Inglaterra

Todos contra o City? Rivais se unem para provar que Citizens quebraram regras da Premier League

Equipe de Manchester entrou na Justiça contra modelo de regras de patrocínio da Liga Inglesa

A situação envolvendo o Manchester City em relação à quebra das regras de fair-play financeiro da Premier League ganhou mais um episódio nesta quinta-feira (6).

Manchester United, Arsenal, Fulham, Wolverhampton, Brighton e Tottenham reuniram provas o suficiente para incriminar a equipe treinada por Guardiola, e vão apresentar os dados e informações à comissão independente da liga inglesa. As informações são do Daily Mail.

Caso seja confirmada a violação nas regras, o City pode sofrer sanções pesadas, como multa, perda de pontos, e até mesmo o banimento do clube da Premier League.

Punições a outros clubes da Premier League geraram revolta

Recentemente, o Nottingham Forest e o Everton foram punidos, mais de uma vez, pela quebra das normas de fair-play financeiro da Premier League. 

O time de Liverpool sofreu uma punição de dez pontos, conseguiu recorrer e teve sua primeira pena reduzida para seis. Em seguida, sofreu nova sanção, desta vez, de dois pontos, oito no total.

Já o Nottingham Forest sofreu a perda de quatro pontos, e abdicou do direito de recorrer da decisão da Premier League após conseguir manter-se na elite do futebol inglês.

A velocidade da decisão nesses casos causou revolta e indignação por parte dos torcedores, e questionamentos sobre os fundamentos das investigações envolvendo o City.

Em fevereiro de 2023, a Premier League acusou os Citizens de quebrar cerca de 115 regras relacionadas ao teto de gastos da liga, após uma investigação que durou quatro anos.

O período investigado parte de 2008, ano em que o clube foi comprado por parte do Abu Dhabi United Group, e vai até 2018. Nesta época, o City venceu seis títulos, incluindo três edições do Campeonato Inglês.

Quase um ano e meio depois da denúncia, nada foi divulgado concretamente, em um processo que tende a ser longo e pode ter proporções ainda maiores.

Acusações contra o City poderia se tornar um problema diplomático

As investigações envolvendo as 115 violações das regras de fair-play financeiro por parte do Manchester City se tornou algo muito maior.

Segundo informações do jornal The Athletic, o governo do Reino Unido admitiu que sua embaixada em Abu Dhabi, e seu departamento de relações exteriores, discutiram sobre a quebra das normas financeiras do Manchester City.

No entanto, recusam a divulgar a correspondência dos fatos, pois isso poderia afetar a relação dos britânicos com os Emirados Árabes Unidos.

Richard Masters, chefe executivo da Premier League, confirmou no mês de janeiro que uma audiência para tratar das acusações deve acontecer no outono britânico (entre setembro e novembro de 2024). A expectativa é de uma grande disputa nos tribunais, que deve terminar apenas no meio de 2025.

Manchester City abre processo contra a Premier League

Para aumentar ainda mais a tensão entre as partes, o Manchester City abriu nova frente de conflito junto à Premier League, contra questões que vão desde as regras de patrocínio, até as decisões da elite do futebol inglês.

A ação na Justiça movida pelos Citizens se concentra nas regras sobre transação entre as partes associadas (APT). Tais normas dizem respeito sobre como os clubes conduzem seus acordos de patrocínio, ou receitas relacionadas à sua propriedade.

A compra do Newcastle em 2021 por parte do Fundo de Investimentos da Arábia Saudita, em 2021, abriu precedente para que os clubes da Premier League votassem para regras de aquisição mais rígidas.

O objetivo era evitar a inflação dos acordos de patrocínio ligados aos donos dos clubes. O Manchester City enviou um documento no qual afirma sofrer discriminação, e que as regras aprovadas recentemente tem como principal fundamento, prejudicar o sucesso do clube.

A receita gerada pelo clube inglês na temporada 2022/2023 (último ano divulgado) foi de 712,8 milhões de libras (aproximadamente R$ 4,8 bilhões de reais). Sendo que metade deste montante veio da área comercial, um aumento de 50% neste tipo de receita nos últimos seis anos.

O presidente do City, Khaldoon al-Mubarak, afirmou que as regras implementadas farão a liga inglesa ser menos competitiva no futuro.

— A Premier League chegou onde está hoje por ser a liga mais competitiva do mundo. Espero que haja mais sensibilidade sobre regulamentações. Há muitas restrições sobre trocas e empréstimos (de jogadores) — afirmou o mandatário do City aos canais oficiais do clube.

Foto de Lucas de Souza

Lucas de Souza

Lucas de Souza é jornalista formado pela Universidade São Judas em São Paulo. Possui especialização em Marketing Digital pela Digital House, e passagens pelos sites Futebol na Veia e Futebol Interior.
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