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Empate no final é frustrante, mas Brasil mostrou bom futebol diante da Holanda

Depois de ficar atrás do placar duas vezes, seleção brasileira virou o jogo, mas sofreu o empate no final; falhas defensivas dos dois lados marcaram o jogo

Brasil e Holanda fizeram um jogo movimentado em Sapporo Dome, no segundo jogo da fase de grupos da Olimpíada de Tóquio. O empate por 3 a 3 teve muitas alternâncias, com as holandesas ficando à frente duas vezes, as brasileiras conseguindo a virada e o empate das europeias no final. Com isso, as duas seleções estão em uma boa situação para se classificarem, dependendo apenas de um empate. A definição do primeiro e segundo colocados ficará para a última rodada.

A partida teve a Seleção melhor na maior parte do tempo, também porque desde o começo precisou correr atrás do empate. As falhas defensivas do Brasil – e depois da Holanda também – acabaram definindo um placar de muitos gols. A goleira Bárbara não foi bem, falhando em um dos gols e sofrendo um gol de falta que era defensável. De qualquer forma, é um resultado que nenhum dos dois times vai lamentar, já que deixa ambas perto da classificação. Com as vitórias na primeira rodada, do Brasil diante da China e da Holanda diante da Zâmbia, as duas seleções só precisam do empate no último jogo.

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Os times em campo

A técnica Pia Sundhage manteve a escalação do primeiro jogo, sem nenhuma mudança. As holandesas tiveram só uma mudança: Merel van Dongen, lateral esquerda, saiu, e entrou Lynn Wilms, que se tornou a lateral direita. Dominique Janssen foi deslocada para a lateral esquerda.

Primeiro tempo

Logo no primeiro lance do jogo, a Holanda abriu o placar. Vivianne Miedema recebeu na entrada da área, Érika tentou antecipar e a atacante girou e chutou de perna esquerda, cruzado, e marcou: 1 a 0 para as holandesas.

Aos sete minutos, em uma bola na área, as brasileiras reclamaram de um toque de braço. A árbitra Katherine Margaret Jacewicz apontou um pênalti que, sinceramente, foi difícil de identificar. Antes da cobrança, o VAR chamou a árbitra para revisar o lance.

O replay da revisão mostrou que até houve realmente um toque de mão da jogadora holandesa, mas realmente não foi pênalti. A árbitra anulou o lance, depois de três minutos entre a marcação e a revisão do lance.

Depois de fazer o gol, a Holanda não chegava ao ataque. O Brasil tinha a posse de bola e era quem chegava. Nestes primeiros minutos, a seleção brasileira tentou alguns cruzamentos. Em uma boa jogada trabalhada, Andressinha tocou para Bia Zaneratto, que tocou para Debinha. Ela fez uma ótima abertura para a direita e Duda chegou e cruzou para Debinha.  Ela chutou, a bola bateu em Stefanie Van der Gragt e voltou para Debinha, que aí sim, mandou para a rede: 1 a 1.

Com 18 minutos jogados, o Brasil era quem jogava mais, mas o gol de empate tinha potencial para fazer as holandesas mudarem a postura. As holandesas pareciam ter a estratégia de recuarem para poderem usar a velocidade ao atacar, no espaço deixado pelas brasileiras.

Aos 22 minutos, o time europeu conseguiu executar bem a ideia. Foi ali que a Holanda recuperou a bola no meio e acionou rapidamente Miedema, que rolou para o lado, para Mertens, finalizar com liberdade, mas ela mandou para fora. Um lance que deu arrepios nas brasileiras, que viram que perder a bola no meio-campo, no círculo central, poderia ser fatal.

O jogo teve um momento de mais calma, mas a Seleção mantinha a posse de bola e era quem chegava mais ao ataque. Já nos acréscimos do primeiro tempo, em uma cobrança de escanteio, a zagueira Rafaelle subiu bem no meio da defesa e tocou com perigo, mas para fora.

Segundo tempo

A técnica Pia Sundhage fez diversas mudanças para o segundo tempo. Saiu Beatriz Zaneratto e entrou Ludmila; saiu Formiga e entrou Angelina; e entrou Andressa Alves no lugar de Duda. No jogo anterior, Andressa Alves entrou muito bem no jogo passado.

A Holanda conseguiu o segundo gol veio aos 14 minutos do segundo tempo. Em um cruzamento de Danielle van de Donk, Miedema subiu no meio da área, tocou de cabeça e a goleira Bárbara falhou: 2 a 1 para as holandesas.

Aos 28 minutos, Ludmila recebeu na entrada da área, avançou e foi derrubada. A árbitra Katherine Margaret Jacewicz apontou pênalti, que foi revisado pelo VAR e, desta vez, confirmado. Marta foi para a cobrança e, com tranquilidade, só deslocou a goleira e mandou para a rede.

A seleção brasileira conseguiria virar o jogo logo depois em uma falha terrível da defesa holandesa. Aniek Nouwen recuou para a goleira Sari van Veenendaal, pressionada por Debinha, mas a zagueira holandesa não percebeu a presença de Ludmila, que interceptou a bola, tirou do goleiro e mandou para a rede: 3 a 2 para as brasileiras. Vencendo o jogo, a treinadora brasileira decidiu sacar Marta e colocar Geyse. A braçadeira de capitã passou para a zagueira Rafaella.

A Holanda chegaria ao gol de empate aos 34 minutos. Dominique Janssen cobrou falta e a goleira Bárbara chegou na bola, tocou, mas não conseguiu impedir o gol: 3 a 3 no placar. As holandesas tinham mais a bola e passaram a controlar mais o jogo nessa fase final da partida.

Nos últimos minutos, os dois times pareceram não se arriscar tanto, já que o empate não era um mau resultado para as duas seleções. O empate por 3 a 3 ficou mesmo no placar e os dois times deram um bom passo para se classificarem, com quatro pontos. Zâmbia e China ficaram com um ponto, já que empataram.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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