Eurocopa

Mertens sobre confronto com a Itália: “Eles sabem o que estão fazendo, não sofrem gols e marcam muitos”

Ídolo e maior artilheiro da história do Napoli, Mertens conhece bem a Itália e elogia o jogo coletivo dos rivais da Bélgica na Euro 2020

Bélgica e Itália fazem o primeiro jogos das quartas de final da Euro 2020 nesta sexta-feira, em Munique. Os dois times chegam como candidatas ao título, depois de irem bem na primeira fase e terem alguma dose de sofrimento para passar pelas oitavas de final. Enquanto os italianos precisaram da prorrogação para vencer a Áustria, os belgas tomaram pressão de Portugal, mas venceram pelo placar mínimo. Em entrevista coletiva, Dries Mertens, jogador do Napoli, comentou sobre o duelo com o país onde joga e onde se tornou ídolo.

Aos 34 anos, Mertens é um dos principais jogadores do Napoli. Joga pelo clube desde 2013, quando se transferiu vindo do PSV. Desde então, se transformou. Maurizio Sarri o converteu de um ponta rápido e habilidoso em uma máquina de fazer gols. São 360 jogos pelo Napoli e 135 gols, o que o faz ser o maior artilheiro da história do clube, acima de Marek Hamsik, com 121 (em 520 jogos), e Diego Maradona, maior ídolo da história do clube, com 115 (em 259 jogos).

“É um jogo especial para mim, já que estou na Itália há muitos anos, então não pode deixar de ser especial”, disse o atacante da seleção belga na coletiva de imprensa. O jogador inclusive recebeu o apelido de “Ciro”, algo tipicamente napolitano, depois de ter se tornado um ídolo do clube. “Se me sinto italiano? Um pouco, sim. Talvez eu faça gestos como um italiano… Eu gosto de me divertir, Nápoles é uma cidade bonita e me faz feliz”.

Segundo Mertens, ele não tem falado com seus companheiros de Napoli que estão na seleção italiana. Ele também foi perguntado se há comparação do atual time de Roberto Mancini, que joga no 4-3-3, ao jogo que o Napoli brilhou sob o comando do técnico Maurizio Sarri. “É difícil comparar a Itália a Itália com o Napoli de Sarri. Eu vejo Jorginho no centro do jogo deles, ele é um jogador extraordinário, mas a Itália realmente é coletivo e não se concentra em um só jogador”, analisou o jogador.

“Eles jogam um futebol bonito e é um time que impressionou todo mundo neste torneio”, afirmou o atacante. “Eles têm um grande elenco e jogaram o melhor futebol na fase de grupos, eles são muito divertidos de assistir. Eles combinaram juventude com experiência e nem todo mundo esperava que a Itália viesse tão forte”.

“O perigo é todo o time da Itália. Eles sabem o que estão fazendo, não sofrem gols e marcam muitos. Todo mundo viu seus jogos, o modo como eles jogam, você pode reconhecer as rotinas táticas que eles praticam. A Itália realmente joga como um time”, disse Mertens.

A Bélgica chegou à semifinal da última Copa do Mundo, em 2018, e fez um jogo muito duro com a França, que acabaria campeã. Com alguns jogadores já passando dos 30 anos, Mertens foi perguntado se esta era a última chance de ganhar um título. “Eu não acho. Nós temos que ser realistas, nós temos uma chance, mas não é fácil, mas não acho que é nossa última chance”.

NA TV

Bélgica x Itália
Sexta-feira, 2 de julho, 16h (horário de Brasília)
Globo, SporTV

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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