Presidente do PSG detona atletas e clubes, e defende Super Mundial: ‘Salários sobem’
Nasser Al-Khelaïfi, presidente do PSG, fez duras críticas aos clubes e jogadores que já se posicionaram contra o Super Mundial de Clubes
A guerra fria pelo Super Mundial de Clubes da Fifa continua. Agora, foi a vez do presidente do PSG ir na contramão dos rivais para criticar os reclamões do torneio e defender a nova competição.
Nesta quinta-feira (10), Nasser Al-Khelaïfi concedeu uma entrevista coletiva na assembleia da Associação de Clubes da Europa (ECA). Aliás, o dirigente dos Parisienses também é o líder da entidade.
O encontro do ECA aconteceu em Atenas, na Grécia, e reuniu representantes de mais de 400 clubes europeus.
Em seu discurso, Al-Khelaïfi fez duras críticas aos clubes e jogadores que já se posicionaram contra o Super Mundial de Clubes. Na opinião do presidente do PSG, o novo torneio da Fifa é uma ótima notícia para o futebol:
Os jogadores ou clubes que tenham queixas, que não joguem. Antes reclamavam porque eram só dois clubes ou porque eram só dois por país (no Mundial de Clubes). Agora isso parte dos jogadores. É claro que temos que respeitar e proteger os atletas. Mas os clubes não se movem apenas por dinheiro. Isso não é assim, é um erro. Tentamos recuperar o dinheiro de seus custos. Os salários sobem e sobem, mas as competições são as mesmas, e as receitas as mesmas.
Quem criticou o Super Mundial de Clubes?
Por mais que não tenha citado nomes, Nasser Al-Khelaïfi mandou uma indireta para Real Madrid e Manchester City. Nomes importantes dos Merengues e dos Citizens já criticaram a realização do Super Mundial de Clubes da Fifa.
Carlo Ancelotti chegou a dizer que o Real Madrid “não iria para o Mundial de Clubes” em entrevista ao jornal italiano Il Giornale, além de menosprezar a suposta premiação paga pela Fifa, de 20 milhões de euros (cerca de R$ 122 milhões).
Posteriormente, os Blancos vieram a público desmentir o técnico ao garantir sua participação na competição. Entretanto, Daniel Carvajal — capitão do Real Madrid — também detonou o Super Mundial de Clubes.
O lateral-direito se mostrou contra o calendário cada vez mais apertado no esporte, argumentando que o excesso de jogos coloca em risco à saúde dos jogadores e as boas atuações dentro de campo.

Já no Manchester City, Kevin De Bruyne alegou que a Fifa e a Uefa não se importam com o futebol, mas sim com dinheiro. O meia se mostrou preocupado com a diminuição das férias dos atletas e uma pré-temporada ainda mais curta.
Por fim, Pep Guardiola se revoltou com a exigência da entidade de escalar os melhores jogadores no Super Mundial de Clubes. O treinador já deixou claro que vai tomar suas próprias decisões, independentemente da pressão da Fifa.
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Calendário cada vez mais apertado
O Super Mundial de Clubes está marcado para os dias 15 de junho e 13 de julho. Ao todo, 32 times participarão do torneio nos Estados Unidos. Quem chegar à final, jogará sete jogos.
O problema é que o novo Mundial pode fazer os times europeus disputarem mais de 70 partidas na temporada. Vale lembrar que o novo formato da Champions League (assim como da Liga Europa e da Conference League) também representou um aumento no número de jogos.
Para piorar, antes de 2024/25, jogadores disputaram a Copa América e a Eurocopa. Isso sem falar na Copa do Mundo em 2026. Não à toa, o calendário cada vez mais apertado preocupa.
Diversos jogadores já se mostraram a favor de uma greve geral como forma de protesto. O presidente do PSG, por sua vez, prefere um debate pacífico antes de decisões drásticas:
O calendário é um tema de debate, óbvio. Sempre foi assim. E, para ser honesto, acredito que é necessário que todas as partes interessadas se reúnam e o discutam, de uma maneira próspera, e vejam o que é melhor para todos. Todos os clubes querem jogar no Mundial de Clubes.



