Eurocopa 2024

Eurocopa: Geração belga joga última cartada e soberba francesa pode ajudar

Contra a enorme oferta de talentos da França, turma de Lukaku e De Bruyne tenta manter vivo sonho de título

O grande confronto das oitavas-de-final da Eurocopa 2024 está previsto para a largada do mês de julho, em Dusseldorf. No primeiro dia do sétimo mês do ano, França e Bélgica disputarão a permanência no torneio europeu de seleções. Abençoada com o elenco mais talentoso da atualidade, a França pinta como favorita, diante de uma Bélgica que testemunha o canto do cisne da maior geração de sua história.

A história do confronto aponta vantagem dos belgas. São 30 vitórias, contra 26 dos franceses e 19 empates. Mas o recorte recente traz duas vitórias dos Bleus em jogos decisivos: semifinais da Copa do Mundo de 2018 e da Liga das Nações de 2021.

A França ainda não perdeu na Euro, com uma vitória e dois empates da fase de grupo. A Bélgica perdeu na estreia, venceu na segunda rodada e empatou na terceira.

Os franceses atuam num 4-3-3 que busca potencializar o talento de seus atacantes e meio-campistas. Com destaque óbvio para Mbappé, mas também para Dembelé, Kanté e Griezmann. Defensivamente, a linha de quatro tem sofrido bastante com erros de cobertura e oferecendo campo aos rivais.

A Bélgica variou o sistema de jogo e se deu melhor atuando com linha de três defensiva do que com quatro atrás. O melhor desempenho, contra a Romênia, veio no 3-4-3. Veteranos como Vertonghen (37), De Bruyne (32) e Lukaku (31) seguem sendo a base técnica da equipe, arejada pelos talentos de Onana e Tielemans no meio, e os dribles e a velocidade de Doku à frente.

Estatísticas sugerem equilíbrio no confronto

A comparação de estatísticas dos times na fase de grupos aponta para muito equilíbrio. A Bélgica atua com posse de bola média de 56%, ante 54% da França. Os franceses fizeram 49 finalizações e os belgas, 46, ambos gerando três oportunidades claras por jogo. A Bélgica é mais eficaz nos desarmes, 18 a 11, e a França recupera mais a bola: 124 a 102.

Um dos problemas que os belgas precisam corrigir se quiserem marcar a despedida de sua geração dourada de forma positiva é a falta de equilíbrio tático. Para atacar, o time se expõe demasiadamente e tem muita dificuldade em se recompor. Quando propõe o jogo de trocação pura, geralmente se complica. Mas tem um grande potencial técnico para incomodar a defesa francesa. De Bruyne, Lukaku e Doku tiram o sono de qualquer marcador. Onana dita o ritmo, e Tielemans aparece como elemento surpresa.

A França peca muitas vezes por certa soberba em campo, dando a impressão de que parece acreditar que pode vencer a qualquer momento. Cria bastante, perde chances por excesso de capricho estético e acaba se complicando. Mbappè é praticamente imparável e está cada vez melhor no papel de abastecimento. Griezman em dia inspirado define partidas.

Na segunda-feira, saberemos se prevalecerá a força jovem francesa ou a Bélgica seguirá firme na turnê de despedida de seus maiores craques.

Foto de Mauricio Noriega

Mauricio Noriega

Colunista da Trivela
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