Brasileirão Série A

Coudet não admite que briga do Internacional, hoje, é contra o rebaixamento

Apesar da distância de apenas dois pontos do Internacional para a zona de rebaixamento, técnico Eduardo Coudet segue com discurso otimista de briga na parte de cima da tabela do Brasileirão

A vitória com grande desempenho no Gre-Nal, que marcou reabilitação após a eliminação na Libertadores para o Fluminense, alimentou no Internacional a expectativa de ainda buscar uma vaga na competição continental para 2024. Os discursos dos personagens colorados após o clássico no Beira-Rio convergiam para isso.

Entretanto, a derrota de quarta-feira (18), para o Bahia, em Salvador, impõe dura realidade: hoje a briga do Inter no Campeonato Brasileiro é muito mais para não cair para a Série B do que para se classificar à Libertadores. Na 12ª colocação, com 32 pontos, a distância para o G-6, atualmente balizado pelo Flamengo, é de 12 pontos. Por outro lado, o Colorado está somente dois pontos à frente do Santos, primeiro time dentro da zona de rebaixamento.

Coudet ainda acredita em briga por vaga na Libertadores

Apesar disso, o técnico Eduardo Coudet se nega a aceitar o risco de rebaixamento. Empolgado após o Gre-Nal, o treinador disse que, pelo futebol que o Inter vinha apresentando, mesmo na eliminação para o Fluminense, não se preocupava com a parte de baixo da tabela.

Após a derrota para o Bahia, Coudet reconheceu que o time não foi bem, o que atribuiu principalmente aos desfalques de jogadores importantes por conta da Data FIFA — Rochet, Johnny, Aránguiz e Enner Valencia. Porém, adotou tom de negação quando um dos repórteres trouxe à tona a situação delicada do Inter na tabela.

— Eu ainda acho que vamos à peleia. Não tenho dúvida de que podemos brigar por subir muito na tabela. Não é uma desculpa, eu aceito quando perco, aceito a crítica, mas sinto que todos somos conscientes de que tantos desfalques importantes tornaram a parada difícil — avaliou.

Coudet tem por característica ser bastante otimista em suas projeções. Antes do jogo de volta da semifinal da Libertadores, por exemplo, não queria nem ouvir a palavra ‘catástrofe’, que uma eliminação em casa poderia representar. Agora, se apega na qualidade de seu time titular e no fator local para acreditar que o Inter ainda pode figurar na parte de cima da tabela, mesmo faltando apenas 11 jogos para o final do Brasileirão.

— Temos ainda seis jogos em casa. O time pode dar muito mais do que mostramos hoje — garantiu o treinador.

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Sequência de jogos contra concorrentes diretos

O primeiro desses jogos é contra um concorrente direto: o Santos, domingo (22), às 16h. Inclusive, a sequência iniciada diante do Bahia coloca, diante do Inter, seis adversários da parte de baixo da tabela de classificação. O que pode ser muito positivo, se o Colorado for bem, ou muito negativo, se for mal. O tropeço no primeiro desafio fez com que o próprio Tricolor Baiano ficasse apenas um ponto atrás.

  • Bahia 1 x 0 Internacional – 18/10
  • Internacional x Santos – 22/10
  • Vasco da Gama x Internacional – 26/10
  • Internacional x Coritiba – 29/10
  • Internacional x América-MG – 01 ou 02/11
  • Cruzeiro x Internacional – 04 ou 05/11

Reservas muito abaixo dos titulares

O alento contra o Peixe será o retorno dos selecionáveis, que dão outra cara para o time do Inter. O péssimo retrospecto dos reservas nos jogos em que os titulares foram preservados para a Libertadores indica isso.

Especialmente Rochet e Enner Valencia não possuem substitutos à altura. Após atuação desastrosa contra o São Paulo, que por pouco não custou o resultado, Keiller se posicionou mal no gol da vitória do Bahia, marcado por Biel, ainda que tenha salvado o Inter em duas ocasiões no segundo tempo. Ao mesmo tempo, Luiz Adriano teve mais uma atuação de pouca entrega e chances desperdiçadas, enquanto Lucca foi expulso infantilmente por cotovelada.

Luiz Adriano novamente não foi bem contra o Bahia. Foto: Luca Castro/IconSport

É um desafio para o Inter na próxima temporada: qualificar o elenco, que tem um time titular muito bom. Porém, essa não será tarefa fácil, ainda mais sem vaga na Libertadores. O que, pelo cenário atual, é muito provável que aconteça.

Foto de Nícolas Wagner

Nícolas WagnerSetorista

Gaúcho, formado em jornalismo pela PUC-RS e especializado em análise de desempenho e mercado pelo Futebol Interativo. Antes da Trivela, passou pela Rádio Grenal e pela RDC TV. Também é coordenador de conteúdo da Rádio Índio Capilé.

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