México
Tendência

Diego Cocca é apresentado no México: “Aqui, encontrarão uma seleção que tentará ganhar todos os jogos”

O técnico argentino será o substituto de Tata Martino em um momento de crise do futebol mexicano - das seleções aos clubes

O argentino Diego Cocca deu suas primeiras declarações como novo técnico da seleção mexicana. Prometeu que será um time aberto a todos, que tentará envolver clubes e jogadores mexicanos, desenvolver o talento à disposição e entrará em campo para ganhar todos jogos. Campeão argentino pelo Racing e mexicano pelo Atlas, Cocca foi anunciado como o substituto de Tata Martino depois de passar uma meia hora no comando do Tigres.

Cocca havia sido contratado em novembro do ano passado, depois de um ótimo trabalho à frente do Atlas, mas não resistiu à chance de comandar o México – e o Tigres não pareceu exatamente feliz. “Eu me sinto feliz, orgulhoso e privilegiado de poder ser técnico da seleção nacional do México. Para mim, não é pouca coisa, mas algo muito importante. Não apenas por ser o técnico da seleção, mas por ser o técnico deste país que me deu muita coisa”, disse o treinador que também comandou Santos Laguna e Tijuana e passou pelo Atlas como jogador no fim dos anos noventa.

O México lambe as feridas de uma campanha fraca na Copa do Mundo do Catar, eliminado na fase de grupos depois de sete participações consecutivas nas oitavas de final. A metade final do ciclo sob o comando de Martino pecou em desempenho e a atuação contra a Argentina, na segunda rodada, foi especialmente contestada pela postura excessivamente defensiva e pela ausência de um plano B depois de Lionel Messi abrir o placar com um chute de fora da área.

“Aqui, encontrarão uma seleção que tentará ganhar todos os jogos”, disse, antes de acrescentar em entrevista ao site Mediotempo: “Minha forma de pensar é que devo construir um estilo com os jogadores que tenho, e o talento do jogador mexicano é a técnica, a posse, é jogar bem, e com essa fortaleza armar um time que saiba passar por todos os aspectos do jogo porque o importante é conseguir um resultado. Trabalhei por muitos anos com jogadores mexicanos. Eles têm talento e, com trabalho, melhoraram muito. Tenho fé de poder melhorá-los para que coletivamente melhoremos todos”.

Em um momento de crise do futebol mexicano, com resultados decepcionantes nas seleções masculina e feminina, nas categorias de base e até no âmbito dos clubes, que perderam a hegemonia na Concachampions que vinha sendo sustentada desde 2006, Cocca iniciou o seu trabalho com uma mensagem de união.

“Que todos queiram fazer parte da seleção. Queremos que todos os clubes e jogadores mexicanos sintam que podem fazer parte da seleção, voltar a estar próximos, que se sintam observados, porque a seleção olhará para todos e, quando sentirem isso, terão mais motivação, mais confiança e terão mais cuidados. Tudo isso continuará a explorar as qualidades do jogador mexicano”, completou.

Cocca estreará em março com os últimos jogos da Liga das Nações da Concacaf e entra em campo um pouco pressionado. Com um jogo a menos que os adversários, está em segundo lugar, com quatro pontos. A Jamaica lidera com cinco, e apenas o primeiro colocado avança às semifinais. O primeiro desafio é contra Suriname, fora de casa, antes de receber os jamaicanos.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo