Inglaterra

Manchester City tem seu camisa 10: Jack Grealish, que chega do Aston Villa

Em uma transação de £ 100 milhões, Manchester City leva Grealish, um dos melhores meio-campistas da Premier League

A camisa 10 do Manchester City não ficará vaga na próxima temporada. Após a saída de Sergio Agüero, que foi para o Barcelona. O novo dono é a contratação mais cara da história do City: Jack Grealish. O meio-campista foi anunciado depois de dias de especulações e o negócio foi, como era esperado, de £100 milhões. O meia assinou contrato por seis anos e vestirá a camisa 10.

Grealish tem 25 anos e era o capitão do Aston Villa. Tornou-se um jogador fundamental no clube que o formou. Em clubes defendeu também o Notts County por alguns meses, emprestado pelo Villa. O jogador se torna o britânico mais caro da história, acima de Gareth Bale, que custou £ 85 milhões em 2013 para ser contratado pelo Real Madrid. Também supera os £ 89 milhões pagos pelo Manchester United para levar Paul Pogba de volta ao clube, o que torna a transferência de Grealish a mais cara paga por um clube britânico.

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“O City tem o técnico que considero ser o melhor do mundo”

Jack Grealish anunciado pelo Manchester City (divulgação / Manchester City)

“Eu estou incrivelmente feliz em ter chegado ao Manchester City”, disse Grealish em entrevista ao site em entrevista ao site do clube. “O City é o melhor time no país com o técnico que eu considero ser o melhor do mundo. É um sonho que se realiza ser parte deste clube”.

“Nas últimas 10 temporadas, eles ganharam grandes títulos constantemente. Ao vir para cá, Pep os levou ao próximo nível e o futebol que o time joga é o mais empolgante na Europa. Jogar para Pep e aprender com ele será especial e é algo que qualquer jogador de alto nível iria querer”, disse o jogador.

“As instalações são incríveis e honestamente mal posso esperar para começar, conhecer todo mundo e jogar”.

“Nosso estilo e seu estilo são uma combinação perfeita”

“Estamos absolutamente satisfeitos de podermos dar as boas-vindas a Jack Grealish no Manchester City. Ele é um talento incrível. O desenvolvimento de Jack nas últimas temporadas tanto pelo clube quanto pela seleção está claro para todos verem”, afirmou o diretor de futebol do City, Txiki Begiristain.

“Seu talento natural junto com seu comprometimento em melhorar como jogador o fez se tornar um dos mais empolgantes jogadores ofensivos no futebol mundial hoje”, continuou o diretor.

“Eu estou certo que os torcedores irão amar vê-lo no nosso time. Pep ama o modo como ele joga e nós todos sentimos que é um encaixe ideal para o Manchester City. Nosso estilo e seu estilo são uma combinação perfeita. Estou empolgado para assisti-lo nos próximos anos”.

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Formado no Aston Villa e capitão do time

Jack Grealish no Aston Villa (Imago / OneFootball)

Natural de Birmingham, chegou às categorias de base do Aston Villa aos seis anos. Teve seu primeiro grande momento jogando o torneio Uefa NextGen sub-19, em 2013. Aos 16 anos, foi relacionado pela primeira vez para um jogo de Premier League, mas acabou não entrando em campo na derrota parta o Chelsea por 4 a 2 no dia 31 de março de 2012.

Seu empréstimo ao Notts County foi muito importante para o seu desenvolvimento. Foi lá que teve continuidade pela primeira vez, atuando em 39 partidas da League One, a terceira divisão inglesa. Fez cinco gols e voltou ao Aston Villa para terminar a temporada 2013/14.

Sua estreia pelo time principal do Aston Villa foi curiosamente em um jogo contra o City, em 2014. Foi na temporada seguinte que ele se estabeleceu como um jogador importante do elenco. Ainda reserva, fez 17 jogos na Premier League e esteve no time que chegou à final da Copa da Inglaterra, jogando em todas as partidas. Seu desempenho em um jogo contra o Liverpool, na semifinal, chamou a atenção. Conquistaria o prêmio de melhor jogador jovem da liga naquele ano, aos 19 anos.

Uma lesão o fez perder uma parte importante da temporada seguinte, 2015/16, quando o time acabou rebaixado à segunda divisão. Em 2018/19, foi fundamental na campanha do acesso do clube e foi quando se tornou capitão da equipe, em março de 2019.

Desde a subida para a Premier League, ele tem sido um dos melhores jogadores da sua posição e virou uma presença constante na seleção inglesa. Esteve na Euro 2020 com os Three Lions e era um pedido constante dos torcedores para entrar nos jogos. Na vitória sobre a Alemanha, nas oitavas de final, ele foi crucial ao ser decisivo.

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Função no Manchester City

Na temporada 2020/21, Grealish foi usado frequentemente como ponta esquerdo, embora fosse mais um meia que joga aberto do que propriamente um ponta. Foram 19 partidas assim. Também pode atuar como meia ofensivo centralizado, posição que atuou oito partidas. Considerando toda a sua carreira, ele foi mais um meia centralizado do que um ponta.

Pep Guardiola planeja usar Grealish como um meio-campista, provavelmente em um sistema 4-3-3. Foi a posição que Ilkay Gündogan atuou em boa parte dos jogos do City na temporada. O City está disposto a negociar Bernardo Silva, o que abre mais espaço no elenco para que Grealish seja mais utilizado. O português chegou a atuar também nessa posição.

Há uma expectativa muito grande em relação ao rendimento do jogador. Ele se tornou uma estrela e é um inglês, afinal de contas, o que torna a empolgação dos torcedores – e da imprensa – muito maiores. Se ele se encaixar no esquema de Guaridola, e nada indica o contrário disso, deve ser um reforço importante na equipe.

Os torcedores ainda esperam pela possível chegada de Harry Kane, que custaria ainda mais que Grealish. Por isso, é possível que vejamos ao menos um ou dois jogadores do City serem negociados para financiar a possibilidade de mais reforços. Isso sem falar em Lionel Messi livre no mercado, algo que mexe com todo o mundo do futebol, embora pareça improvável, agora, que Messi vá para o Estádio Etihad jogar pelo City. Neste futebol que vivemos, porém, é bom não descartar nada.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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