Lamine Yamal, Endrick e Mainoo: a base vem forte
Jovens talentosos animam os torcedores nos amistosos do Brasil mostrando que já são o presente
A base vem forte.
Quem assistiu aos amistosos da seleção brasileira na Europa, diante de Inglaterra e Espanha, teve uma amostra do que pode ser uma coleção de grandes nomes do futuro.
Uma amostra ainda pequena em se tratando da enorme quantidade de jogadores cada vez mais jovens que são promovidos aos times principais de seus clubes e debutam precocemente pelas seleções de seus países.
Três nomes chamaram a atenção do mundo nessa Data Fifa, com certeza. Principalmente para nós brasileiros, concentrados nos primeiros amistosos da seleção sob o comando de Dorival Júnior.
Endrick já é nosso velho conhecido. O atacante nem deve mais ser tratado como promessa para os palmeirenses. É titular e estrela do time. Foi decisivo para o Verdão ganhar o Brasileiro do ano passado. Agora, Endrick pede passagem na titularidade da seleção brasileira. Dois gols em jogos seguidos, impacto, maturidade e até mesmo os exageros de um jogador formado (como no pontapé sem bola no espanhol Cucurella). O adolescente que completará 18 anos em julho parecia gente grande marcando em dois templos da bola: Wembley e Bernabeu.
Endrick vai embora precocemente do Brasil, mas é a prova da mudança de rumo do Palmeiras, que, de time que não revelava ninguém há 20 anos, se transformou em referência no trabalho de base do futebol brasileiro.
Quem gastou a bola contra o Brasil foi o espanhol Lamine Yamal. Ainda mais jovem que Endrick, ele completará 17 em 13 de julho! Espanhol nascido na Catalunha, filho de pai marroquino e mãe da Guiné Equatorial, Yamal parecia um ponta brasileiro dos anos dourados do nosso futebol. Liso, driblador, inventivo, levou pânico à defesa brasileira. Até tentou um elástico, drible inventado por Sérgio Echigo e patenteado pelo genial Roberto Rivellino.
Lamine Yamal is toying with the Brazilian defenders ?
Sensational ✨pic.twitter.com/lTg3WL0mNi
— Pubity Sport (@pubitysport) March 26, 2024
Yamal é mais um produto de La Masia, a fábrica de craques do Barcelona. Que segue produzindo em escala industrial, mesmo com o clube em crise administrativa e econômica.
Sábado, em Wembley, foi a vez dos súditos de Rei Charles verem em campo Kobbie Boateng Mainoo, que fará 19 anos em abril. Filho de pais ganeses, nasceu na cidade industrial de Stockport, na grande Manchester, e foi lapidado pela base do United. Como a seleção de Gana estava de olho no garoto, o treinador inglês Gareth Southgate apressou sua convocação e o escalou para quatro minutos diante do Brasil. Alguns críticos ingleses disseram que Mainoo parecia estar jogando videogame em campo.
A base vem forte, mas a geração que está se estabelecendo como referência agora, por volta de 23 a 27 anos, também é ótima. Haaland (23 anos), Mbappè (25), Vini Jr (23), Rodrygo (23), Foden (23). Olmo, que fez um gol espetacular contra o Brasil, tem 25; Rafael Leão, Julian Alvarez e Darwin Nuñez têm 24. O sensacional meio-campista Rodri e o sensacional atacante Luís Díaz têm 27 anos.
São apenas alguns nomes aqui reunidos, com a certeza de que há muitos outros dos quais estou me esquecendo enquanto escrevo.
O futebol agradece, ciente de que a renovação garantirá ainda muitos anos de espetáculo.



