Por que Danilo titular na Seleção faz mais sentido que Wesley para o que Ancelotti pensa
Lateral da Roma foi desconvocado e jogador do Flamengo, com características mais próximas de Militão, pode ser o titular
O corte de Wesley, com uma lesão muscular na coxa, fará Carlo Ancelotti se aproximar de uma ideia que tem para a Copa do Mundo de 2026. Na próxima terça-feira (31), a seleção brasileira enfrenta a Croácia pelo segundo amistoso da Data Fifa de março, após perder para a França, 2 a 1, na última quinta (26).
A tendência é que Danilo, do Flamengo, seja o titular da lateral direita no lugar do jovem da Roma, segundo informações do “ge”.
A Trivela explica por que essa escolha faz mais sentido do que Wesley, com base no que Carletto planeja para a competição mais importante do futebol.
Ancelotti quer zagueiro na lateral da seleção brasileira
O técnico italiano deixou claro que, se estiver 100%, Éder Militão, seu comandado nos tempos de Real Madrid, será o dono da lateral direita do Brasil. Pelas lesões do zagueiro, isso só pôde ser possível uma vez na era Ancelotti, na vitória por 2 a 0 sobre Senegal em amistoso, com atuação de destaque do defensor.
A ideia de utilizar um zagueiro nessa função é trazer maior equilíbrio defensivo em um time com quatro atacantes e pela ausência de uma unanimidade no setor. Com o comandante desde junho do ano passado, foram chamados Wesley, Vitinho (Botafogo), Paulo Henrique (Vasco) e Vanderson (Monaco).
Nenhum deles empolgou. Não há nem outro nome se destacando por fora. Tanto que a tendência é o jogador da Roma ser o único jogador realmente de ofício atualmente levado para a Copa, tendo Danilo e Militão como opções para zaga ou lateral.

A improvisação na lateral direita também tem uma questão tática importante. Com Militão, o Brasil usa o lateral-direito para ficar junto dos zagueiros na saída de bola, para que o lado do campo fique com o ponta — no cenário ideal seria Estêvão, mas contra a França teve Raphinha, Gabriel Martinelli e Luiz Henrique alternando pelo corredor.
Aí que entra o embate entre Wesley e Danilo. O mais jovem, rápido e com boa presença na linha de fundo, tem uma veia mais ofensiva. Com Filipe Luís no Flamengo, era o lateral que virava ponta no momento com a posse de bola. Na Roma, em um esquema de três zagueiros, tem ainda mais liberdade para atacar — inclusive, tem jogado mais como ala esquerdo.


O jogador do Flamengo, que no clube só joga de zagueiro, aos 34 anos, já vem de temporadas mudando de função. Ainda na Juventus, atuava em um trio de zaga e reforçou isso no Brasil no centro da defesa. Tem qualidade no passe para fazer essa saída de bola e, principalmente, melhor capacidade para duelos defensivos.

No jogo com a França, o Brasil passou mais de 60% do tempo na primeira parte só se defendendo. Wesley até conseguiu se virar e mostrou que tem evoluído na parte defensiva, mas pouco de ultrapassagens e rapidez no ataque conseguiu mostrar. Na etapa final, em uma rara subida, conseguiu a expulsão de Dayot Upamecano.

Tanto que, quando o lateral da Roma foi substituído, quem entrou foi Roger Ibañez, outro zagueiro com experiência na lateral.
Apesar de Danilo ser o favorito no momento para atuar do lado de Bremer, Léo Pereira e Douglas Santos na defesa, o zagueiro do Al Ahli, de característica parecida, pode ser o titular na vaga de Wesley. As respostas serão dadas só na terça, com a bola rolando a partir das 21h (horário de Brasília).



