AlemanhaCopa do MundoEstados UnidosFutebol feminino

Rivais na semifinal da Copa, seleções alemã e americana ainda terão de se ver no hotel

Não é nenhuma novidade o que vamos falar aqui, mas a Fifa deu mais uma prova de que parece pouco se importar com o lado das jogadoras na Copa do Mundo feminina, no Canadá. Como se não bastassem os gramados artificiais e o chaveamento sem sorteio que prejudicou times como a França apenas por uma maior renda nos estádios e por mais audiência, a entidade ainda tem colocado equipes adversárias no mesmo hotel nos dias que antecedem os jogos. É isso o que acontece agora com Alemanha e Estados Unidos, por exemplo, que farão uma das semifinais nesta terça e tiveram que ficar se vendo o tempo todo nos corredores do hotel.

VEJA TAMBÉM: A força da Inglaterra e sua liga que eliminou o Canadá e vai à semifinal da Copa

Jill Ellis, técnica dos Estados Unidos, reclamou da situação, questionando retoricamente se as seleções masculinas precisavam passar pela mesma coisa. Obviamente, não, já que a Alemanha, por exemplo, teve até um complexo próprio construído no Brasil para o Mundial do ano passado. É verdade que o futebol masculino gera muito mais dinheiro, mas não dava para colocar as mulheres em hoteis separados de suas adversárias?

Silvia Neid, treinadora da seleção alemã, reforçou o coro de protesto contra a Fifa, revelando as situações bastante desconfortáveis pelas quais suas jogadoras passaram após alguns dos confrontos no Mundial. “Dois times que vão se enfrentar não deveriam dividir o mesmo hotel. Mas não é só o caso da semifinal. Tem sido assim durante todo o torneio. Para nós, foi difícil depois de vencermos a Suécia. As jogadoras suecas estavam bem triste, mas ainda tivemos que dividir o elevador com elas, e o mesmo com a França”, em declaração à AFP.

O “climão” será inevitável também ao fim desta terça, sobretudo pelo fato de que o confronto que definirá a primeira vaga na decisão da Copa do Mundo será entre as duas melhores seleções do planeta no ranking da Fifa. Mais do que a vitória, estará em jogo para os dois times a frustração de saber que tinha potencial para estar na final, ter sucumbido e ainda ter de ver suas algozes antes de tentar dormir.

Mostrar mais

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo