Eurocopa 2024

Capitão da Hungria faz dura crítica a protocolo médico da Uefa após lesão assustadora

Szoboszlai afirma que protocolo de concussão deve mudar pela demora no atendimento ao colega

A vitória da Hungria sobre a Escócia no último domingo (23) ficou marcada pela chocante dividida entre o goleiro escocês Angus Gunn e o atacante húngaro Barnabás Varga, que se deu mal no lance e caiu desacordado.

Mesmo com a gravidade do lance, a vítima na jogada só foi retirada do gramado sete minutos após o choque, em momento que a equipe médica parecia confusa no atendimento.

Um dos atletas que ficaram emocionados com as fortes cenas, o craque e capitão húngaro Dominik Szoboszlai criticou a Uefa e afirmou que algo precisa mudar no atendimento em lances de concussão.

– Eu realmente não conheço os protocolos ou como funciona, mas se nossos médicos dizem que precisamos de alguém para ajudar imediatamente, então não acho que eles [equipe médica do estádio] deveriam caminhar. A decisão não é minha, mas acho que precisamos mudar alguma coisa.

– Mesmo que alguém esteja no chão e você saiba que foi uma grande colisão, basta entrar [em campo]. Mesmo que o árbitro diga para não continuar, apenas continue. E se você perceber que não é nada sério, basta descer e pronto. Espero que todos possam economizar alguns segundos e salvar uma vida. – disse o meia, que também se emocionou durante coletiva de imprensa.

O centroavante húngaro, confirmado fora da Eurocopa 2024, sofreu fratura em vários ossos do rosto. Nesta segunda-feira (24), foi submetido, com sucesso, a uma cirurgia e ainda não se sabe quando ele receberá alta.

– Obrigada por suas mensagens gentis e de apoio. Barni superou a cirurgia. Um pouco de descanso o espera, mas ele ficará bem! – publicou a esposa de Varga no Instagram.

Uefa rebate Szoboszlai e garante que atendimento foi rápido

A entidade máxima do futebol europeu defendeu o atendimento feito ao atleta. Segundo a Uefa, aconteceu em 15 segundos pelo médico do time, e depois foi acionado o responsável do estádio.

– No que diz respeito à intervenção médica após o ferimento na cabeça sofrido por Barnabas Varga da Hungria, gostaríamos de esclarecer que a intervenção do médico da equipe aconteceu 15 segundos após o incidente, seguida imediatamente pelo segundo médico do estádio, conduzir uma primeira avaliação da lesão e fornecer tratamento adequado, de acordo com os procedimentos médicos habituais. – apontou, em comunicado.

Todo o processo, ainda segundo a Uefa, foi feito conforme o protocolo da instituição e garantiu que não houve atrasos no atendimento a Varga.

– A equipe qualificada de emergência aguardava junto ao campo, de acordo com o seu protocolo, e chegou com a maca assim que a sua intervenção foi solicitada pelos médicos para evacuar o jogador para a sua transferência imediata para o hospital. A coordenação entre toda a equipa médica no local foi profissional e tudo foi feito de acordo com os procedimentos médicos aplicáveis. Não houve atrasos no tratamento e assistência ao jogador.

O que diz o Protocolo de Concussão da Uefa

  • No caso de suspeita de uma concussão, o árbitro interromperá o jogo para permitir que o jogador lesionado seja avaliado pelo médico da equipa. Os jogadores devem permanecer calmos durante a situação e não interferir na avaliação.
  • A avaliação não deve, em princípio, levar mais de três minutos, a menos que determinado incidente sério exija que o jogador seja tratado ou imobilizado no relvado para transferência imediata para o hospital.

Por Varga, Hungria empatou no fim e ainda tem chance de avançar na Eurocopa 2024

Quase no décimo minuto de acréscimo, a seleção húngara buscou a heroica vitória com gol de Kevin Csoboth. Os jogadores fizeram questão de vestir e exibir a camisa 19 de Varga.

A Hungria terminou o grupo A na terceira colocação com três pontos e saldo negativo de três, ainda não confirmada se avançará como uma das quatro melhores na posição.

Nesta segunda-feira (4), a chave B finalizou e a Croácia terminou com apenas dois de pontuação em terceiro, facilitando para a seleção treinada por Marco Rossi.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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