Abel comemora vaga do Palmeiras e insinua contrariedade com suspensão do Brasileiro
Palmeiras merece ser exaltado pelo feito, em especial por entrar em campo com garotos revelados no clube, na visão do técnico
Abel Ferreira demonstrou satisfação e até certo alívio, após a vitória do Palmeiras por 2 a 1, sobre o Independiente del Valle, que garantiu ao clube a vaga nas oitavas de final da Copa Libertadores. Além da classificação, o clube também depende só de seus resultados para garantir a melhor campanha da primeira fase.
— Dar os parabéns para os nossos jogadores. Parece fácil estar na Libertadores e conquistar o que conquistamos. Estar num grupo super difícil e continuar a fazer o que fizemos nos grupos anteriores. Digam o que disser, vamos continuar competitivos — disse o técnico.
O treinador ressaltou a dificuldade do time ao longo da partida.
— Se fosse depender do que quero, eu jogaria o tempo inteiro em cima do adversário e massacrava. Mas do outro lado tem uma boa equipe, que joga bem. Demos mais solidez defensiva, poderíamos ter feito o terceiro gol –- disse Abel.
— Agora normaliza-se ter dois moleques de 17 anos jogando na equipe. Ninguém fala nisso. É igual. Contem quantas equipes jogam com moleques e lutam pelas coisas que nós lutamos — seguiu.
Paralisação: melhor ficar calado
Mas além dos aspectos positivos, Abel também fez queixas. A primeira delas, velada, foi sobre a paralisação do Campeonato Brasileiro por duas rodadas, decidida na noite desta quarta (16), pela CBF.
— Fiquei surpreso. Mas treinador é para treinar e dirigente é para dirigir. O mais importante é a ajuda paras as pessoas do Rio Grande do Sul. Ficar sem os jogadores contra o Atlético-MG, é o que há. Não vou falar o que penso, às vezes é melhor ficar calado — disse o técnico.
A queixa de Abel é pelo fato de Mayke, Flaco López e Endrick, que cumpririam suspensão contra o Criciúma no próximo domingo, agora estarem suspensos contra o Atlético-MG, que é o próximo compromisso do time no Nacional, devido ao adiamento.
Outro ponto de queixa de Abel foi sobre as notícias dando conta de que haveria insatisfação no seu elenco — mais precisamente de Raphael Veiga, Luan e Rony, conforme afirmou o jornalista João Paulo Capellanes, da Band.
— Há notícias que vem para desestabilizar já que alguns não conseguem fazer isso dentro de campo. Os jogadores têm que saber disso. Há coisas que falam que são pura mentira — disse.
— Há comentaristas e jornalistas de excelência e devemos ouvir porque agrega. Há outros que são paus mandados, assim que se diz? O futebol é muito mais do que é jogado e há muita maneira de criar confusão num clube — continuou.
Quanto ao fato de haver insatisfação propriamente, o treinador contemporizou a existência de qualquer problema.
— Jogador que jogue comigo e que fique satisfeito por estar fora, eu troco. Se fizer parte do meu elenco e ficar satisfeito por estar fora, não quero no Palmeiras. Era o que eu fazia quando jogava. Ficava com uma puta azia quando não jogava — disse.
Por fim, o treinador voltou a falar sobre a diferença entre atuar no Allianz Parque e na Arena Barueri, principal ponto de sua fala após a derrota para o Athletico-PR, no último domingo:
— Se puderem me ajudar também porque tem muita gente ofendida pelo que falei. Mas e essa atmosfera, essa energia que tem aqui. Deixo para vocês, porque os jornalistas são como jogadores e treinadores. Tem os bons, excelentes e ruins. Assim como a gente. Desculpa a minha franqueza, minha opinião, se ofender alguém. Mas digo o que penso. Queria que respondessem se essa energia é a mesma que lá.