Eurocopa 2024

‘É realmente irritante’: Mbappé relata experiência com máscara protetora na Euro

Craque da França disse que temeu por sua participação na Euro após nariz quebrado

Neste domingo (30), véspera de França x Bélgica pelas oitavas de final da Eurocopa, Kylian Mbappé desabafou sobre sua fratura no nariz — sofrida na estreia dos Bleus no torneio. O atacante disse que pensou no pior ao ver o estado de seu rosto após o choque.

Mbappé fraturou o nariz por volta dos 39 minutos do segundo tempo de Áustria 0 x 1 França. No lance, o camisa 10 tentou cabecear a bola, mas acabou acertando o ombro de Danso, zagueiro austríaco. Ensanguentado, ele foi substituído e encaminhado direto para o Hospital da Universidade de Düsseldorf.

— Não pensei muito sobre isso na época. Eu realmente não sabia o que estava acontecendo comigo, não senti como se tivesse quebrado meu nariz. Foi mais olhar para a cara do goleiro adversário que me fez pensar que tinha alguma coisa errada. Mas depois foi um pouco assustador, porque disse a mim mesmo que iria para casa. Eu me vi no espelho, foi uma má ideia, mas estou feliz por estar aqui — afirmou Mbappé.

Em virtude da lesão, Mbappé não participou do empate sem gols com a Holanda, pela segunda rodada do Grupo D. Entretanto, para alívio do técnico Didier Deschamps, o craque voltou a ativa no duelo seguinte, diante da Polônia.

— Foi difícil porque tinha muita informação, muitos compromissos, fiquei quase dois dias sem dormir. É muito difícil sentar no banco sabendo que não pode fazer nada para ajudar. Graças a Deus pude jogar novamente contra a Polônia.

Com gol de pênalti do mais novo reforço do Real Madrid, a França ficou no 1 a 1 contra os poloneses. O decepcionante resultado deixou os Bleus na segunda colocação da chave, enquanto a Áustria assegurou a liderança.

Mbappé comemora gol em França x Polônia
Mbappé celebra gol pela seleção francesa em jogo contra Polônia (Foto: Icon Sport)

Experiência ruim com a máscara

Muitas foram as especulações depois da fratura de Mbappé. Veículos de imprensa da França chegaram a afirmar que o atacante precisaria de uma cirurgia no nariz, algo que impossibilitaria sua participação na Euro.

Por sorte, isso não aconteceu. Com fome de jogo, o atacante foi liberado pelos médicos a voltar a jogar, mas com uma condição: o uso de uma máscara especial.

Segundo profissionais da saúde, o item garante proteção, evitando maiores complicações ao impedir e/ou amenizar o toque na região do nariz.

Mbappé ficou feliz ao saber que a Euro não tinha acabado para ele. Porém, a experiência com a máscara não tem sido nada positiva para o astro francês.

— Toda vez tinha algo errado. É muito difícil porque bloqueia sua visão e o suor obstrui. Inicialmente, senti que estava em 3D e que tinha sido convidado para a Euro como VIP. Eu podia ver as pessoas, mas senti que não era eu jogando. Assim que eu puder tirá-la, eu o farei. Agora mesmo não tenho escolha, não consigo jogar sem ela. É realmente irritante. Mas não é uma desculpa, porque é a única maneira de eu poder jogar. Tenho que agradecer às máscaras.

Mascarado, Mbappé será titular da França nesta segunda-feira (1), contra a Bélgica. A bola rola a partir das 13h (horário de Brasília), na Esprit Arena, em Düsseldorf.

Mbappé de máscara no treino da seleção francesa
Mascarado Mbappé no treino da seleção francesa (Foto: Icon Sport)

Medo de ser alvo dos adversários? Mbappé assume o risco

Perguntado sobre o risco de agravar a fratura no nariz, Mbappé admitiu ter ciência de que pode se tornar um alvo dos adversários em campo. O atacante, no entanto, assume o risco. Vencer o título da Eurocopa é seu principal objetivo pela seleção.

— Eu sabia no que estava me metendo quando decidi que não voltaria para casa. Se eu for atingido, meu nariz já está quebrado, o que mais alguém pode fazer? Estou de bom humor, fisicamente claro, o Euro não começou como eu queria. A Euro é a única coisa que me falta na seleção nacional, por isso quero muito vencer.

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.
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