Por que clubes europeus se abrem à possibilidade de aumentar número de substituições?
Alternativa é comentada em reunião com times gigantes do continente na Itália
Os principais clubes de futebol da Europa, que incluem Barcelona, PSG, Internazionale, Manchester City, Manchester United, Liverpool, Arsenal e Forest, se reuniram em uma assembleia em Roma, na Itália, e discutiram formas de melhorar o nível do esporte no Velho Continente.
Um dos assuntos abordados — e que sequer estava em pauta, segundo a “BBC Sport” — foi a possibilidade de aumentar a quantidade de substituições possíveis por jogo para seis.
Atualmente, é permitido aos clubes realizar até cinco alterações por partida. O tema, ainda tratado de forma informal, também engloba a viabilidade de aumentar a lista de atletas inscritos na Premier League e em LaLiga, por exemplo, para 28 jogadores. Em ambos os torneios, o limite é 25.
Mudança visa reduzir impacto aos atletas na Europa
De acordo com a apuração da “BBC”, o objetivo das eventuais mudanças é diminuir a carga de trabalho dos jogadores diante de críticas ao calendário e até ameaças de greve por parte dos atletas.
Ainda assim, o jornal apurou que Associação de Jogadores de Futebol Profissional da Inglaterra (PFA, na sigla em inglês) não está convencida de que ter 28 inscritos ajudaria a melhorar a situação da classe, visto que não reduziria a quantidade de viagens ou a fadiga mental, que independe de eles irem a campo ou não.
A Federação Internacional de Jogadores Profissionais (FifPro) divulgou um relatório sobre o assunto no mês passado, e ressaltou os impactos que isso tem aos atletas.
— Mesmo que o jogador não jogue nenhum minuto, ele ainda tem que estar fisicamente presente e participar da preparação do time, se preparar mentalmente, muitas vezes longe de casa e em viagens internacionais — dizia o texto.
Essa discussão não deve interferir na realidade do Brasileirão. Cada clube da competição pode inscrever até 50 nomes, com o mínimo de 35. A quantidade de substituições, no entanto, pode causar mudança no País.

A International Football Association Board (Ifab) é responsável por determinar as leis do futebol e permitiu as cinco substituições em 2020 devido à pandemia da Covid-19. À época, em caráter emergencial.
Cerca de um ano depois, deixou a critério de cada federação nacional decidir se seria adotado três ou cinco alterações. A segunda opção se difundiu ao redor do mundo, e foi a escolhida inclusive no Brasil.
Há ainda uma substituição extra que pode ser feita caso um jogador saia do gramado com suspeita de lesão na cabeça.
Qualquer possível mudança na regra deve partir da Ifab.



