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Em clássico de reservas, Botafogo vence o Fluminense e tenta salvar campanha no Carioca

Botafogo é melhor desde o início que 'estrelas' na reserva do Fluminense, vence por 4 a 2 e coloca pressão no Vasco por classificação no Carioca

Em Clássico Vovô de muita emoção no Maracanã, o Botafogo venceu o Fluminense por 4 a 2, com gols de Marlon Freitas (2), Raí e Hugo, e ainda tem chances de ir às semifinais do Campeonato Carioca. Lelê e John Kennedy (de pênalti), diminuíram para o Tricolor, que terminou o jogo com um a menos mais uma vez após expulsão de André.

A partida com reservas esteve longe de ser um primor técnico, mas sobrou emoção desde o primeiro minuto. No fim, venceu quem foi melhor. O Bota, agora, depende de um tropeço do Vasco, que joga às 18h (de Brasília) contra a Portuguesa. Com 20 pontos contra 19 dos cruzmaltinos, o Alvinegro só se classifica caso o time de São Jaunário não vencer em seus domínios.

Diniz escala mal, e Botafogo abre 2 a 0 no Fluminense em 15 minutos

O Fluminense começou o jogo com mais uma escalação diferente. Com um time que nunca jogou junto, formatação tática sem um volante no meio-campo, e com dois centroavantes na frente, o Tricolor estava muito bagunçado em campo.

E ficou ainda pior logo aos dois minutos, porque o Botafogo, em ritmo mais acelerado, abriu o placar. Marlon Freitas aproveitou indecisão da defesa tricolor na área e bateu forte, sem chances para Felipe Alves, para abrir o placar.

O gol foi um momento emotivo para o volante. Além de ser cria da base do Flu, em Xerém, e não ter sido aproveitado como profissional, o jogador perdeu um familiar na última quarta-feira. Na comemoração, ele chorou muito.

Quem também teve motivos para lamentar foi o Fluminense, que sofreu outro gol antes mesmo dos 15 minutos. Em mais uma bobeira da defesa, em contra-ataque do Botafogo, Raí fez um golaço em chute da entrada da área e colocou pressão nos tricolores.

Lelê acha gol em erro do Botafogo e põe Fluminense no jogo

Quando a atuação era ruim e Fernando Diniz reclamava da equipe na área técnica, Lelê mostrou que é mesmo iluminado no Campeonato Carioca. Ele já havia perdido chance clara em lance de posição duvidosa, quando bateu para fora de frente para Gatito, aos oito.

Na segunda chance que teve, entretanto, o artilheiro do Fluminense em 2024 não perdoou. Lucas Halter protegeu mal, Gatito não saiu, e o camisa 18 se enfiou entre os dois para tocar para as redes. A arbitragem marcou impedimento, mas o VAR corrigiu e deu gol para o Flu.

O problema é que o atacante perdeu a chance de empatar, novamente livre, em lindo passe de Terans, aos 29. Em vez de matar, Lelê chutou para fora, sem direção, de novo em frente a Gatito.

Botafogo segura pressão do Fluminense e quase amplia

Se a partida parecia mudar um pouco com o gol do Fluminense, foi o Botafogo quem quase ampliou. Aos 31, Janderson ganhou de Antônio Carlos no corpo e na velocidade e bateu chapado no cantinho, mas a bola tirou tinta da trave de Felipe Alves.

O lance fez a torcida do Tricolor perder a paciência no Maracanã. O zagueiro passou a ser vaiado a cada vez que tocava na bola. Ele acabaria substituído no intervalo por André, que já entrou como zagueiro. O Flu vem tendo problemas na posição desde a saída de Nino.

O Bota, dali para a frente, segurou a pressão do Tricolor e manteve a vitória parcial até o intervalo.

Diniz coloca o Fluminense para a frente em busca do empate

A saída de Antônio Carlos para a entrada de André melhorou o Fluminense, como de costume. O Tricolor passou a ter mais a bola no ataque, mas repetiu outro velho problema: não tinha agressividade e profundidade no ataque.

Sem Douglas Costa, que sentiu aos 40 e deixou o campo para a entrada de Arias, o Flu era pouco agudo na frente. Para mudar isso, Diniz mexeu de novo: sacou Alexsander, Guga e Marlon e colocou Martinelli, Marcelo e Marquinhos.

Botafogo perde gás, e jogo fica bagunçado com mudanças

Melhor no primeiro tempo depois de começar em ritmo acelerado, o Botafogo pareceu cansar no segundo tempo. O Fluminense continuava dando espaços, mas o meio-campo já não tinha a mesma força.

E pouco agredia. A melhor chance veio em chute de Diego Hernández que Felipe Alves pulou estranho para defender, aos 10. O técnico Fábio Matias percebeu e sacou Raí e Diego Hernandez para as entradas de Hugo e Émerson Urso.

O treinador interino já havia mexido na defesa, quando tirou Lucas Halter, o pior em campo do Alvinegro. Com Jefferson em seu lugar, o Bota sofria menos. Por pouco, não aumentou aos 19, quando o zagueiro Marlon, do Fluminense, tentou dar balão na grande área, errou e Émerson Urso quase aproveitou, mas foi parado por André.

Fluminense empata com John Kennedy em pênalti polêmico

Quando o jogo já parecia perder em emoção pelo cansaço das duas equipes, junto com a bagunça em campo, o Fluminense chegou ao empate. Não sem antes muita confusão tomar o gramado do Maracanã. Em cruzamento de Marquinhos na área, aos 35, Damián Suárez empurrou John Kennedy e o árbitro Felipe da Silva Gonçalves Paludo marcou pênalti.

Os alvinegros reclamaram muito, mas o VAR não reverteu a marcação e John Kennedy foi para a cobrança. Com uma cavadinha, o camisa 9 que não fazia boa partida empatou o jogo e explodiu o estádio, que tinha ampla maioria tricolor nesta tarde.

André faz pênalti, é expulso e Marlon Freitas dá vitória ao Botafogo

A partida era mesmo surpreendente. O Flu empatava o jogo, parecia estar mais inteiro e a torcida empurrava o time para a frente. Em uma bobeira de André, entretanto, tudo ruiu. O volante dominou errado, deixou a bola exposta — como muitas vezes faz — e Kauê roubou. Na tentativa de se recuperar, o camisa 7 deu um carrinho na grande área, chegou atrasado e fez pênalti.

Como não havia disputa de bola, o árbitro expulsou ainda expulsou André no lance. O capitão do Fluminense deixou o gramado sem reclamar. Na cobrança, Marlon Freitas, que não tem nada a ver com isso, bateu firme para dar a vitória ao Botafogo.

Virou pelada! Jogador do Botafogo é arrastado para fora e para dentro do campo

A partida se encaminhava para o fim quando uma situação inacreditável aconteceu no Maracanã. Derrubado, o atacante Yarlen caiu no chão e pediu atendimento médico, mas rolou para fora de campo. Hugo, que estava perto, puxou o companheiro para dentro do gramado e saiu correndo, revoltando os tricolores.

O goleiro Felipe Alves, do Fluminense, entretanto, puxou o jogador novamente para fora. Uma grande confusão se formou no gramado entre titulares e reservas das duas equipes. Acabou favorecendo o Botafogo, que à frente do placar, viu o tempo rolar e impedir o Tricolor de tentar qualquer virada.

Marcelo falha e Émerson Urso fecha o placar da vitória do Botafogo

O Botafogo ainda teve tempo para ampliar o placar. Em linda jogada de Hugo, que cruzou com carinho, já aos 53, o baixinho Émerson Urso aproveitou falha de Marcelo na marcação e deu um peixinho para ampliar e dar números finais ao jogo no Maracanã.

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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