Brasileirão Série A

Bola aérea preocupa Internacional antes do momento mais importante do ano

A bola aérea defensiva é um problema do Internacional nesta temporada, e preocupa para a iminente semifinal da Libertadores, contra o Fluminense

45 minutos do segundo tempo. Canobbio traz para dentro e cruza, da intermediária, na segunda trave. Alex Santana infiltra e cabeceia entre Gabriel Mercado e Renê. Rochet espalma para dentro.

O gol da vitória do Athletico-PR, na noite da última quinta-feira (21), na Ligga Arena, em Curitiba, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro, escancarou um problema enfrentado pelo Internacional: a bola aérea defensiva. Mesmo antes do segundo gol, o Furacão castigou o Colorado nesse quesito. Thiago Heleno, por exemplo, cabeceou bola na trave após cobrança de escanteio.

— Sabíamos que eles poderiam complicar sobretudo no jogo aéreo, que foi um pouco do que aconteceu. Quase tudo de lançamentos — avaliou o técnico Eduardo Coudet após a partida.

Problema crônico

Engana-se, porém, quem pensa que foi algo circunstancial. O argumento de que o time reserva estava em campo, por exemplo, não se sustenta totalmente à medida que o gol do Athletico aconteceu em cima de Mercado e Renê, titulares no lado esquerdo da linha de defesa do Inter.

Essa fragilidade exige atenção no momento mais importante para a equipe na temporada. Na próxima quarta-feira (27), às 21h30min, no Maracanã, o Colorado encara o Fluminense pelo jogo de ida da semifinal da Libertadores.

Ainda que não tenha no jogo aéreo uma de suas principais virtudes, o Tricolor Carioca marcou gol dessa forma no único encontro entre os dois times nesta temporada. No dia 9 de julho, pela 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, Martinelli cabeceou após cobrança de escanteio de Marcelo para ampliar para o Flu na vitória por 2 a 0 no Maracanã.

O técnico do Inter ainda era Mano Menezes, que foi demitido após o empate em 0 a 0 com o Palmeiras, no jogo seguinte. Porém, a debilidade seguiu com Coudet, mesmo com mudanças na forma de marcação.

Nos escanteios, agora o Colorado marca individualmente. Nas faltas laterais, realiza marcação mista, com a linha que marca por zona bem recuada, e os jogadores de menor estatura tentando impedir os adversários mais fortes no jogo aéreo de pegarem impulso.

Antes do segundo gol do Athletico — e vale frisar que o primeiro ocorreu em sobra de escanteio — o Inter de Coudet já havia sofrido outros dois gols de bola aérea. Um do Cuiabá, de Raniele, que cabeceou nas costas de Bustos em cobrança de falta lateral; e outro, indiretamente, do River Plate, de Rojas, que completou desvio de cabeça após cobrança de escanteio.

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Retorno de Vitão

Com a lesão de Vitão e a entrada de Hugo Mallo em seu lugar, a baixa estatura da defesa colorada intensificou a preocupação para o jogo de volta contra o Bolívar, pelas quartas de final da Libertadores. Isso porque os bolivianos tinham abusado dos cruzamentos em La Paz. Porém, mesmo com 1,73m, o espanhol deu conta do recado na dupla de zaga ao lado de Gabriel Mercado, de 1,80m.

Agora, para o jogo de ida contra o Fluminense, pela semifinal, a tendência é que Vitão, recuperado, volte ao time titular. Mas Mallo deve permanecer na equipe, atuando na lateral-direita, sua posição de origem. Com isso, Bustos vai para o banco de reservas.

Próximos jogos do Internacional

  • Fluminense x Internacional, Libertadores, Maracanã, Rio de Janeiro/RJ – 27 de setembro (quarta-feira), às 21h30min;
  • Internacional x Atlético-MG, Brasileirão Série A, Beira-Rio, Porto Alegre/RS – 30 de novembro (sábado), às 21h;
  • Internacional x Fluminense, Libertadores, Beira-Rio, Porto Alegre/RS – 4 de outubro (quarta-feira), às 21h30min.
Foto de Nícolas Wagner

Nícolas WagnerSetorista

Gaúcho, formado em jornalismo pela PUC-RS e especializado em análise de desempenho e mercado pelo Futebol Interativo. Antes da Trivela, passou pela Rádio Grenal e pela RDC TV. Também é coordenador de conteúdo da Rádio Índio Capilé.

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