Por que Seleção deve se preparar para a Data Fifa mais difícil na era Ancelotti
Brasil enfrenta Senegal e Tunísia nos dois amistosos que encerram o ano e os principais testes de Carlo Ancelotti
Carlo Ancelotti usa a Data Fifa de novembro como última janela de experiências na seleção brasileira antes de montar uma lista mais próxima da definitiva para a Copa do Mundo, já a partir de março de 2026.
E calhou que este último laboratório de testes fosse justamente contra os adversários mais difíceis que o Brasil terá pela frente (até agora) sob o comando do italiano.
Em março, o Brasil tem encaminhados amistosos contra França e Croácia. Estes devem ser os rivais que mostrarão em que nível a Seleção chegará à Copa do Mundo.
Mas antes disso, os amistosos contra Senegal, neste sábado (15) e Tunísia, na terça-feira (18), devem impor muitas dificuldades ao Brasil. E servem de ótimos parâmetros para indicar o nível de evolução do trabalho de Ancelotti.
Abaixo, a Trivela aponta detalhes dos rivais da Seleção nesta Data Fifa e apresenta também seus pontos fortes e fracos.
Senegal será o maior teste para Ancelotti
Não é exagero algum dizer que a seleção de Senegal será o maior teste de Ancelotti no comando da Seleção em 2025.
E não apenas pelo fato de que os Leões de Teranga estão invictos há 26 jogos, com direito a uma vitória histórica e até então inédita sobre a seleção da Inglaterra por 3 a 1 em junho. São apenas dois empates neste período, com impressionantes 24 triunfos.
A seleção senegalesa hoje rivaliza com Marrocos como principais forças do continente africano. As duas seleções também são as grandes favoritas à Copa Africana de Nações, que será realizada em dezembro.
Salvo as dificuldades na vitória de virada por 3 a 2 sobre a República Democrática do Congo, Senegal passeou pelas Eliminatórias, com sete vitórias e três empates em 10 jogos. E foram 22 gols marcados, com apenas três sofridos.

Trio de ataque é grande arma de Senegal
Por incrível que pareça diante do retrospecto recente, Senegal passou por uma pequena crise após a eliminação para a Costa do marfim na última Copa Africana das Nações.
Ex-atacante que fez história pelo país na Copa de 2022, Pape Thiaw assumiu o cargo e deu uma nova dinâmica à equipe. Já há anos, Senegal é uma seleção com estrelas que atuam em gigantes do futebol europeu.
E a maior prova de seu apelo recai sobre Ibrahim Mbaye, uma das principais promessas do Paris Saint-Germain e futebol francês na atualidade. A promessa decidiu jogar por Senegal e recusou a França.
— A força do time recai sobre a sua solidez defensiva, na dupla Koulibaly e Niakhaté. O meio-campo, com Idrissa e Pape Gueye, também é muito intenso. Mas o que mais impressionou nos últimos jogos é o trio de ataque, com Illiman Ndiaye, Ismaila Sarr e Sadio Mané. Os três são capazes de trocar posições e abusam das inversões de jogo para levar perigo. O que falta a Senegal é um centroavante. Nenhum conseguiu se firmar nos últimos anos — afirma o jornalista Romain Lantheaume, do portal “Afrik-Foot fr”.

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Menos vistosa, Tunísia também impõe respeito
A Tunísia vive uma Data Fifa pouco usual. Diferentemente da maioria das seleções, os tunisianos terão três amistosos pela frente. Por isso, o técnico Sami Trabelsi convocou 35 jogadores.
E há um motivo para isso. Além de disputar a Copa Africana das Nações, a Tunísia também jogará a Copa Árabe organizada pela Fifa no Catar em dezembro. O elenco, portanto, estará dividido entre estas duas competições.
Na comparação com Senegal, a Tunísia tem bem menos estrelas. A maioria dos convocados atua no futebol local e em outros países do continente africano. Mas isso não quer dizer que a seleção tunisiana não esteja consolidada.
O país vai para a sua terceira Copa consecutiva após passear pelas Eliminatórias. Dos 30 pontos em disputa em seu grupo, a Tunísia somou 28.

Jogo coletivo e defesa são pontos fortes da Tunísia
A Tunísia sustenta seu jogo em um sistema defensivo fortalecido. Sem uma grande estrela em que se apoiar para ser a referência da equipe, o técnico Sami Trabelsi tem o jogo coletivo como ponto forte.
— A Tunísia é um time conhecido por seu forte jogo defensivo. É muito mais um time coletivo, do que uma coleção de talentos individuais. Mas dois jogadores se destacam: Hannibal Mejbri, do Burnley, que vem se tornando um jogador cada vez mais importante em sua equipe, e Ismaël Gharbi, reforço recém-contratado pelo PSG — opina o jornalista Romain Lantheaume, do portal “Afrik-Foot fr”.

Os próximos jogos da Seleção
- Brasil x Senegal — sábado, 15 de novembro, às 13h (horário de Brasília);
- Brasil x Tunísia — terça-feira, 18 de novembro, às 16h30 (horário de Brasília).



