Inglaterra

Temporada na Inglaterra começa com título do Leicester sobre o Manchester City na Supercopa

Com um gol de pênalti no final do jogo, o Leicester venceu em Wembley e saiu com a taça da Communitty Shield, pela segunda vez em sua história

O Leicester começou a temporada na Inglaterra com título. Na Supercopa da Inglaterra, a chamada Community Shield por lá, os Foxes venceram o Manchester City por 1 a 0. O gol só veio no final do jogo, em uma cobrança de pênalti. O atual campeão da Copa da Inglaterra venceu o favorito City, ainda muito desfalcado neste início de temporada.

O confronto da Supercopa da Inglaterra reúne os campeões da Premier League e da Copa da Inglaterra. O Leicester, que conquistou a sua primeira Copa da Inglaterra na história na temporada passada, ainda reforçou o elenco com o atacante Patson Daka, ex-Red Bull Salzburg, além de trazer o veterano lateral Ryan Bertrand.

O Manchester City, por sua vez, ainda está sem diversos jogadores do seu elenco, que estavam em disputas de Copa América e alguns da Eurocopa. Os brasileiros Ederson e Gabriel Jesus, por exemplo, ainda não estavam disponíveis. O time estava recheado de jovens e Guardiola montou um ataque titular sem centroavante. Riyad Mahrez, Ferrán Torres e o garoto Samuel Edozie saíram como titulares.

Cole Palmer, outro garoto, começou jogando no meio-campo. Quem também teve chance foi Nathan Aké, zagueiro que chegou na temporada passada, mas não jogou tanto. Benjamin Mendy, lateral esquerdo, foi outro que ganhou minutos. O brasileiro Yan Couto, lateral ex-Coritiba, esteve no banco, mas não entrou em campo. O meio-campista Jack Grealish, grande contratação do clube até aqui, começou no banco.

O Manchester City ainda não é um time pronto, até pelos muitos desfalques. Ainda assim, no primeiro tempo o time conseguiu manter lampejos do seu estilo de jogo. O Leicester, porém, também conseguiu equilibrar o jogo. Mais completo, o time está mais próximo do rendimento que devemos ver na temporada, mais entrosado, e pareceu pronto para ser novamente uma equipe que briga entre os seis primeiros colocados.

Um dos maiores problemas demonstrados pelo City foi a falta de um atacante. O time tem criatividade, troca bem passes, trabalha as jogadas, mas finaliza pouco. Foram seis no primeiro tempo (contra sete do Leicester), mas só uma delas no gol. Quatro chutes foram para fora e um bloqueado. O Leicester acertou o gol de Zack Steffen quatro vezes.

No segundo tempo, o Manchester City conseguiu exercer melhor o seu estilo. Teve mais a bola e viu o Leicester recuar, em parte por estratégia, em parte por ser pressionado para isso. O time azul celeste finalizou mais, seis vezes, mas continuou acertando pouco o alvo, só duas delas. O Leicester, por sua vez, quase não criou chances. Se colocou com as linhas mais recuadas e aproveitou a velocidade.

Se no primeiro tempo houve uma divisão equilibra de posse de bola e ações ofensivas, agora só o City atacava. Os dois times foram se modificando muito. Aos 20 minutos do segundo tempo, Guardiola promoveu a estreia de Jack Grealish, que substituiu o garoto Edozie. O Leicester mudou muito o seu time com quatro alterações de uma vez. Duas mais viriam alguns poucos minutos depois. O City também mexeu mais duas vezes.

Um dos que entrou foi Kelechi Ihreanacho. O atacante, ex-Manchester City, entrou no lugar de Harvey Barnes, que atuou no lado esquerdo do ataque. O lance decisivo aconteceu já na reta final do jogo, quando o empate parecia que levaria a disputa da taça para os pênaltis.

Com 42 minutos do segundo tempo, o Leicester aproveitou em cima de um erro da defesa do Manchester City. Nathan Aké bobeou e perdeu a bola para o atacante Kelechi Iheanacho. O zagueiro deu um carrinho e derrubou o nigeriano. Pênalti marcado pelo árbitro Andre Marriner. Na cobrança, o próprio Iheanacho cobrou firme, forte, no alto e marcou o gol: 1 a 0.

Embora o Manchester City tenha tentado até o final, não foi competente o bastante para realmente levar perigo. Guardiola certamente reforçou a sua ideia de trazer um atacante que possa entregar muitos gols, como Harry Kane, que ele admitiu que quer contratar. Gabriel Jesus pode ser usado como centroavante, mas o técnico catalão parece ter perdido a fé no jogador.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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