Brasil

Militão e Estêvão revelam papel ‘invisível’ de Ancelotti para evolução do Brasil

Zagueiro e atacante foram destaques da Seleção em amistoso contra Senegal, que marcou melhor partida sob comando do técnico italiano

Após a vitória convincente sobre Senegal por 2 a 0, Éder Militão e Estêvão exaltaram o papel “invisível” de Carlo Ancelotti para evolução da seleção brasileira em meio à preparação para a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista ao “Grupo Globo”, zagueiro e atacante revelaram a importância do técnico italiano nos bastidores.

Militão foi escalado como lateral-direito em meio aos testes de Ancelotti, que ainda não encontrou uma unanimidade para o setor. Apesar de já ter atuado na função em jogos do último Mundial e do Real Madrid, o zagueiro revelou que o treinador conversou sobre a mudança antes do amistoso deste sábado (15).

— Ele (Carlo Ancelotti) falou que eu ia jogar na lateral, se tinha algum problema (mudar de posição). Respondi que não. Fico feliz pela atuação, por poder ajudar o time — declarou Éder Militão.

Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira
Carlo Ancelotti, técnico da seleção brasileira (Foto: Imago)

Já Estêvão ganhou mais uma oportunidade como titular do Brasil em meio à crescente no Chelsea. Autor de um dos gols sobre os senegaleses, o atacante contou que o técnico italiano tem sido crucial para seu crescimento na Seleção.

— Tento extrair ao máximo tudo o que ele tem para me ensinar, para que eu possa evoluir e crescer no futebol. É um cara que tem inúmeros títulos, um currículo muito importante, é um treinador espetacular, uma pessoa incrível — começou Estêvão.

— No dia a dia, ele conversa comigo, me dá conselhos. Vem me ajudando bastante.

Ancelotti não abandona Fabrício Bruno na seleção brasileira

Fabrício Bruno pela seleção brasileira (Foto: @rafaelribeirorio/ CBF)
Fabrício Bruno pela seleção brasileira (Foto: @rafaelribeirorio/ CBF)

Outro exemplo de gestão de grupo por parte de Ancelotti é o tratamento dado a Fabrício Bruno. Na Data Fifa de outubro, o zagueiro do Cruzeiro ficou marcado pelos erros individuais na derrota para o Japão por 3 a 2.

Em entrevista à época, Fabrício Bruno se desculpou em meio às lágrimas e pediu para que “as pessoas não fossem covardes” para exigir sua saída da seleção brasileira. Na última convocação, o treinador foi perguntado sobre a nova chance dada ao defensor.

— (Convocação) é baseada em muitos jogos em que ele está indo bem. Temos muita confiança nele, em suas características e suas qualidades. No geral, o erro é um bom momento para ser melhor e aprender — pontuou o italiano.

Contra a seleção senegalesa, Fabrício Bruno começou no banco de reservas, mas entrou em campo nos minutos finais do 2º tempo no lugar de Alex Sandro. Uma prova de que Carlo Ancelotti está preocupado em blindar seus jogadores para a Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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