Europa

Como o Chelsea teve uma derrota praticamente injusta para um PSG ‘quebrado’

Placar de 5 a 2 pode mostrar domínio enganoso dos parisienses, enquanto ingleses tiveram muitas chances de vencer

O PSG venceu o Chelsea nesta quarta-feira (11), no Parc des Princes, por 5 a 2, em partida válida pelo jogo de ida das oitavas de final da Champions League. Com o resultado, leva grande vantagem para o jogo da volta, em Londres.

Entre os brasileiros possíveis para o confronto, apenas dois começaram como titulares: João Pedro pelo lado dos Blues e Marquinhos pelos franceses. Andrey Santos e Lucas Beraldo estiveram no banco, enquanto Estêvão, lesionado, ficou de fora.

PSG domina a bola, mas sofre com desatenção

A equipe de Luis Enrique teve mais posse de bola em toda a partida e, no mapa de momento de ataque, claramente foi a equipe que mais rondou a área adversária. Mas sofreu com sua própria desatenção.

Os problemas defensivos do PSG não são recentes. Em toda a temporada a equipe tem sofrido com lesões e queda de rendimento individual, como da própria dupla de zagueiros, Marquinhos e William Pacho.

Contra o Chelsea especificamente, a desatenção rendeu dois gols e outros dois lances claros que poderiam resultar em um resultado maior para os ingleses. No início do jogo, João Pedro triscou a chuteira na bola em um cruzamento vindo da direita que, se tivesse pegado firme, abriria o placar.

Luis Enrique em PSG x Chelsea
Luis Enrique em PSG x Chelsea (Foto: Baptiste Fernandez/Icon Sport)

O lado esquerdo foi o que mais deixou a desejar na defesa parisiense, principalmente em inversões. Foi assim, inclusive, que Malo Gusto marcou o gol de empate: com o ataque na esquerda do Chelsea, Nuno Mendes fechou muito para o meio e liberou espaço em suas costas. Uma inversão encontrou Malo Gusto livre para finalizar.

O domínio da posse e da criação no último terço até deu resultado. As trocas de posição do trio de ataque, Desiré Doué, Ousmane Dembélé e Bradley Barcola, bem como a liberdade para descer para o meio, abriu espaços na defesa dos Blues. O gol saiu, inclusive, da falha dos zagueiros em acompanharem Barcola, que recebeu livre no meio da área após cruzamento para abrir o placar.

O segundo gol parisiense, inclusive, veio em um contra-ataque incrível de Dembélé, que foi encontrado para uma situação de um contra um ainda no círculo central e carregou até finalizar, com extrema ambidestria. Mas só saiu depois de uma chance clara do Chelsea novamente pelo lado direito: Cole Palmer recebeu livre na área em cruzamento, mas Matvey Safonov defendeu e gerou a transição.

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Chelsea tem resultado quase injusto

João Pedro marcou um impedido e ficou no quase em outro lance
João Pedro marcou um impedido e ficou no quase em outro lance (Foto: PA Images/Icon Sports)

Na segunda etapa o ritmo seguiu parecido, apesar do PSG não ter mais tanto perigo assim. Em todo jogo, foram quatro grandes chances para o Chelsea e 1,53 gol esperado (xG) contra apenas 0,67 xG dos parisienses.

As falhas no lado esquerdo do PSG seguiram e foi assim que saiu o gol de empate londrino: um erro de Doué rendeu uma roubada de bola de Pedro Neto que, no contra-ataque, encontrou Enzo Fernández livre para marcar na área.

Mas, ainda assim, levaram mais dois gols no fim da partida. O terceiro veio em erro de Filip Jorgensen, que deu um passe no pé de Barcola e rendeu a Vitinha um belo gol de cobertura.

Aos 41 do segundo tempo, uma jogada individual de Kvicha Kvaratskhelia pela esquerda acabou em gol vindo de uma finalização cortando para o meio de apenas 0,05 xG. Nos acréscimos, o georgiano ainda marcou mais um em contra-ataque, com gol aberto — mas, antes disso, foram quatro gols sofridos em 0,67 gols esperados.

Ainda que tivesse chance de um resultado melhor, o Chelsea pecou em não guardar as chances que teve. Principalmente a primeira, com João Pedro, que até chegou a marcar impedido no segundo tempo, e a de Palmer, que gerou diretamente um gol adversário.

O jogo da volta, no Stamford Bridge, será na próxima terça-feira (17), às 17h no horário de Brasília. O PSG pode perder de até dois gols de diferença para passar para as quartas.

Foto de Guilherme Ramos

Guilherme RamosRedator

Jornalista pela UNESP. Vencedor do prêmio ACEESP de melhor matéria escrita de 2025. Escreveu um livro sobre tática no futebol e, na Trivela, escreve sobre futebol nacional, internacional e de seleções.

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