Brasil

Matías Viña pode ser a resposta que o departamento de futebol do Flamengo deve à torcida

Pressionado depois de um 2023 ruim, departamento de futebol do Flamengo pode ganhar respiro com janela de peso para abrir bem o 2024

Os uruguaios estão com muita moral no Flamengo. Depois de Nicolás De La Cruz se juntar a um elenco que já conta com Arrascaeta e Varela, foi a vez de Matías Viña, lateral-esquerdo e ex-jogador do Palmeiras, entrar no radar para 2024. O Rubro-Negro já abriu negociações e, pela luta em três frentes, será uma daquelas bastante complicadas, que podem dar respaldo ao departamento de futebol caso cheguem a um final feliz.

O Flamengo não negocia apenas com Matías Viña e precisa da liberação de dois clubes italianos: a Roma, dona dos direitos econômicos do uruguaio, e o Sassuolo, a quem foi emprestado no início da temporada. A Trivela conversou com fontes ligadas ao dia a dia do clube e entendeu que o cabo de guerra deve ser longo, mas que o Rubro-Negro não tem pressa e promete gelo no sangue.

Viña pertence à Roma, mas está emprestado ao Sassuolo após perder espaço na equipe da capital (Foto: Massimo Insabato/Mondadori Portfolio)

Negociação em três frentes

Antes de qualquer papo com a Roma, o Flamengo precisa convencer o Sassuolo de liberar Matías Viña do contrato de empréstimo, que vai até junho do ano que vem. Por isso, o Rubro-Negro conversa com o estafe do uruguaio diariamente, no intuito de convencê-los, via projeto, a sustentar o caso junto ao clube italiano. É um processo complicado, já que o lateral-esquerdo foi titular em 13 das 16 partidas da Série A.

Em resumo, o Flamengo quer que a vontade de retornar à América do Sul pese na negociação e trabalha com espécie de vitrine para Viña cair de vez nas graças de Marcelo Bielsa, na Seleção Uruguaia. Por enquanto, as tratativas ainda estão em estágio inicial, mas o Rubro-Negro pretende avançar se conseguir a liberação junto ao Sassuolo. Essas informações são do ge e foram confirmadas pela Trivela.

Posição é prioridade do Flamengo, que prega cautela

A aposentadoria de Filipe Luís fez com que o Flamengo ficasse apenas com Ayrton Lucas e, por isso, a lateral-esquerda é uma prioridade para 2024. Cientes disso, empresários oferecem nomes aos montes, mas o departamento de futebol tenta filtrar o máximo possível e, diante disso, chegou ao nomes de Matías Viña. Como mencionado, a negociação é bastante complicada.

Viña disputou a Copa do Mundo e é figurinha carimbada do Uruguai com Bielsa (Foto: Bagu Blanco/Pressinphoto/Icon Sport)

Se conseguir a liberação do empréstimo com o Sassuolo, o Flamengo chegará em Roma para negociar, embora os valores sejam altos. A equipe da capital italiana comprou Viña do Palmeiras por 13 milhões de euros (R$ 79 milhões em 2021) e não deve se desfazer do atleta por muito menos do que pagou. Como o Rubro-Negro lidará com isso são cenas dos próximos capítulos.

Final feliz desenha pressão menor para o departamento de futebol

A janela do Flamengo está se encaminhando para ser excelente. De La Cruz já fechou, Léo Ortiz está muito próximo de ser o segundo reforço, e o departamento de futebol ainda trabalha com a chegada de Gustavo Scarpa, outro ex-Palmeiras que deseja retornar à América. A negociação pro Viña, no entanto, é daquelas que pode deixar nomes como Marcos Braz e Bruno Spindel mais tranquilos. 

O final feliz, além de trazer o nome preferido de Tite para uma posição considerada carente no elenco, mostra a força do departamento de futebol do Flamengo. Pouquíssimos clubes do Brasil e da América vão até a Europa tirar um atleta jovem — 26 anos — titular de uma equipe da primeira divisão de uma das cinco principais ligas do continente. É de se comemorar mesmo.

O que não pode é criar muita expectativa. A negociação é muito complicada e depende da liberação do Sassuolo para ganhar corpo nas próximas semanas. Senão a janela que promete ser muito boa, pode se tornar como a do meio deste ano, em que o Flamengo sonhou com Claudinho, Wendel e De La Cruz, e acordou sem nenhum dos três no Ninho do Urubu. Como o próprio Braz gosta de afirmar: “Gelo no sangue”. 

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.
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