Marchesín rebate críticas e identifica causa de dificuldades no Grêmio
Após derrota para Huachipato, em que foi vaiado pela torcida do Grêmio, Marchesín se defendeu e atribuiu dificuldades à falta de sequência de jogos
Marchesín desembarcou em Porto Alegre no início do ano com a premissa de resolver o problema que tem sido o gol do Grêmio nos últimos anos. Porém, o quarto mês do ano está perto da metade, e o goleiro argentino ainda está longe de passar segurança à torcida gremista. Pelo contrário: na derrota por 2 a 0 para o Huachipato, na noite de terça-feira (9), na Arena do Grêmio, pela segunda rodada da fase de grupos da Libertadores, ele foi muito vaiado.
Os dois gols da equipe chilena tiveram similaridade. Foram em chutes à esquerda de Marchesín — o primeiro, de Loyola, de dentro da área, e o segundo, de Montes, de fora da área. E não foi exclusividade dessa partida. Nesse início de temporada do Grêmio, o goleiro argentino já tinha sofrido outros quatro gols nesse lado, todos no Campeonato Gaúcho: de Lucas Santos (São Luiz), David Luis (Santa Cruz), e Maurício e Alario (Internacional). É uma fragilidade que o camisa 1 gremista apresenta.
‘Às vezes colocam no ângulo e a culpa é do goleiro’, rebate Marchesín
Por mais que reconheça que precisa melhorar, Marchesín demonstrou incômodo com algumas críticas, e não quis falar se os gols do Huachipato eram defensáveis. Ele foi um dos jogadores que parou para atender a imprensa na zona mista da Arena do Grêmio após a segunda derrota na Libertadores.
— Vocês têm que falar. Às vezes falam demais, às vezes colocam bola no ângulo e a culpa é do goleiro. Mas tenho que trabalhar, sei que tenho que melhorar. Fazia tempo que não jogava. Com o passar dos jogos, vou ganhando mais segurança. Mas estou aberto às críticas construtivas, às críticas que podem ajudar a crescer. Mas quando há má vontade [é diferente]. Obviamente entendo que os torcedores fiquem chateados. Vim aqui para dar o melhor. Talvez as coisas não estejam acontecendo como gostaria. Mas eu sei o que sou como goleiro, minha carreira fala por si só. Resta trabalhar e reverter esse momento — comentou.
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Marchesín diz que falta de sequência tem dificultado
Marchesín chegou ao Grêmio após se recuperar de lesão no tendão de aquiles e jogar apenas uma vez na primeira metade da temporada europeia pelo Celta de Vigo, da Espanha. Ele disse, logo em sua apresentação, que precisava de ritmo de jogo. Mas o goleiro argentino não vem tendo a sequência que gostaria, já que revezou com Caíque ao longo do Gauchão, e sofreu lesão muscular após o clássico Gre-Nal.
— Sem dúvida que quando se tem sequência de jogo é mais fácil. Entrei depois de um mês sem jogar. Mas são decisões do treinador que temos que respeitar. Estou aqui para trabalhar, dar o meu melhor. Estou aqui para apoiar a equipe. É um grupo de trabalho muito bom, e estamos juntos. Quando joga um, o outro tem que dar o melhor para seguir crescendo como goleiro — disse.
Após essa resposta, Marchesín foi questionado se acha que o rodízio de Renato deve acabar. O goleiro desconversou. Disse apenas que cabe ao treinador decidir. Essa foi a última resposta do argentino, que deixou a Arena do Grêmio logo depois.
Marchesín pelo Grêmio
- 9 jogos
- 11 gols sofridos



