Libertadores Feminina

Torcida colombiana abraça Palmeiras, mas aplaude Corinthians por espetáculo na final da Libertadores Feminina

Palmeiras e Corinthians provam que o futebol feminino brasileiro é potência na América do Sul também nas arquibancadas

A cada toque na bola na final da Libertadores Feminina, se ouvia frases de incentivo ao Palmeiras vindas das arquibancadas. Ao mesmo tempo, alguns gritos de “vai, Corinthians!” também surgiam – nada tímidos -, ainda que a maioria no Estádio Olímpico Pascual Guerrero estivesse a favor das Palestrinas. 

No fim da partida, já com a equipe alvinegra consagrada tetracampeã, a torcida colombiana poupou as reclamações com a arbitragem – muito presentes ao longo dos 90 minutos – e permitiu que o Timão levantasse a taça sob aplausos.

– Foi um espetáculo maravilhoso. Mesmo com a derrota do Palmeiras, esse jogo provou que o futebol feminino na América do Sul tem tudo para ser incrível mesmo – disse Giovani, torcedor do Atlético Nacional que permaneceu no estádio após a disputa do 3º lugar para acompanhar à final.

– O Palmeiras mostrou um estilo de jogo muito ofensivo, com muitos gols, e isso deixou a torcida daqui (colombiana) encantada, mas o Corinthians mereceu muito levar esse título – explicou Giovani.

Brabas cativam jogadoras mirins na Colômbia

Quando a árbitra paraguaia Zulma Quiñonez apitou pela última vez no Dérbi da Libertadores Feminina, a mais de 6 mil km da capital paulista, um grupo de meninas “colou na grade” imediatamente. Elas tentavam chamar a atenção principalmente de Millene, Lelê e Luana, mas queriam tirar uma casquinha de todas as Brabas. 

Meninas que fizeram parte de ação de uma patrocinadora da final, ficaram no estádio até o fechamento para poder acompanhar a premiação do Corinthians (Foto: Livia Camillo/Trivela)

– É uma experiência muito bonita para as meninas, porque é um evento que encanta essa nova geração. Minha filha está iniciando no futebol, assim como as outras crianças que entraram no campo para a abertura da final, e  isso contribui para que elas entendam o que representa o futebol feminino. Estamos muito felizes que nossas filhas possam ter presenciado esse espetáculo – disse Adriana Colo, mãe de Luciana, de 9 anos, que deseja se profissionalizar no futuro. 

– A Luciana está apaixonada pelas jogadoras do Corinthians. Ela está animada demais, com os olhos brilhando – acrescentou. 

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Pai e filho matam um pouco da saudade do Brasil (e do Corinthians)

Enquanto as comemorações rolavam dentro do gramado, pai e filho se abraçavam na arquibancada e matavam um pouquinho da saudade do Brasil. Há cerca de um ano,  Alexandre Martins se mudou para Cali com a mulher e o filho, Gael, por conta de seu trabalho. 

Alexandre e Gael, pai e filho, na final da Libertadores Feminina (Foto: Livia Camillo/Trivela)

Não foi fácil para o corintiano de Americana, cidade no interior de São Paulo, ficar tão longe do seu time do coração. No entanto, a paixão que ele divide com o menino – ainda mais fanático que ele – teve um capítulo muito feliz na noite do último sábado (21), quando os dois puderam soltar o grito de “é campeão” juntos. 

– É uma emoção sem tamanho. Nunca pensei que pudesse viver algo assim, justamente aqui em Cali. E o pequeno pôde ver o Corinthians ser campeão mais uma vez da Libertadores – contou o pai, com um sorriso largo. 

– Eu sinto uma diferença muito grande da Colômbia para o Brasil, em termos de torcida para o futebol feminino. Quando o time joga, os torcedores vão acompanhar, sabe? Por exemplo, foi o que aconteceu com o Atlético Nacional hoje (no jogo contra o Internacional). Eu fico muito feliz de poder trazer o meu filho para acompanhar o futebol feminino, onde quer que seja. Para a gente não tem distinção, é Corinthians.

Foto de Livia Camillo

Livia CamilloSetorista

Formada em jornalismo pelo Centro Universitário FIAM-FAAM, escreve sobre futebol há cinco anos e também fala sobre games e cultura pop por aí. Antes, passou por Terra, UOL, Riot Games Brasil e por agências de assessoria de imprensa e criação de conteúdo online.

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