Graças a Leila Pereira o Palmeiras não teve a paz que merecia na Data Fifa
Durante pausa para jogos de seleções, Palmeiras teve polêmica na política e silêncio para treinos e negociação
A Data Fifa não tirou o Palmeiras do centro das atenções, muito pelo contrário. Quer dizer: se o “Palmeiras” em questão for o time, houve uma inesperada paz. Mas se estivermos falando do clube…
A presidente Leila Pereira atraiu para si quase todas as atenções da imprensa no que diz respeito ao clube alviverde durante esse período sem jogos de futebol.
No dia 11, a mandatária concedeu uma entrevista coletiva, apenas para alguns veículos, na qual deu diversas declarações polêmicas. Entre outras afirmações, praticamente se colocou como a salvadora do Palmeiras, dividindo a história entre “antes e depois” de si mesma – além de atacar torcedores e críticos a ela.
Como, por exemplo, quando disse:
– A grande emoção, antes de a Crefisa chegar, era quando não caía. Hoje, as pessoas ficam estressadas porque, de quatro Libertadores, ganhamos duas. Isso é ridículo.
Ou:
– Essas torcidas organizadas não construíram nada. Eles são caso de polícia. Essas pessoas são o grande câncer do futebol brasileiro
As declarações suscitaram muitas críticas de adversários e até mesmo aliados políticos, como os ex-presidentes Paulo Nobre e Luiz Gonzaga Beluzzo, respectivamente.
Isso sem mencionar a Mancha Verde, que não deixou barato, os ataques que sofreu.

Trabalho em segredo quase total
Foi com um “amém”, que o técnico Abel Ferreira comentou a chegada da parada para os jogos de seleções, iniciada logo após a derrota do Alviverde para o Santos pelo Campeonato Brasileiro – quinto jogo sem vitória da equipe.
Mais até do que por conta desse resultado, o período sem jogos era festejado como forma de sepultar a traumática eliminação diante do Boca Juniors, na semifinal da Copa Libertadores.
De fato, após três dias de folga iniciais, mais um no último domingo (15), o Palmeiras trabalhou em silêncio quase absoluto. A voz de Abel Ferreira, muito desgastado por conta das seguidas e conflitivas entrevistas coletivas, não foi ouvida nem uma vez sequer.
Exceto por fotos feitas pelo fotógrafo oficial e pelas entrevistas gravadas em áudio, que o departamento de comunicação do clube disponibiliza diariamente, nada se sabe do que foi feito nos campos do clube.
Os problemas, porém, todo mundo conhece: o Palmeiras precisa achar um modo de remontar o ataque sem o lesionado Dudu.
Kevin, a solução mais óbvia, pode ter ganhado mais moral com o técnico. Já Endrick mira roubar a vaga de Artur na ponta-direita.
E por falar em Dudu, no departamento médico, o camisa 7 teve o que festejar, ao começar colocar no chão o pé direito, da perna cujo joelho teve o ligamento cruzado anterior rompido e operado. Dudu tem previsão mínima de retorno em por volta de seis meses.
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Reforço mais perto

Na segunda-feira (16), a Trivela confirmou notícia primeiramente trazida à tona pelo “Lance”, dando conta de que o volante argentino Anibal Moreno estava mais próximo de se tornar jogador alviverde.
Aos 24 anos, Moreno esteve perto do Palmeiras na janela de transferências fechada em agosto, mas acabou retido pelo Racing, que queria mais dinheiro em relação aos 7,5 milhões de dólares oferecidos pelo Palmeiras.
Dois meses depois, é mais ou menos por esse montante que ele deve mesmo se transferir para o Verdão.
Campanha contra o câncer

Por fim, o Verdão apresentou ontem uma camisa metade rosa, metade azul, com que vai jogar contra o Atlético-MG na quinta-feira (19). A peça, idealizada pela Puma junto com o clube, visa angariar fundos para o Hospital A.C. Camargo, referência no combate à doença no Brasil.
As cores fazem alusão ao Outubro Rosa, campanha quer previne e combate o câncer de mama, e o Novembro Azul, que busca a mesma ação para o câncer de próstata.
A camisa só será comercializada por meio de leilões virtuais, com renda integralmente revertida para a instituição de saúde.



