Brasileirão Série A

Em três jogos de Aguirre, Santos deixa de ser o time com ‘pavor pelo balón’ de Turra

Sob o comando do treinador uruguaio Diego Aguirre, Santos equilibrou a posse de bola com os adversários após sofrer com Turra

Anunciado como novo técnico do Santos no dia 6 de agosto, Diego Aguirre ainda não completou um mês de trabalho à frente do time da Vila Belmiro. Apesar de ter apenas três jogos no comando da equipe, já é possível dizer que o time vem apresentando evoluções. E isso fica evidente se analisarmos o interesse do Peixe em ficar com a bola nos pés.

Nas seis partidas em que atuou sob o comando de Turra, o Santos teve média de 43% de posse de bola. Somente no empate por 1 a 1 contra o Athletico-PR, na Vila Belmiro, quando passou 72 minutos atrás da igualdade no placar, o Peixe ficou com a bola por mais tempo do que os seus adversários.

Na maioria dos outros confrontos em que Turra esteve à beira do gramado, a diferença no percentual de posse de bola foi de saltar aos olhos.

  • Santos 50% x 50% Cuiabá
  • Santos 34% x 66% Goiás
  • Santos 40% x 60% São Paulo
  • Santos 39% x 61% Botafogo
  • Santos 30% x 70% Fluminense
  • Santos 65% x 35% Athletico-PR

Esses números fizeram o Peixe se tornar o segundo time com menos posse de bola do Brasileirão. Até a demissão de Turra, o Peixe só ficava com bola por mais tempo do que o América-MG, que, à época, tinha 42,6%.

Com Aguirre isso tem mudado

A partir da chegada de Aguirre, esse cenário tem melhorado. Nos três jogos disputados com o uruguaio no comando, o Santos equilibrou essas ações – se comparado ao período de Turra – contra Fortaleza e Atlético-MG, e teve mais posse de bola do que o Grêmio.

  • Santos 47% x 52% Fortaleza
  • Santos 60% x 40% Grêmio
  • Santos 49% x 51% Atlético-MG

Com essa postura mais interessada nesses três jogos, o Santos, atualmente com média de 45,3%, deixou de ser o segundo time com menos posse para ultrapassar Cuiabá, Coritiba, Grêmio (terceiro colocado do Brasileirão) e Goiás.

O Peixe terminou a 21ª rodada praticamente empatado com o Botafogo – líder isolado da competição – nesse quesito. A equipe carioca tem média de 45,4% de posse de bola.

Resultados continuam ruins

Mesmo com essa evolução em relação à posse de bola, o Santos continua com dificuldades para vencer os seus adversários. Com o treinador uruguaio no banco de reservas, a equipe foi goleada pelo Fortaleza, na Arena Castelão, por 4 a 0, venceu o Grêmio, na Vila Belmiro, por 2 a 1, e no último domingo (27) acabou derrotada por 2 a 0 pelo Atlético-MG, na inauguração da Arena MRV.

Em todo caso, é preciso reconhecer que hoje o Peixe se encontra mais próximo das vitórias do que se via atuando de maneira reativa e com muitas dificuldades de finalizar no gol adversário.

Próximo confronto do Santos

Para tentar confirmar esse momento de evolução da equipe, o Santos encara o América-MG, domingo (3), às 18h30 (horário de Brasília), na Arena Independência, em Belo Horizonte.

Com 21 pontos, o Peixe é o 17º colocado do Brasileirão e abre a zona de rebaixamento. Em situação mais delicada, o time mineiro tem apenas 13 pontos conquistados e é o lanterna do campeonato. Voltar de Minas Gerais com os três pontos na bagagem é essencial para o Alvinegro na luta contra o inédito rebaixamento.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna.
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