Copa da Liga Inglesa

Everton escapou do vexame, mas ainda teve uma atuação assustadora

Em outros campos, o Chelsea despachou o Wimbledon com um time cheio de garotos, e o Burnley venceu o duelo Premier League contra o Nottingham Forest

Parecia que o Everton seria eliminado na segunda rodada da Copa da Liga Inglesa pelo Doncaster Rovers, o 18º colocado da última temporada da quarta divisão. Às vezes zebras acontecem mesmo, mas o pior é que estava merecendo perder porque o adversário era melhor. E pior ainda é que havia escalado a maioria dos seus principais jogadores. Se sua atuação ainda foi assustadora pensando no que pretende fazer nos próximos meses, pelo menos escapou do vexame e conseguiu a virada por 2 a 1, com uma ótima atuação do novo reforço Beto.

Em outros campos da ilha, o Chelsea virou contra o Wimbledon, também por 2 a 1, com um pouco mais de tranquilidade, e o Burnley derrotou o Nottingham Forest fora de casa pelo placar mínimo, no duelo do dia entre equipes da Premier League. O Blackburn não teve piedade do Harrogate da quarta divisão e aplicou 8 a 0.

Beto tem estreia promissora

Não é que Sean Dyche não poupou ninguém, mas repetiu sete titulares que perderam do Wolverhampton no fim de semana, e as maiores mudanças foram na linha de defesa, com Ben Godfrey, Michael Keane e Vitaliy Mytolenko – que são jogadores experientes. Chermiti começou no comando de ataque ao lado de Arnaut Danjuma, mas não impressionou tanto quanto Beto, atacante português trazido pela Udinese na última terça-feira.

Antes, porém, o Everton levou um baile do Doncaster Rovers. O primeiro tempo foi complicado: nove finalizações dos donos da casa contra apenas duas do time da Premier League, que nem chegaram a levar muito perigo. Parecia haver certa desatenção porque Thomas Rowe fez duas vezes a mesma jogada, aparecendo na entrada da área para completar um cruzamento rasteiro da direita, e em ambas levou muito perigo.

A ponderação a favor do Everton é que o gol que abriu o placar foi claramente em posição de impedimento. Rowe cruzou fechado para Joe Ironside desviar de cabeça. Sem VAR, o gol foi confirmado. Sean Dyche deve ter dado uma bronca daquelas, mas o Everton não voltou muito melhor e novamente concedeu uma chance em um escanteio curto, mas Pickford negou George Broadbent. A defesa azul, pouco depois, teve que trabalhar para bloquear uma finalização da área.

Dyche lançou Beto, Ashley Young e Idrissa Gueye no intervalo e colheu os frutos. Demorou um pouco. Aos 28 minutos, o português ganhou na velocidade e na força da marcação para encontrar o lançamento preciso de Doucouré. Tocou de biquinho na saída do goleiro Ian Lawlor e empatou. O empate energizou o Everton que até pode lamentar certa falta de sorte porque acertou a trave duas vezes em sequência, com Beto se antecipando na área e Danjuma batendo colocado no travessão.

Aos 43 minutos, Danjuma recebeu o passe de Nael Maupay pela esquerda da entrada da área, abriu para a perna direita e bateu rasteiro para deixar o torcedor do Everton mais aliviado.

Chelsea também suou um pouquinho

O Chelsea está apostando em um projeto jovem, então imagina quando Mauricio Pochettino escala reservas? Bashir Humphreys, 20, fez apenas seu segundo jogo, na lateral direita, e o centroavante Mason Burstow, o terceiro. Lesley Ugochukwu estreou como titular, Ian Maatsen, destaque do Burnley na Championship, foi escalado como meia-ofensivo e Diego Moreira atuou pela primeira vez pelo time principal. Os nomes mais famosos em campo eram os do zagueiro Axel Disasi, o também jovem Levi Colwill, que disputou a última campanha emprestado ao Brighton, e Conor Gallagher, não por acaso, o capitão, aos 23 anos.

Aos 15 minutos, Robert Sánchez saiu estabanado do gol e cometeu pênalti em Harry Pell. James Tilley cobrou para abrir o placar. O Chelsea empatou também da marca do cal, após grande jogada de Nodi Madueke invadindo a área pela direita. O próprio converteu, ainda no final do primeiro tempo. Pochettino tirou Nico Jackson do banco no intervalo e depois introduziu Enzo Fernández e Malo Gusto. O impacto foi imediato. Alex Bass saiu da área para dividir um lançamento com Maatsen, e Enzo, sete minutos depois de entrar, ficou com a sobra. De fora da área, bateu com precisão para dar ao Chelsea a vitória.

Burnley avança

O Burnley teve 60% de posse de bola, como gosta o seu técnico Vincent Kompany, mas não havia exigido uma defesa de Matt Turner até os 45 minutos do segundo tempo. Mas, do outro lado, o Nottingham Forest não acertou uma finalização o jogo inteiro, então, havia um impasse. Ele foi quebrado por Zeki Amdouni, que matou um toque de cabeça de Josh Brownhill no meio da área, ajeitou com a cabeça e mandou para dentro. Foi o primeiro gol do centroavante suíço que se destacou pelo Basel com a camisa dos Clarets.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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