Inglaterra

Manchester United tem prejuízo de £ 92,2 milhões na temporada 2020/21

Em um ano de pandemia e com perdas de receita, clube teve prejuízo importante; folha salarial do aumentou 13,6%, mas a dívida líquida caiu

O Manchester United sofreu um prejuízo líquido de £ 92,2 milhões (€ 108 milhões, de acordo com o câmbio atual) no ano fiscal 2020/21. A temporada foi marcada pela pandemia da COVID-19, a mais grave enfrentada no planeta em um século. O ano fiscal se encerrou em junho de 2021 e o prejuízo foi cerca de £ 60 milhões maior do que no ano anterior. O vice-presidente e principal executivo do clube, Ed Woodward, descreveu o período como “o mais desafiador da história do clube”.

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Na temporada anterior, 2019/20, as receitas do clube caíram de £ 627,1 milhões para £ 509 milhões. O resultado, porém, só incorporou três meses da pandemia, já que os maiores impactos começaram a ser sentidos em março. O ano fiscal se encerra em junho. Para 2020/21, as receitas caíram ainda mais, para £ 494,1 milhões, depois de uma temporada inteira jogada na pandemia. Todas as 33 partidas que o clube fez em casa foram com portões fechados, em todas as competições.

Apesar disso, a dívida líquida do clube foi reduzida de £ 471,1 milhões para £ 419,5 milhões, principalmente pelo aumento do dinheiro vindo da receita de carnês de temporada e por taxas de câmbio favoráveis. A expectativa pela nova temporada, com público, fez com que os últimos meses do exercício de 2020/21 tivesse um aumento de receita que ajudou a melhorar a situação de um ano difícil.

Segundo o Guardian, grande parte do aumento do prejuízo teve a ver com impostos. Houve um aumento do imposto corporativo do Reino Unido comparado ao imposto dos Estados Unidos – onde ficam os donos e sua empresa gestora do clube. Esse aumento representa £ 66,6 milhões. No ano fiscal anterior, que se encerrou em junho de 2020, o prejuízo líquido do United tinha sido de £ 23,2 milhões.

A folha de pagamentos do United cresceu 13,6%, chegando a £ 322,6 milhões. Os jogadores se beneficiaram da classificação à Champions League. Além disso, em agosto o clube garantiu o pagamento de todos os funcionários – fora do elenco também, é bom dizer – um valor de aumento acima do salário-mínimo do Reino Unido.

Ed Woordward: “Estamos mais confiantes que nunca que estamos no caminho certo”

“Foi um começo empolgante de temporada em Old Trafford, com estádio em capacidade máxima pela primeira vez em 18 meses. Estamos muito satisfeitos com a volta de Cristiano Ronaldo ao clube, junto com a chegada de Raphaël Varane, Jadon Sancho e Tom Heaton, que reforçam o progresso que o nosso time está fazendo com Ole”, disse Ed Woodward em comunicado aos investidores.

“Isso se tornou possível pela força do nosso modelo operacional, com investimento sustentável no time sustentado por receitas comerciais robustas. Todos associados ao Manchester United podem ficar orgulhosos da resiliência que mostramos pelos desafios criados pela pandemia e estamos ansiosos pelo resto da temporada e além disso com um grande otimismo”, escreveu ainda o executivo.

Aos investidores, Woodward ainda garantiu que o clube continuará investindo no elenco e nas categorias de base do clube, com objetivo de conquistar títulos sob o comando de Ole Gunnar Solskjaer. O treinador teve o seu contrato renovado em julho, um sinal de confiança no ex-jogador.

“Temos sido claros na nossa estratégia de construir um elenco com uma mistura das contratações do mais alto nível e talento formado em casa, formando um equilíbrio de juventude de experiência, com o objetivo de vencer troféus e jogar um futebol ofensivo do modo do Manchester United”, afirmou Woodward.

“Como parte disso, continuamos fortalecendo nossos processos de recrutamento e observação e também aumentamos nosso investimento nas categorias de base para garantir que o sucesso seja sustentável. Enquanto a formação do elenco é um processo constante, estamos mais confianças do que nunca que estamos no caminho certo”.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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