Inglaterra

R$ 700 milhões: O valor ‘pesado’ que o United terá de pagar por nova cara da Inglaterra

Pedida astronômica impõe barreira pesada ao interesse dos Red Devils em reforçar o meio-campo com talento em ascensão

Elliot Anderson vive o melhor momento da carreira no Nottingham Forest e isso tem despertado a atenção de clubes importantes da Premier League. O Manchester United observa o jogador de perto, assim como o Newcastle, que o negociou há duas temporadas por 41 milhões de euros.

O desempenho de destaque pelos Tricky Trees, tanto na Premier League quanto na Liga Europa, valorizou ainda mais o meio-campista de 23 anos, que já soma seis jogos pela seleção inglesa.

Segundo o jornal britânico “The Telegraph”, Evangelos Marinakis, dono do Forest, fixou o preço para negociar o camisa 8: 100 milhões de libras — cerca de R$ 700 milhões na cotação atual.

O magnata grego deixou claro que não está disposto a perder um dos principais ativos do clube, e uma saída em janeiro — como frisa a publicação britânica — está totalmente descartada.

Caso a negociação aconteça, Anderson pode se tornar o terceiro futebolista inglês a ser negociado por 100 milhões de libras ou mais, juntando-se a Jack Grealish, comprado pelo Manchester City junto ao Aston Villa, e a Declan Rice, contratado pelo Arsenal junto ao West Ham.

Como ‘queridinho’ de Tuchel pode agregar ao Manchester United?

Elliot Anderson em ação pela seleção inglesa
Elliot Anderson em ação pela seleção inglesa (Foto: Imago)

A evolução de Elliot Anderson na seleção inglesa revelou um meio-campista versátil e confiável — exatamente o tipo de perfil que pode elevar o nível do Manchester United de Ruben Amorim.

Sob influência de Thomas Tuchel, que o enxerga como um “8”, mas o utilizou também como “6” após a lesão de Adam Wharton, o jogador ganhou repertório para atuar em diferentes alturas do meio-campo, oferecendo ao United uma peça capaz de estabilizar fases de construção e circulação.

Seu período como primeiro volante mostrou que Anderson possui mais do que técnica: ele sabe receber sob pressão, acelerar passes e comandar a saída de bola — virtudes fundamentais para o modelo de Amorim, que exige clareza nas decisões e agressividade com a bola

Defensivamente, o jovem do Forest agrega pela inteligência. Ele fecha linhas com disciplina, antecipa bem e tem leitura apurada para cobrir laterais ou proteger a área. Não é o típico “cão de guarda”, mas compensa com entendimento coletivo — um aspecto que o United carece em jogos de maior exigência, quando o controle da zona central costuma escapar.

A versatilidade de Anderson, somada à maturidade demonstrada na seleção, permite que Amorim — caso o receba nos Red Devils — adapte estruturas sem comprometer intensidade. Para um United ainda em reconstrução, ele representa um meio-campista moderno, moldável e imediatamente útil — exatamente o que o projeto demanda.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo