Brasileirão Série A

Leila Pereira vira para-raios e Palmeiras desenha respostas sob inesperada paz

Desde polêmica entrevista, Leila Pereira virou um para-raios de críticas e deu ao Palmeiras, mesmo que sem querer, paz para trabalhar o time

Por quatro dias, o Palmeiras trabalha quase escondido na Academia de Futebol, com todas as atenções dos torcedores e imprensa voltadas às desastradas declarações da presidente Leila Pereira.

Nesse período, o técnico Abel Ferreira teve uma inesperada paz para trabalhar em busca de repostas rápidas para encerrar uma sequência de resultados ruins: há cinco jogos, o Palmeiras não sabe o que é vencer. Contra o Atlético-MG, na quinta (19), Abel e o Palmeiras recomeçam a subida da montanha.

As três derrotas no Campeonato Brasileiro – Grêmio (0 a 1), Red Bull Bragantino (1 a 2) e Santos (1 a 2) -, mesmo tendo tirado o time da disputa do título, acabaram sendo menos doídas que os dois empates contra o Boca que culminaram na eliminação na semifinal da Libertadores.

Mas com doze jogos pela frente, e a obrigação de somar pontos suficientes para ficar entre os quatro primeiros, é mesmo para o Brasileirão que o técnico tem que encontrar algumas soluções:

Ponta-direita se oferece a Endrick. Mas e o Luis Guilherme?

Artur teve uma queda acentuada de rendimento. Única contratação de peso do time para o ano, levando-se em consideração que Richard Ríos é uma aposta, o camisa 14 está na alça de mira.

Com Endrick atuando pelo setor, tanto contra o Boca quanto contra o Santos, o Palmeiras produziu mais jogadas e bateu mais a gol. Não será surppresa se o novo 11 titular do Abel não tiver o ex-atacante do Bragantino, mas sim Endrick.

Com a fraca atuação de Mayke na posição, e desempenho aiinda pior de marcos Rocha na lateral, o jovem atacante já negociado com o Real Madrid pode se firmar.

Mas na reta final do jogo da volta contra o Boca, uma outra possibilidade apareceu bem. Luis Guilherme não deu sosssego para os argentinos, quando Abel decidiu colocar Endrick e Rony como centroavantes ao mesmo tempo.

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Kevin de olho na ponta-esquerda

O jogador Kevin, do Palmeiras, disputa bola durante partida contra o Boca Juniors (Foto: Cesar Greco/Palmeiras/by Canon)

Aqui, a resposta estava dada para Abel por contingência no que diz respeito ao perfil de atuação: Kevin era o único jogador do elenco com características que permitissem uma mudança mínima em relação ao modo de jogar do time com Dudu.

Mas pesou para o técnico a questão experiência. Ao trocar um pelo outro, Abel estaria literalmente trocando seu atleta mais rodado por aquele com menos tempo em campo como profissional.

Abel relutou o quanto pôde e mexeu no esquema inteiro, primeiro improvisando Artur e depois espetando Piquerez, antes de se render a Kevin.

Será uma surpresa se o camisa 37 não for o novo dono da função de “11” no time do português.

Criação tem um dono desgastado que se torna uma incógnita

Aqui mora a maior dificuldade. Por melhor que Jhon Jhon tenha sido em alguns momentos, o time do Palmeiras tem todo o seu setor ofensivo desenhado à feição de Raphael Veiga.

Muito desgastado, Veiga não vinha sendo nem sombra de si mesmo nos jogos mais recentes da equipe. E isso claramente refletiu no rendimento do time. Mas tirá-lo da equipe implicaria em mudar muita coisa em pouco tempo.

Na seleção, o camisa 23 vai sofrer os efeitos de não estar treinando com sua equipe. Sua carga de trabalho será inevitavelmente diferente em relação à dos colegas de Palmeiras.

Sem os seis dias de folga que os companheiros terão, o meia pode também voltar ainda mais desnivelado em relação aos companheiros – diferença que a comissão técnica terá de correr atrás para diminuir.

A verdade é que só mesmo quando Veiga retornar, e os trabalhos se estabilizarem, será possível entender seu patamar físico.

Menino oscila, e colombianos crescem o olho

Mesmo tendo participado diretamente do gol de Zé Rafael contra o Santos, cobrando a falta que originou a leve cabeçada do camisa 8, Gabriel Menino não vem arrancando suspiros.

Ao contrário, vem mesmo é despertando xingamentos. Ao ponto de ter se voltado para a torcida com as mãos espalmadas atrás da orelha, o famoso gesto de “gritem mais” em tom de desabafo.

Na seleção da Colômbia, Ríos é sua eterna sombra. O volante, aliás, estreou pela equipe de seu país, entrando aos 22 minutos do 2º tempo no empate em 2 a 2 contra o Uruguai, em casa. Amanhã, o desafio será contra o Equador, fora.

E por falar em colombianos, Atuesta está enfim pronto para voltar a jogar. Afastado há sete meses por conta de ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho direito, o meia voltou aos treinos e se torna reforço para Abel Ferrira nesat reta final do ano.

 

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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