Eurocopa 2024

Meia que quase jogou por outra seleção decide, e Espanha aposenta Kroos ao derrubar Alemanha

Dani Olmo, assediado pela seleção croata quando garoto, marcou um e deu uma assistência para classificar espanhóis na Euro

No maior jogo da Eurocopa 2024 até o momento, pelas quartas de final, a anfitriã Alemanha e a ótima Espanha entregaram um jogo emocionante nesta sexta-feira (5), decidido na prorrogação pelo bom meia Dani Olmo.

O jogador do RB Leipzig marcou o primeiro, completando cruzamento de Lamine Yamal no começo do 2º tempo, e levantou na área para Merino fazer de cabeça o segundo, já aos 118 minutos no relógio.

Antes, Florian Wirtz buscou o empate aos 43 e forçou o tempo extra. Mas a anfitriã não conseguiu sair classificada, apesar de tentar muito no fim, e confirmou-se o fim da carreira de Toni Kroos aos 34 anos.

Engraçado que a história do herói espanhol da Arena Stuttgart poderia ser muito diferente. Olmo saiu da base do Barcelona com 16 anos para se formar no Dinamo Zagreb.

Por lá, virou ídolo, fez mais de 100 jogos e, por se profissionalizar por lá, recebeu o convite para ser jogador da seleção da Croácia. Ele recusou, construiu carreira com a Fúria e chegou ao time principal em 2019.

Foi a terceira grande vitória espanhola em cima da Alemanha. Em 2008, a Fúria superou os alemães para levar o título que inaugurou uma era vencedora.

Em 2010, na semifinal da Copa do Mundo, venceu com uma testada mortal de Carles Puyol.

Agora, o selecionado de Luis de la Fuente enfrenta quem passar entre França e Portugal na próxima terça (9).

Embates físicos, chances e Espanha melhor: o agitado 1º tempo

Além do claro embate entre muita técnica dos jogadores e o aspecto tático dos técnicos, o 1º tempo do clássico europeu também rendeu várias disputas físicas.

Nenhum dos lados aliviava: partia para pressionar o rival e não teria problema em fazer a falta.

Foram 15 infrações na etapa inicial, três cartões amarelos (um para Le Normad, suspenso para semi, como Morata e Carvajal) e uma entrada pesada de Kroos que obrigou Pedri a ser substituído por Dani Olmo.

Mas nem apenas dos embates físicos se sustentou. Teve muita técnica e bola no chão, bem jogado. A Espanha, em um geral, foi melhor que o adversário, seja em chances criadas ou domínio dos momentos do jogo.

Obrigou mais defesas de Manuel Neuer, como na batida rasteira de Nico Williams ou na arriscada de longe de Olmo. Foi também quem saiu melhor do campo de defesa e usou bem o espaço entrelinhas.

A Alemanha, por outro lado, melhorou na partida por volta dos 15, 20 minutos. Passou a usar bem os laterais abertos e os pontas por dentro.

Apenas Kai Havertz teve oportunidade para marcar, mas em ambas foi parado por Unai Simon. Na primeira, uma fácil cabeçada. Já na segunda, em lindo lançamento desde a defesa, dominou na meia-lua e bateu mascado.

Fúria marca no início, mas recua demais e Alemanha empata

A Espanha voltou bem para etapa final. Antes mesmo do gol de Olmo, com passe de Yamal, o próprio garoto tinha feito uma jogaçada para Morata fazer o pivô e mandar por cima do gol na entrada da pequena área.

Porém, a Espanha recuou muito. Tirou os garotos das pontas, colocou atletas mais experientes e chamou o rival.

Julian Nagelsmann já tinha colocado Wirtz e Andrich no intervalo, depois colocando dois centroavantes e mais um gás na lateral.

E tava muito na cara que o empate ia acontecer. Wirtz tentou de longe, Fullkrug, que entrou muito bem, acertou a trave, Andrich exigiu defesa de Simón e Havertz tentou até cavadinha, para fora, em erro na saída do goleiro.

Eis que a igualdade veio aos 43, em cruzamento de Maximilian Mittelstädt rumo a segunda travee desviado por Kimmich para Wirtz cravar.

Prorrogação emocionante termina com felicidade espanhola

A Espanha voltou para prorrogação de uma forma que quase não tinha jogado no segundo tempo. Mas, antes do gol, o máximo que fez foram batidas de longe com Oyarzabal.

O tento de Merino encaminhou, mas não significou o fim para os alemães. Pelo contrário, a seleção de Naggelsmann tentou e ficou a um detalhe de empatar de novo. Não conseguiu.

Foto de Carlos Vinicius Amorim

Carlos Vinicius Amorim

Nascido e criado em São Paulo, é jornalista pela Universidade Paulista (UNIP). Já passou por Yahoo!, Premier League Brasil e The Clutch, além de assessorias de imprensa. Escreve sobre futebol nacional e internacional na Trivela desde 2023.
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