Futebol feminino

Zagueira dá depoimento na justiça e Jenni Hermoso ganha nova aliada em caso contra Rubiales

Laia Codina, zagueira do Arsenal e da seleção espanhola, confirma versão de Hermoso sobre beijo forçado do ex-presidente da Federação Espanhola de Futebol na atacante

Jenni Hermoso ganhou mais uma aliada na batalha judicial contra Luis Rubiales. Nesta sexta-feira (1), Laia Codina, zagueira do Arsenal e companheira de Hermoso na seleção, respaldou a versão da amiga, confirmando que o beijo na boca dado pelo então presidente da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF) na atacante não foi consensual. Vale lembrar que a lamentável cena ocorreu durante a final da Copa do Mundo Feminina, vencida pela Espanha, em Sydney, na Austrália.

Laia Codina testemunhou a favor de Jenni Hermoso por videoconferência. A defensora deu seu depoimento perante o juiz do Tribunal Nacional, que investiga Rubiales por agressão e coerção sexual, além de três outros membros da equipe do agora ex-presidente (que estavam à frente da federação) por supostamente pressionarem Hermoso e seu staff a retirarem a acusação e minimizarem o beijo forçado.

De acordo com a agência espanhola de notícias “EFE”, Laia confirmou a versão que Jenni Hermoso forneceu ao Ministério Público em setembro. Na ocasião, a atacante informou que o beijo que Luis Rubiales lhe deu não foi consensual, o que configura a ação como crime de agressão e coerção sexual, como citado acima.

A zagueira do Arsenal pontuou que Hermoso não queria e não gostou da ação forçada de Rubiales durante a cerimônia de entrega de medalhas, após a vitória da seleção espanhola na Copa do Mundo Feminina, no dia 20 de agosto. Ela ainda relatou como foram os momentos no vestiário, depois do título, quando a atacante teve de se retirar para conversar com o então mandatário.

Laia Codina expõe pressão sofrida por Hermoso nos bastidores

Na conclusão de seu depoimento perante o juiz, Laia Codina deu detalhes da pressão que Jenni Hermoso teria sofrido durante viagem para Ibiza, quando as jogadoras espanholas se reuniram após a histórica conquista. O diretor da seleção masculina, Albert Luque, e o diretor de marketing da Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Rubén Rivera, são os acusados. Além da dupla e de Rubiales, o quarto réu no caso em questão é o ex-técnico da seleção feminina Jorge Vilda.

Laia foi a quarta jogadora a apoiar a versão de Jenni Hermoso perante à justiça. Anteriormente, Alexia Putellas, Irene Paredes e Misa Rodríguez iniciaram o movimento de defesa da companheira. Hermoso é a próxima a falar. No próximo dia 2 de janeiro, a atacante será convocada para depor no Tribunal Nacional.

Alexia Putellas, Jenni Hermoso e Laia Codina com o troféu da Copa do Mundo Feminina (Foto: Icon Sport)

Rubiales acumula derrotas após crime contra Hermoso

Luis Rubiales não passou impune pelo beijo forçado em Jenni Hermoso. Pelo contrário. Em novembro, o Tribunal Arbitral do Desporto espanhol (TAD) suspendeu o ex-presidente da Real Federação Espanhola de Futebol de qualquer atividade relacionada ao esporte durante três anos. O mandatário também foi penalizado pelos gestos obscenos que efetuou durante a celebração do título espanhol na Copa do Mundo Feminina. Cada um dos papelões lhe ‘renderam' um ano e meio de sanção.

Antes disso, no final de outubro, a FIFA baniu Rubiales por três anos do futebol. Segundo a entidade, o ex-presidente cometeu uma violação do artigo 13 do Código Disciplinar da entidade, relacionado a “comportamento ofensivo e violações dos princípios do fair play”.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme Calvano

Apaixonado por futebol, uniu o amor pelo esporte mais popular do mundo ao jornalismo. Carioca da gema e grande entusiasta da Premier League, cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na música, vai de Post Malone a Armandinho. Eclético assim como na área técnica. Afinal, Guardiola e Mourinho são suas referências.
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