Brasil

Contra Senegal, Estêvão facilita dilema de Ancelotti na seleção brasileira antes da Copa do mundo

Atacante do Chelsea faz diferença em amistoso e justifica confiança de técnico italiano com sequência na Seleção

Antes de enfrentar a seleção brasileira, Senegal vinha de sequência de 26 jogos de invencibilidade. Entretanto, o retrospecto caiu por terra graças à melhor atuação da equipe de Carlo Ancelotti até aqui — e muito disso passa por Estêvão.

Neste sábado (15), o Brasil venceu o amistoso contra os senegaleses por 2 a 0, no Emirates Stadium, em Londres, na Inglaterra. O atacante do Chelsea abriu o placar para a Seleção com um golaço de primeira em chute forte de perna esquerda dentro da grande área. O segundo gol foi marcado por Casemiro.

Mais do que a bola na rede, Estêvão foi um ponto de desafogo do técnico italiano pelo lado direito, com dribles, combinações de passe e infiltrações entre a marcação da senegalesa. Mesmo com apenas 18 anos, a joia ex-Palmeiras tem mostrado que pode ser protagonista da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2026.

Estêvão prova em campo que merece sequência no Brasil

Após brilhar pelo Verdão, Estêvão chegou à equipe principal do Brasil em setembro de 2024, ainda sob o comando de Dorival Júnior. Contudo, o status do atacante dentro da Seleção mudou a partir da era Ancelotti, que transmitiu sua confiança ao jovem.

Presente em todas as convocações do treinador de 66 anos, Estêvão disputou seis das sete partidas da seleção brasileira de junho até aqui. Além disso, o camisa 41 dos Blues é o artilheiro da Amarelinha desde a chegada do italiano com quatro gols.

Carlo Ancelotti, treinador da seleção brasileira (Foto: Imago)
Carlo Ancelotti, treinador da seleção brasileira (Foto: Imago)

Antes de sua estreia à frente do Brasil, Carlo Ancelotti já tinha declarado em coletiva que Estêvão “tem todas as características para ser um jogador importante no futuro da Seleção”. Dentro de campo, o atacante tem mostrado que merece a titularidade no Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá.

O técnico italiano não abre mão de Vinicius Jr. e Rodrygo, que foram suas estrelas no último trabalho vitorioso no Real Madrid. Raphinha, lesionado, vem de sua melhor temporada da carreira no Barcelona, se consolidando entre os melhores do mundo.

E com Estêvão pedindo passagem na seleção brasileira, Matheus Cunha pode sobrar no quarteto ofensivo de Ancelotti. E não por demérito do meia-atacante do Manchester United, que está em alta e tem um perfil autêntico para o elenco da Copa do Mundo.

Só que, como a bola fala, a jovem estrela do Chelsea está crescendo no momento certo para carimbar seu passaporte rumo à América do Norte. O Brasil já conviveu com a dúvida de ter um atacante de 18 anos em ascensão no Mundial. Em 2010, Dunga não levou Neymar para a África do Sul, apesar da magia no Santos.

Neymar pelo Santos, em 2010 (Foto: Imago)
Neymar pelo Santos, em 2010 (Foto: Imago)

Agora com um treinador de extenso currículo no futebol de elite, Estêvão não deve ter o mesmo destino. Com o italiano, o atacante dos Blues pode brilhar sua estrela no maior palco do esporte graças a seu talento e personalidade.

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Teste contra Senegal foi positivo

No desafio mais difícil de Carlo Ancelotti na Seleção, a equipe deu uma resposta positiva diante de Senegal. A marcação-pressão na saída de bola, a velocidade na construção das jogadas ofensivas e a segurança demonstrada lá atrás são alguns dos pontos altos promovidos pelo técnico italiano.

Até a ida para o intervalo, a seleção brasileira dominou os senegaleses. A partir do 2º tempo, o rival passou a gostar mais do jogo, até porque o time de Ancelotti diminuiu sua intensidade. Mesmo assim, o controle da partida nunca saiu das mãos tupiniquins.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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