Guardiola perde a paciência com Fifa por exigência polêmica do novo Mundial de Clubes
Pep Guardiola, do Manchester City, não poupou críticas à Fifa após uma exigência incomum
O novo Mundial de Clubes só será realizado nos Estados Unidos em 2025, mas já virou uma dor de cabeça para os envolvidos. Agora, foi a vez de Pep Guardiola perder a paciência com a Fifa após um regulamento para lá de polêmico na competição.
A entidade máxima do futebol exigiu que todos os participantes do Mundial viajem com força máxima. Vale lembrar que o torneio acontecerá entre os dias 15 de junho e 13 de julho de 2025, após o término da temporada europeia.
Ciente dessa regra incomum, o técnico do Manchester City usou sua coletiva nesta sexta-feira (4) para criticar a Fifa. Guardiola expôs seu descontentamento com a postura da entidade em relação ao Super Mundial de Clubes:
— Quem são os melhores jogadores? Talvez a Fifa precise me dizer quais jogadores eles consideram melhores. Eu não entendo. Levaremos todo o elenco. Jogaremos mais de uma partida, então levaremos mais de onze jogadores.
A nova competição organizada pela Fifa contará com 32 equipes, que serão sorteados em oito grupos de quatro participantes cada. Quem chegar à final, disputará sete partidas em um calendário já abarrotado de jogos.
Isso ajuda a explicar a ira do treinador espanhol. Guardiola já deixou claro que ele irá escalar os Citizens, independentemente da entidade querer contar com os melhores jogadores no Mundial de Clubes de 2025:
— Não sei quem serão os melhores jogadores, depende de como chegarem naquele momento. Talvez os melhores jogadores para a Fifa cheguem em péssimas condições, isso pode acontecer por vários motivos: pessoais, físicos, lesões… Vou escalar outro. Não vou (deixá-los) dizer antes do jogo qual atleta escalar. Eu vou decidir.
Novo Mundial de Clubes ainda está ameaçado
Apesar dos planos ousados da Fifa, o novo Mundial de Clubes pode sequer sair do papel. Segundo informação do jornal italiano Gazzetta dello Sport, no final de setembro, a entidade tem encontrado dificuldades para vender o torneio.
A Fifa ainda não vendeu os direitos de transmissão do Mundial na América, na Ásia e na região do Oriente Médio e Norte da África. Em outras palavras, a entidade não angariou patrocinadores suficientes a menos de nove meses para o pontapé inicial.
Mais do que isso, sindicatos de jogadores da Inglaterra e da França estão pressionando a Fifa pelo excesso de jogos e iniciaram uma campanha nos bastidores contra a competição.

Aliás, vários atletas de elite já defenderam publicamente uma greve geral como forma de protesto ao calendário do futebol atual. Resta saber se a entidade terá força suficiente para transformar o torneio em uma realidade.
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Fifa cria brechas
Na tentativa de convencer os 32 clubes participantes de que o Mundial de Clubes é uma boa ideia, a Fifa criou brechas para os participantes se reforçarem antes do início da competição.
Entre os dia 1 e 10 de junho do próximo ano, as equipes classificadas ao Super Mundial poderão se reforçar. Entretanto, essa nova janela de transferências está sujeita à aprovação de cada federação afiliada à Fifa.
O principal argumento utilizado pela entidade máxima do futebol é que as movimentações no mercado possam compensar o desgaste dos times que disputarão o Super Mundial de Clubes.

Além disso, os jogadores participantes não estarão incluídos nas regras que limitam o número de clubes de um atleta por temporada. Outro detalhe é que as 32 equipes não serão obrigadas a liberarem seus jogadores para as seleções durante o Mundial.



