Coudet explica como Internacional saiu de tropeço na Bahia para goleada histórica sobre o Santos
Após a goleada histórica do Internacional, por 7 a 1, sobre o Santos, técnico Eduardo Coudet exaltou a efetividade da sua equipe, que faltou em outros jogos
Em goleada histórica, o Internacional aplicou 7 a 1 no Santos, na tarde deste domingo (22), pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Técnico colorado, Eduardo Coudet exaltou a efetividade de sua equipe na entrevista coletiva após o jogo no Beira-Rio.
Em partidas recentes sob seu comando, o Inter vinha produzindo muito ofensivamente, mas não conseguia converter isso em número expressivo de gols. Antes da goleada sobre o Santos, o Colorado detinha o pior ataque do Campeonato Brasileiro, com apenas 23 gols marcados em 27 jogos.
— O futebol é assim. Quando não quer entrar a bola, todos falam que tem que dar treino de definição. A verdade que sempre, no contexto de uma preparação de uma semana completa, tem trabalhos de finalização, trabalhos defensivos, trabalhos para tentar melhorar o time. Hoje tivemos efetividade e manejamos muito bem o tempo do jogo — comemorou Coudet.

Jogando desta maneira, Coudet vê Inter perto das vitórias
Apesar de lamentar que o Inter não tenha feito mais gols em outras oportunidades, o treinador colorado voltou a destacar a maneira com que a equipe joga, que a aproxima das vitórias. Até por isso, Coudet rechaçou mais de uma vez o risco de rebaixamento no Brasileirão.
— Quando você tem 15, 17, 18, 20 finalizações, mantém uma quantidade [alta] enquanto ao jogo ofensivo, seguramente em algum momento a bola começa a entrar. Temos finalizadores muito bons, temos bons jogadores, pé bom. Como explicar quando não entra a bola? No outro dia tomamos gol ao final do primeiro tempo, no único chute ao gol — citou o treinador, se referindo à derrota por 1 a 0 para o Bahia, na última quarta-feira.
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Com time completo, é outra história
Por mais que tenha reconhecido que o Inter não foi bem em Salvador, Coudet lembrou que o número de finalizações das equipes foi parecido. Em relação àquela partida, destacou o retorno de cinco titulares contra o Santos — Rochet, Renê, Johnny, Aránguiz e Enner Valencia — que o permitiram colocar em campo o time que considera o ideal.
— Sinto que estamos jogando bem. Eu não escuto, não olho nada, sou meio que uma planta. Mas seguramente quando perdemos vai ter crítica. Temos que aceitar essa crítica no lugar que estamos. Como falei depois do jogo [contra o Bahia], não é uma desculpa, mas ter nove desfalques era uma coisa complicada para nós. Mas hoje o grupo estava completo, e quando estamos completos e não temos que pensar em quem cuidar ou não para o próximo jogo, sinto que se pode ver o trabalho que estão fazendo esses jogadores. É mérito deles — frisou Coudet.
Foco no Vasco
Por mais que tenha ficado feliz com a vitória, o treinador revelou que não consegue desfrutar muito. Chegando em casa, já começa a pensar no Vasco, adversário de quinta-feira, no Rio de Janeiro.
Coudet também foi questionado duas vezes sobre sua permanência para 2024, que depende da eleição para a presidência do clube, entre o atual mandatário, Alessandro Barcellos (com quem tem ótima relação), e o candidato de oposição, Roberto Melo. O treinador desconversou, destacando que seu foco está no jogo a jogo e nos desafios que tem sob o comando do Inter até o final deste ano, quando encerra seu contrato.



