Libertadores

Na função em que melhor rende, Dodi terá chances para se consolidar no Grêmio

Sem Villasanti, Dodi deve ser titular do Grêmio não só contra o The Strongest, mas também em partidas durante a Copa América

O jogo contra o The Strongest, pela Libertadores, que marca a retomada do Grêmio após quase um mês sem atuar devido às enchentes no Rio Grande do Sul, renderá uma grande oportunidade para Dodi.

Com a suspensão de Villasanti, expulso na épica vitória gremista, por 1 a 0, sobre o Estudiantes, em La Plata, o ex-volante de Fluminense e Santos será titular na primeira função do meio de campo do time de Renato Portaluppi no Couto Pereira, em Curitiba.

Mas essa será apenas a primeira de uma série de chances que Dodi deverá receber no time titular do Grêmio nas próximas semanas, já que Villasanti foi convocado pela Seleção Paraguaia para a disputa da Copa América.

Um dos principais jogadores do elenco gremista, e de seu país, o camisa 20 é esperado pela Albirroja já para os amistosos contra Peru, no dia 7 de junho, e Chile, no dia 11. Porém, o Tricolor Gaúcho tenta a liberação para que ele possa atuar nos duelos com o Huachipato, no dia 4, e o Estudiantes, no dia 8, ambos pela Libertadores.

De qualquer modo, na melhor das hipóteses, o Grêmio não contará com Villasanti a partir do dia 12. A ausência que se estenderá, no mínimo, até 2 de julho, quando o Paraguai enfrenta a Costa Rica pela última rodada da fase classificatória da Copa América — a final da competição nos Estados Unidos será no dia 14 de julho.

Ou seja: durante até um mês, em uma sequência de jogos que será intensa, Dodi é o mais cotado para ser o primeiro volante titular do Tricolor Gaúcho.

É um ótimo momento para o jogador de 28 anos se consolidar de vez com a camisa gremista. Desde que chegou do Santos, depois do final da temporada passada, Dodi soma 20 jogos pelo Grêmio, em que atuou em diferentes funções.

Por exemplo, na derrota por 3 a 2 no clássico Gre-Nal da fase classificatória Campeonato Gaúcho, jogou aberto pelo lado direito do meio-campo. Mas sua melhor atuação foi como primeiro volante, na vitória por 2 a 0 sobre o Athletico-PR, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, quando ofereceu combatividade à equipe e liberou Villasanti para atacar.

Auxiliar técnico que trabalhou com Dodi entende que volante do Grêmio rende melhor como ‘5’

Auxiliar técnico de Odair Hellmann, que trabalhou com Dodi no Fluminense e no Santos, Maurício Dulac entende que essa função de ‘5’ é a que o atual camisa 17 do Grêmio realmente rende melhor. Em contato com a Trivela, Dulac, atualmente no Al-Riyadh, da Arábia Saudita, opinou sobre as principais características do ex-comandado.

Mauricio Dulac auxiliar Fluminense
Maurício Dulac trabalhou com Dodi no Fluminense e no Santos. Foto: Mailson Santana/Fluminense

— O Dodi é um cara de característica de passe, de jogo curto, de muita mobilidade, de girar muito fácil, de trocar de direção muito fácil. A gente sempre o viu como um primeiro homem, de tocar várias vezes na bola, de tocar e ao mesmo tempo já dar dois, três passos para o lado para se apresentar para receber a bola de novo. Um percentual grande de acerto de passe, e mesmo com a baixa estatura tem boa condição de roubar bola, de disputar, de desarmar — elogia.

Dodi foi primeiro volante no Fluminense de Odair Hellmann

Dulac lembrou da forma como Dodi foi utilizado no Fluminense e no Santos. Em 2020, no Tricolor Carioca, o volante foi titular em todas as 19 partidas em que atuou no Campeonato Brasileiro, independentemente do esquema tático utilizado por Odair.

— Conosco no Fluminense, ele sempre jogou de primeiro. Inclusive, ele era o cara que fazia a nossa saída de bola, a saída de três, quando ele assumiu a titularidade lá. Mesmo se gente jogasse no 4-4-2, ele era o cara mais posicionado para fazer saída. Se jogássemos no tripé com três meio campistas, ele também era o primeiro volante. Às vezes utilizávamos o Hudson mais pelo lado direito e ele centralizado, porque o Hudson tinha mais força para fazer a marcação pressão do que ele — explica.

No Santos, Dodi jogou mais aberto pelo lado direito

Devido às circunstâncias, no Santos, em 2023, Dodi atuou muitas vezes aberto pelo lado direito. No Grêmio, essa função foi imortalizada por Ramiro nas conquistas da Copa do Brasil de 2016 e da Libertadores de 2017, e Renato já tentou replicá-la não só com o camisa 17, mas com vários outros jogadores, como Montoya, Bitello e, mais recentemente, Du Queiroz e Edenílson.

— No Santos, quando ele chegou, a gente jogava mais com 4-4-2, e ele jogava lateralizado, porque a característica do nosso outro volante, que era o Rodrigo Fernandes, também era de mais contenção. Ele tinha um pouquinho mais de condição de chegada na frente, mas mesmo assim era um cara de construção, que eu acho que é a principal característica do Dodi — reforça Dulac.

Como primeiro volante, onde rende melhor, Dodi será titular, contra o The Strongest, ao lado de Pepê. A provável formação do Grêmio, no 4-2-3-1, tem Marchesín; João Pedro, Rodrigo Ely, Kannemann e Reinaldo; Dodi e Pepê; Galdino, Cristaldo e Soteldo; Diego Costa.

Próximos jogos do Grêmio

  • Grêmio x The Strongest — Libertadores — quarta-feira, 29 de maio de 2024, às 19h (horário de Brasília), no Couto Pereira, em Curitiba, no Paraná;
  • Grêmio x RB Bragantino — Campeonato Brasileiro — sábado, 1º de junho de 2024, às 16h (horário de Brasília), no Couto Pereira, em Curitiba, no Paraná;
  • Huachipato x Grêmio — Libertadores — terça-feira, 4 de junho de 2024, às 21h (horário de Brasília), no CAP, em Talcahuano, no Chile.
Foto de Nícolas Wagner

Nícolas Wagner

Gaúcho, formado em jornalismo pela PUC-RS e especializado em análise de desempenho e mercado pelo Futebol Interativo. Antes da Trivela, passou pela Rádio Grenal e pela RDC TV. Também é coordenador de conteúdo da Rádio Índio Capilé.
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