Libertadores

Em paz e embalado, Botafogo inicia disputa com o Bragantino por uma vaga na fase de grupos da Libertadores

Duas semanas depois de crise, o Botafogo parece já viver outro clima para o primeiro jogo da terceira fase da Copa Libertadores, nesta quarta, contra o Red Bull Bragantino, no Nilton Santos

Na última semana de fevereiro, depois do frustrante empate com o Aurora, da Bolívia, na estreia pela Copa Libertadores, a impressão deixada pelo Botafogo era de que o time ainda estava em 2023. A demissão do técnico Tiago Nunes, no dia seguinte, e o protesto de torcedores contra a diretoria e o elenco aumentou ainda mais o clima de crise no clube. No entanto, de lá para cá, a situação parece ter mudado. Agora, duas semanas depois, o Botafogo inicia, nesta quarta-feira (6), às 21h30, a disputa por uma vaga na fase de grupos da Libertadores contra o Red Bull Bragantino, no Nilton Santos.

Mesmo ainda sem técnico efetivo, o Botafogo aparente ter passado por uma transformação interna. E que foi refletida nos resultados. Desde então, após a demissão de Tiago Nunes e sob o comando do auxiliar técnico Fábio Matias, o Glorioso teve três vitórias em três partidas. Venceu o Audax, pelo Campeonato Carioca, passou pelo Aurora, no jogo de volta da primeira fase da Libertadores, no Nilton Santos, com uma goleada histórica, e venceu, com autoridade, o clássico com o Fluminense, no último domingo, no Maracanã. Foram 12 gols marcados e apenas dois sofridos nestes três jogos.

Nem mesmo a eliminação precoce no Campeonato Carioca parece ter afetado o clima no Botafogo. Para o Botafogo, o que ficou da última rodada da Taça Guanabara foi a goleada sobre o Fluminense e a boa resposta que o time alternativo deu em um difícil confronto. Apesar da campanha irregular e de, mais uma vez, fica fora das semifinais, a impressão deixada foi de que a equipe saiu do Carioca de cabeça erguida e empolgada para os duelos com o Red Bull Bragantino.

Os próprios jogadores do Botafogo parecem também entender que houve uma mudança com os últimos resultados. Na véspera do duelo com o Massa Bruta, o meia Tchê Tchê falou sobre o momento do clube e o último clássico com o Fluminense.

— Em alguns momentos precisava disso, precisava corresponder da maneira que é necessária, com vitórias – afirmou Tchê Tchê, antes de completar.

— Essa rodagem em gestão de elenco (feita por Fábio Matrias) é necessária e importante para que todos tenham minutos. E quando solicitados, todos eles sejam preparados 100%. Acho que esse resultado do último clássico demonstrou isso, a força, a união de grupo, todo mundo comemorando todos os gols juntos ali, acho que foi o caramba, a felicidade com que a gente comemorou todos os gols, de todos que fizeram, alguns que jogavam menos, igual o Haydi e o Urso que tiveram oportunidade agora e conseguiram desempenhar de uma maneira muito boa e acho que fico feliz por todos — completou o meia do Botafogo.

Torcida do Botafogo também virou a chave nesta semana

Essa reviravolta, é claro, também empolgou a torcida. Depois do primeiro jogo contra o Aurora, por exemplo, apenas pouco mais de 1.600 torcedores acompanharam a partida contra o Audax, no Nilton Santos. Poucos dias demais, o público presente no segundo jogo contra os bolivianos não passou de 22 mil. Agora, para o primeiro jogo da terceira fase, contra o Red Bull Bragantino, já foram vendidos mais de 28 mil ingressos.

E a torcida do Botafogo promete fazer uma grande festa, com mais um mosaico organizado pelo “Movimento Ninguém Ama Como A gente”. Durante o último Campeonato Brasileiro, apesar do fracasso na reta final, a torcida do Glorioso ficou marcada pelos ótimos mosaicos feitos nas arquibancadas do Nilton Santos.

Para Tchê Tchê, o time do Botafogo deve saber jogador com a força da torcida. Além disso, o meia destacou que é a equipe que precisa empolgar os torcedores.

— A gente tem que ter inteligência. É um jogo de mata-mata, mas nada se decide aqui. Porém, a gente joga na nossa casa, a gente tem que saber aproveitar esse fator. A importância da torcida é 100%. Sabemos que quando eles estão ali totalmente conectados com a gente, a gente consegue resultados expressivos. E deixa claro também que, obviamente, a gente tem que contagiar eles. A gente conversa muito isso entre a gente, que é de dentro para fora. Se a gente conseguir transmitir isso, eles vão dar 100% do nosso lado. E a gente se torna uma equipe muito forte dentro da nossa casa aqui do Nilton e muito difícil de ser batido – finalizou Tchê Tchê.

Depois do jogo desta noite, no Nilton Santos, Botafogo e Red Bull Bragantino voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira (13), às 21h30 (horário de Brasília), no Nabi Abi Chedid, pelo jogo da volta da terceira fase da Copa Libertadores.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.

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