Leste Europeu

Federação recomenda que Tymoschuk perca títulos vencidos na Ucrânia e seja excluído dos registros da seleção

O ex-capitão e recordista de jogos pela seleção ucraniana trabalha no Zenit São Petersburgo e ainda não condenou a invasão da Rússia que deu início a uma guerra prestes a entrar em sua terceira semana

O Comitê de Ética e Fair Play da Federação Ucraniana recomendou nesta quarta-feira que o ex-jogador Anatoliy Tymoschuk tenha os títulos que conquistou em solo ucraniano cassados, perca a sua licença de treinador e seja excluído dos registros da seleção nacional, da qual ele é o recordista de partidas, por não ter denunciado a invasão da Rússia à Ucrânia que deu início a uma guerra prestes a entrar em sua terceira semana.

Ex-jogador de Shakhtar Donetsk, Zenit e Bayern de Munique, Tymoschuk, com 144 partidas pela seleção ucraniana, é assistente técnico no clube de São Petersburgo, mas, ao contrário de Andriy Voronin, por exemplo, que renunciou ao mesmo cargo no Dynamo Moscou repudiando as ações do presidente Vladimir Putin, Tymoschuk ainda se mantém em silêncio.

Silêncio que não passou despercebido por Ruslan Malinovskyi, meia da Atalanta, que afirmou que Tymoschuk não poderia mais ser considerado uma lenda por não ter se pronunciado contra as ações militares do país onde trabalha. “Seus feitos anteriores foram esquecidos”, disse o jogador de 28 anos. E é justamente o que a Federação Ucraniana está se movimentado para fazer.

“Desde o começo da agressão militar da Rússia contra a Ucrânia, Tymoschuk, ex-capitão da seleção ucraniana, não apenas não fez declarações públicas sobre isso, mas também não parou de cooperar com o clube do agressor”, afirmou o comunicado da Federação Ucraniana. “Em um momento em que outro ex-clube dele, o Bayern de Munique, publica comunicados e toma medidas em apoio à Ucrânia, Tymoschuk continua em silêncio e trabalha para o clube do agressor”.

Segundo o comunicado, ao tomar esta “decisão consciente”, Tymoschuk danifica a imagem do futebol ucraniano e viola cláusulas do Código de Ética e Fair Play da Federação Ucraniana. E por isso, o comitê de ética pede que Tymoschuk “perca as licenças de técnico Pro emitidas pelo Centro de Licenciamento da UAF”, “instrua a administração da federação a pedir que as autoridades públicas retirem todos os prêmios e títulos honorários de Tymoschuk”, “casse todos os títulos de vencedor e a medalha de prata de Tymoschuk nos campeonatos da Ucrânia, Copa da Ucrânia e Supercopa da Ucrânia” e “exclua Tymoschuk do registro oficial de jogadores dos times nacionais da Federação Ucraniana”.

Pelo Shakhtar Donetsk, Tymoschuk foi três vezes campeão da Premier League da Ucrânia e da Copa da Ucrânia e conquistou a Supercopa em 2005. Ele parou de jogar pelo Kairat, do Cazaquistão, em 2016, e é assistente técnico do Zenit desde 2017.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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