Leste Europeu

Clássico entre Dynamo e Shakhtar foi palco de manifestações políticas intensas

Nos últimos meses, os clássicos entre Dynamo Kiev e Shakhtar Donetsk extrapolaram a rivalidade comum. A crise política e a guerra civil na Ucrânia também deram ao dérbi um senso muito maior de nacionalismo. Algo reforçado no duelo deste domingo, no Estádio Olímpico de Kiev. Por conta do posicionamento de Rinat Akhmetov, magnata dono do Shakhtar, seu clube foi alvo de atentados organizados por radicais da região de Donetsk – e o clube até precisou se mudar para a porção ocidental do território nesta temporada. Já a torcida do Dynamo, mandante do jogo válido pelo Campeonato Ucraniano, também fez questão de reforçar seu apoio ao atual governo do país.

Nas arquibancadas, foram várias bandeiras da Ucrânia levadas pelos torcedores locais. Além disso, também havia algumas da Rússia, que acabaram queimadas durante a partida. E um dos gritos comuns foi o de “Donetsk é Ucrânia”, em resposta aos separatistas que querem entregar o leste do país ao governo russo. Soberania reforçada dentro de campo: o Dynamo venceu o duelo por 1 a 0, gol de Domagoj Vida, ultrapassou o Shakhtar na tabela e assumiu a segunda colocação. Sob o comando do antigo ídolo Sergiy Rebrov, a esperança é de reconquistar o título que não vem desde 2009. Outra maneira de responder a Donetsk.

Abaixo, a festa com sinalizadores feita pelos ultras do Dynamo:

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

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