Inglaterra

Sunderland doará £ 1 de cada ingresso da reestreia de Defoe à fundação de garotinho com quem o jogador teve uma forte amizade

Bradley Lowery, 6 anos, morreu de um raro tipo de câncer em 2017, após uma longa batalha em que contou com o apoio e a amizade de Jermaine Defoe

Jermaine Defoe retornou ao Sunderland para tentar o acesso na terceira divisão. A passagem anterior, entre 2015 e 2017, não foi um sucesso esportivo, com o rebaixamento na Premier League, mas ainda especial para o veterano, que construiu uma relação muito próxima com o garotinho Bradley Lowery, que morreu aos seis anos de um raro tipo de câncer chamado neuroblastoma. Nesta quarta-feira, o clube anunciou que doará £ 1 de cada ingresso vendido para a reestreia de Defoe, no próximo sábado, para a fundação que leva o nome do menino e arrecada dinheiro para ajudar outras famílias que precisam bancar tratamentos caros.

Bradley foi diagnosticado com a doença em 2013 e ficou muito feliz quando, dois anos depois, seu jogador favorito acertou com o clube do seu coração. A visibilidade de ser xodó e mascote do Sunderland ajudou a arrecadar fundos para o seu tratamento, e a amizade construída entre ele e Defoe foi uma das mais bonitas.

O garotinho entrou em campo de mãos dadas com seu ídolo várias vezes, incluindo em Wembley, antes de um jogo da seleção inglesa contra a Lituânia que contou com um gol de Defoe, o seu último pelo time nacional. Defoe também dormiu abraçado com Bradley em sua cama de hospital e esteve presente em sua festinha de aniversário, também no hospital.

Em maio de 2017, alguns meses antes de falecer, Bradley, apesar de “estar sentindo muita dor”, segundo sua mãe, insistiu para ir ao estádio no último jogo de Jermaine Defoe no Stadium of Light – até aquele momento. Com o rebaixamento, Defoe acabou retornando ao Bournemouth, e o garotinho não podia perder a chance de entrar em campo uma última vez ao lado do seu ídolo, que o carregou nos braços, sob as palmas de torcedores dos dois times e diante de uma bandeirão que dizia “Há apenas um Bradley Lowery”.

Defoe e Bradley em Wembley (Foto: Getty Images)

Quando Bradley se foi, em julho de 2017, Defoe compareceu ao funeral, saiu chorando e publicou uma linda mensagem em que agradecia a Deus por ter conhecido o garotinho, que chamou de seu melhor amigo:

“Eu nunca vou esquecer a maneira como você olhou para mim quando nos conhecemos pela primeira vez, o amor genuíno naqueles olhos doces. Estou realmente tendo dificuldades para encontrar as palavras para expressar o que você significa para mim. O jeito como você dizia meu nome, seus pequenos sorrisos quando as câmeras apareciam, como se fosse uma super-estrela, e o  amor que eu sentia quando estava com você. Sua coragem e bravura continuarão a me inspirar pelo resto da vida. Você nunca vai saber a diferença que fez para mim, como pessoa. Que Deus o tenha em seus braços e vou sempre carregá-lo em meu coração. Durma bem, pequenininho. Meu melhor amigo”.

Foi bacana a lembrança dessa relação tão especial agora que Defoe voltará a subir ao gramado do Stadium of Light, sem a companhia do seu amiguinho, para enfrentar o Doncaster Rovers no próximo sábado. É o terceiro colocado da League One, na briga por acesso direto ou pelo menos vaga nos playoffs.

“Fala, galera, estou de volta”, disse Defoe, em uma mensagem por vídeo. “Obrigado pela incrível recepção, tem sido ótima. E ainda mais especial, para cada ingresso vendido, uma libra será doada para a Fundação Bradley Lowery, e todos vocês sabem o que isso significa para mim e para minha família. A galera na fundação faz um trabalho incrível, a Gemma (mãe de Bradley) está fazendo um trabalho incrível. Qualquer coisa ajuda, então garanta seu ingresso e nos vemos no sábado”.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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