Brasil

Luiz Henrique renderá mais ao Fluminense do que gastos com novos reforços em 2024

Fluminense levará R$ 19,7 milhões com a venda de Luiz Henrique ao Botafogo, e gastou R$ 16,7 milhões na aquisição de novos reforços até aqui

O Fluminense ficou sem Luiz Henrique, mas ganhou uma boa compensação por isso. Se a joia de Xerém vai jogar no Botafogo, ao menos o Tricolor encherá os cofres de Laranjeiras com quase R$ 20 milhões na transação.

Se confirmados os valores da negociação do Grupo Eagle, de John Textor, dono da SAF alvinegra, com o Bétis, o Flu receberá só nessa venda mais do que gastou em reforços em 2024. Luiz Henrique será comprado por € 20 milhões (R$ 106,6 milhões na cotação atual), se tornando a compra mais cara do futebol brasileiro.

Por ter 15% dos direitos econômicos do atacante de 23 anos, além de 3,5% do mecanismo de solidariedade da Fifa, o Fluminense lucrará € 3,7 milhões (R$ 19,73 milhões) com a negociação. O valor é maior do que a soma gasta em reforços em 2024.

— Acabamos caminhando para fazer uma venda de 13 milhões de euros por 85% do atleta. A gente permanecerá com 15% dos direitos econômicos. Qualquer venda que for feita no futuro, o Fluminense tem direito a 15% do valor integral — afirmou Mário Bittencourt, sobre a venda de Luiz Henrique, em 2021.

O Tricolor já contratou Felipe Alves, Antônio Carlos, Renato Augusto, Gabriel Pires, David Terans, Douglas Costa e Jan Lucumí. Os negócios no futebol dificilmente são feitos à vista, portanto, a comparação é entre os montantes.

Fluminense pagará apenas por Terans, Lucumí e Antônio Carlos

Dos novos reforços, apenas três terão custos de aquisição. O primeiro foi Antônio Carlos, cuja liberação junto ao Orlando City-EUA custou US$ 500 mil (R$ 2,4 milhões na cotação da data). Apesar de baixo, o valor será pago em parcelas.

Fluminense pagou US$ 500 mil ao Orlando City pela liberação de Antônio Carlos - Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC
Fluminense pagou US$ 500 mil ao Orlando City pela liberação de Antônio Carlos – Foto: Lucas Merçon/Fluminense FC

O Fluminense também pagará R$ 14 milhões em parcelas pela compra de Terans. O outro negócio com custos é o empréstimo de Lucumí junto ao Boca Juniors-COL também custará US$ 100 mil (R$ 492 mil), esse sim pago à vista.

A soma das três negociações é de cerca de R$ 16,9 milhões, quase R$ 3 milhões a menos do que o que o Flu receberá por Luiz Henrique.

Os outros reforços chegaram sem custos. Por outro lado, jogadores como Renato Augusto, Gabriel Pires e Douglas Costa, principalmente, terão salários entre os maiores do elenco.

Além deles, o Fluminense gastou também com Lelê, que como já estava no clube, não é um novo reforço para 2024. O jogador teve sua obrigação de compra efetuada em R$ 3,5 milhões, também de maneira parcelada. O Flu já tinha pago outros R$ 500 mil por seu empréstimo em 2023. O Tricolor aumentou um pouco o custo de sua folha salarial.

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Em dúvida sobre Flamengo, Luiz Henrique não viu problema em jogar no Botafogo

Embora algumas notícias tenham dado conta de que Luiz Henrique estaria com desejo de jogar no Flamengo, nada disso condiz com a realidade. O jovem de 23 anos até via com bons olhos um retorno ao Brasil, mas não escolheu destino.

Luiz Henrique passou 10 anos na base do Fluminense e agora reforçará o Botafogo - Foto: Lucas Merçon/Fluminense
Luiz Henrique passou 10 anos na base do Fluminense e agora reforçará o Botafogo – Foto: Lucas Merçon/Fluminense

Para pessoas próximas, inclusive, mostrou receio em trocar a Espanha pelo maior rival do Fluminense, clube que o formou. O Corinthians também teve interesse, mas o Bétis vetou um empréstimo. A identificação com o Tricolor, entretanto, não esteve em jogo durante negociação com o Grupo Eagle, de John Textor.

Os franceses ofereceram um plano de carreira para o atacante que envolve o Botafogo, o Lyon e o Crystal Palace, clubes da holding. O salário de clube europeu e a rivalidade em baixa entre Bota e o Flu foram pontos vistos como positivos pelo jogador.

Foto de Caio Blois

Caio BloisSetorista

Jornalista pela UFRJ, pós-graduado em Comunicação pela Universidad de Navarra-ESP e mestre em Gestão do Desporto pela Universidade de Lisboa-POR. Antes da Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.

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