf não conseguiu segurar e mandou para escanteio. Na segunda etapa, por outro lado, Senegal empilhou chances, mas parou na trave e no impedimento.

Logo com dois minutos de segundo tempo, Clayton Diandy saiu da ponta esquerda para o meio, contou com um bate e rebate da defesa francesa e ficou de frente com Paul Argney, que defendeu a finalização de canhota de dentro da área com o pé esquerdo. O goleiro também foi exigido aos 12, quando Idrissa Gueye bateu de longe com força. O arqueiro, no entanto, não foi bem no lance, dando rebote para Diandy completar para rede, mas foi salvo pela posição de impedimento do camisa 2 adversário. No lance seguinte, o camisa 1 voltou a salvar a França, dessa vez no que seria gol contra do zagueiro e capitão Joachim Kayi Sanda.

O bombardeio senegalês acabou aos 20 minutos, com um chute colocado de Yaya Diémé no pé da trave direita de Argney. Na reta final, a França conseguiu ditar o ritmo do confronto e sofreu pouco, mas o máximo de perigo que conseguiu oferecer foi um cruzamento rasteiro da esquerda para o meio da área que originou um pedido de pênalti, que não foi marcado. Sendo assim, o empate sem gols persistiu até o fim, e o adversário do Uzbequistão nas quartas de final precisou ser definido na disputa por pênaltis.

Sanda, para França, e Gueye, para Senegal, converteram as primeiras cobranças. A seleção francesa ficou em vantagem graças ao pênalti batido por Yoram Zague e a defesa de Paul Argney, que pulou para o canto direito e impediu que Daouda Diongu empatasse novamente a disputa. A partir de então, bastou que Joan Tincres, Bastien Meupiyou e Nhoa Sangui balançassem a rede para garantirem Le Bleus nas quartas, mesmo com Pierre Dorival e Mamadou Savané também marcando.

Os confrontos das quartas de final da Copa do Mundo Sub-17

  • Espanha x Alemanha – 24/11, às 5h30 (de Brasília);
  • Brasil x Argentina – 24/11, às 9h (de Brasília);
  • França x Uzbequistão – 25/11, às 5h30 (de Brasília);
  • Mali x Marrocos – 25/11, às 9h (de Brasília).
Foto de Felipe Novis

Felipe Novis

Felipe Novis nasceu em São Paulo (SP) e cursa jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Antes de escrever para a Trivela, passou pela Gazeta Esportiva.
Botão Voltar ao topo