Por que Brasil x Senegal pode ser divisor de águas para nova era na Seleção
Duelo deste sábado (15), às 13h (horário de Brasília), no Emirates Stadium, servirá para ditar o tom do estágio da equipe de Ancelotti para a Copa do Mundo
Carlo Ancelotti tem pela frente aquele que deve ser o jogo de maior exigência desde que assumiu a seleção brasileira. Neste sábado (15), às 13h (horário de Brasília), o Brasil enfrenta Senegal, no Emirates Stadium, em Londres, em amistoso em preparação para a Copa do Mundo de 2026.
A partida, por si só, tem apelo suficiente. Os senegaleses têm uma das seleções mais fortes do continente africano e defendem uma longa invencibilidade de 26 jogos. Inclusive, venceram o próprio Brasil e a Inglaterra em meio a esta sequência invicta.
Mas além disso, o amistoso contra Senegal pode decretar também uma espécie de “nova era” na Seleção, a menos de um ano do Mundial. Uma “nova era”, aliás, que vem sendo construída nos últimos jogos.
O teste mais difícil para Ancelotti é também o duelo de maior exigência para Estêvão mostrar, aos 18 anos recém-feitos, que pode pode ser (ou já é) o protagonista do Brasil na Copa.
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Duelo com Senegal pode ser divisor de águas para Estêvão
Estêvão foi lançado na seleção brasileira ainda pelas mãos de Dorival Júnior, em setembro de 2024, quando ainda defendia o Palmeiras. Mas foi a partir da mudança de comando que ele deu um salto que o credencia a ser o grande nome do Brasil na Copa.
Os números estão aí para provar. Estêvão não só esteve presente em todas as convocações e atuou em todos os jogos, como também é o artilheiro da Seleção sob o comando de Carlo Ancelotti, com três gols.
O impacto é imediato e confirma uma espécie de “profecia” de Ancelotti. O técnico decidiu escalar Estêvão como titular logo em sua estreia, com empate em 0 a 0 diante do Equador. À época, ele já previa que o garoto seria “importante no futuro da Seleção”.
— Digo sempre que temos que ter cuidado com jogadores jovens, ser pacientes, como tem que ser paciente ele para ele buscar sua posição. Óbvio que ele tem todas as características para ser um jogador importante no futuro da Seleção — disse Ancelotti um dia antes de sua estreia pela Seleção.
O treinador, talvez, só não esperava que este futuro fosse tão imediato. Estêvão aproveitou as brechas deixadas ora por Rodrygo, ora por Raphinha para somar minutos e decidir quando possível.
A menos de um ano para a Copa do Mundo, o garoto é sério candidato a ser titular da Seleção no Mundial. A briga com nomes já consolidados (Rodrygo, Vinícius Júnior e Raphinha) e antes incontestáveis já diz muito.
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Início no Chelsea mostra que titularidade na Copa não é utopia
Em entrevista recente à “ESPN”, o zagueiro Gabriel Magalhães se disse surpreso com o início e a rápida adaptação de Estêvão pelo Chelsea. O técnico Enzo Maresca, aliás, acaba de dizer que ele é um jogador para os próximos 10 anos do clube. Não é por menos.
Enquanto pede calma para que o garoto se adapte ao futebol inglês, o treinador o instiga nos treinamentos a exercer mais de uma função. Em campo, Estêvão já assume protagonismo, mesmo ainda sem ser titular.
O jovem tem impacto quase sempre que entra no decorrer das partidas. Já são quatro gols e uma assistência em 16 jogos pelo Chelsea, com direito a gol decisivo sobre o Liverpool e gol também na Champions League.
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Além de Estêvão: amistoso deve mostrar cara da Seleção na Copa
Além de Estêvão, Ancelotti deve escalar a Seleção com uma “cara” mais próxima da que o treinador pretende para a Copa. Isso fica evidente pela escalação de Éder Militão como titular da lateral direita.
A escolha diz muito sobre o que o treinador pensa para a equipe e começa a ser explicada pela derrota por 3 a 2 para o Japão.
O tropeço deixou a lição de que é preciso ter uma equipe mais sólida defensivamente, especialmente nas beiradas do campo. Com Militão na posição e Alex Sandro na esquerda, o Brasil atua praticamente com quatro zagueiros na primeira linha.
Ancelotti, verdade seja dita, nunca escondeu que sua prioridade na Seleção seria armar uma equipe sólida defensivamente para poder explorar a individualidade dos jogadores de frente.
— A história da última vitória da Seleção está focada na defesa. Um time com uma individualidade fantástica, que gostava do jogo. Lembro de 1994, um time com dois volantes, muito fechado atrás. E com Bebeto e Romário para fazer a diferença. É isso que penso para a Copa. Uma defesa sólida ajuda os jogadores de qualidade a fazer a diferença — diz o treinador.
Os próximos jogos da Seleção
- Brasil x Senegal — sábado, 15 de novembro, às 13h (horário de Brasília);
- Brasil x Tunísia — terça-feira, 18 de novembro, às 16h30 (horário de Brasília).