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Inspirado e ensinado por Réver e Leo Silva, joia do Atlético-MG começa trajetória em alta no clube

Aos 20 anos, Rômulo se destacou quando acionado por Milito e deve ganhar cada vez mais minutos no Atlético

Todo jogador de futebol tem um ídolo, uma inspiração. Mas poucos têm a oportunidade de atuarem ou serem ensinados por suas inspirações. Um desses sortudos é o zagueiro Rômulo, do Atlético-MG, que cresceu admirando Réver e Léo Silva, se tornou jogador do time do coração e aprendeu com a dupla. Agora, ele começa sua trajetória profissional em alta no Galo.

Rômulo foi um dos maiores destaques da categoria de base do Atlético nos últimos anos. Ele chegou ao clube ainda no Sub-14. Em 2018, foi campeão Mineiro da categoria e recebeu sua primeira convocação para a Seleção Brasileira Sub-15. Seleção, inclusive, que foi parte de toda a trajetória do jovem defensor na base, passando também pela Sub-17 e pela Sub-20.

Na base, passou dois anos ao lado de Leonardo Silva, um dos maiores zagueiros da história do Atlético, que Rômulo cresceu assistindo e admirando. No profissional, treinou ao lado de Réver, ex-dupla de Léo, que encerrou a carreira em 2023 como o maior campeão da história do Galo.

[Inspirações] Sem dúvida Réver e Leonardo Silva. Trabalhei como Léo dois aos na base e ele pegou no meu pé bastante. Aqui [no profissional], o Réver já era dupla, pois treinávamos em campo. O Léo era mais professor, me ensina. São duas grandes referências que eu via desde criança — Rômulo.

Defensor muito técnico, assim como era, principalmente, Réver, Rômulo revelou que, por muitas vezes, pecava defensivamente visando essa qualidade que tinha. Mas, no profissional, “corrigiu” esse detalhe e evoluiu muito na defesa.

— Na base, sempre me preocupei em ser um zagueiro muito técnico. Treinei muito isso. Muitas vezes falhava defensivamente, pois queria ser técnico. Agora, no profissional, me destaquei pelo setor defensivo, pois melhorei bastante aqui com as pessoas que trabalhei e as cobranças. Na base eu aproveitei tudo que pude. Tive muitos treinadores bons, que pegavam no meu pé e ensinavam — afirmou.

Como um bom mineiro, Rômulo esperou na dele por uma chance

Rômulo treina com o profissional do Atlético há algum tempo. Em 2023, foi nome constante e fez parte do time principal. No entanto, não foi acionado em nenhum jogo. A demora pela estreia como profissional não afetou muito o defensor, que seguiu treinando da mesma forma, sempre aprendendo com os mais velhos — principalmente Réver.

Em 2024, ele herdou a vaga do ídolo Réver como quinta opção na defesa atleticana. A estreia parecia mais próxima, mas ainda demorou cinco meses. No último dia 4, o Atlético enfrentou o Fluminense fora de casa. Bruno Fuchs, então titular, estava fora por suspensão. Milito então escalou Jemerson, mas o defensor foi amarelado no primeiro tempo.

Como Jemerson era o único zagueiro com velocidade em campo, e Milito entendia que isso era crucial para o jogo, mas ele estava advertido, acabou o substituindo. A opção, então, foi por colocar o outro zagueiro de velocidade no elenco: Rômulo.

O defensor fez sua estreia com o time perdendo por 1 a 0. Viu o Flu aumentar para 2 a 0, sem culpa no resultado. Mas, também viu o Galo empatar com dois gols relâmpagos de Vargas, enquanto ele fazia uma excelente atuação na defesa. No fim, foi muito elogiado pelos torcedores nas redes sociais e por Milito na coletiva.

Quando a chance veio, a família não segurou a emoção

Após a estreia como profissional, Rômulo revelou o carinho que recebeu da família na volta para casa. Choro e aplausos tomaram a casa do zagueiro.

— Cheguei em casa depois da minha estreia contra o Fluminense e a minha família toda chorando. Meu pai nem quis conversar muito comigo pelo celular, me esperou chegar. Minha família é toda atleticana, até os agregados — destacou o jovem defensor.

Quando cheguei, foi lindo e emocionante, todos de pé me aplaudindo. Isso foi fora do comum. Uma sensação incrível — Rômulo

Primeira vez na Arena MRV? E como titular?

Rômulo atuou contra o Fluminense, no Espírito Santos, e no último jogo, contra o Sport, em Recife — em que ele foi um dos grandes destaques do time —, mas ainda não teve a oportunidade de jogar em casa.

Essa chance pode vir nesta terça-feira (28), quando o Galo recebe o Caracas na Arena MRV, às 19h, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores. Sem Jemerson, vendido ao Grêmio, e com boas atuações, Rômulo subiu degraus no elenco, e pode ganhar também a primeira oportunidade como titular.

— Não tem tanto mistério. É fazer o que venho fazendo desde pequeno. É obrigação do jogador estar preparado para qualquer momento, sem escolher jogo fácil ou difícil — afirmou o jovem sobre a possibilidade de ser titular.

Sobre a estreia em casa, na Arena MRV, o defensor afirmou que dá sim um frio na barriga e uma ansiedade, o que é natural e significar que ele se importa com o momento, mas não pode ser algo que o atrapalhe, pelo contrário, tem que ajudar.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander Heinrick

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.
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